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02 dezembro 2012

26º Aniversário do Cube do Clube de Ciclismo

O Clube de Ciclismo de Vila Flor celebrou no passado dia 25 de Novembro o seu 26.º aniversário. Para o fazer, nada como sair para o termo do concelho, percorrer alguns caminhos, conjugando o desporto com o prazer de pedalar. Ao mesmo tempo descobrem-se as particularidades desta terra de montanha, com dois cavados vales, onde as estações do ano têm um carácter bem vincado.
O passeio de aniversário contou com a presença de dois ciclistas profissionais:  Manuel Cardoso, da equipa Caja Rural e Edgar Pinto da equipa L. A. Alumínios – Antarte.
As condições atmosféricas não foram as melhores, o que demoveu muitos daqueles que tinham manifestado a intenção de participarem no passeio, no entanto, foi feito e ninguém protestou contra a chuva ou contra o nevoeiro, porque depois de a bicicleta estar a rolar todos os elementos negativos são esquecidos.

  O passeio desenvolveu-se nos arredores da vila, com passagem pelo miradouro. O nevoeiro esteve cerrado, não permitindo apreciar a paisagem, mas, mesmo assim, todos os participantes chegaram ao fim satisfeitos e com vontade ao almoço.
O almoço teve lugar no edifício do Turismo de Vila Flor e contou com a presença, além dos participantes do passeio, dos familiares dos ciclistas profissionais, do sr. Presidente da Junta de Vila Flor, José Almeida e dos senhores vereadores do Município Gracinda Peixoto e Fernando Barros, representando as instituições que mais têm apoiado o clube no desenvolvimento do seu plano de atividades.
A refeição serviu também para recordar um pouco do que tem sido a atividade do Clube de Ciclismo, que, ao longo dos seus 26 anos, já passou por diversos altos e baixos. Atualmente, em termos de instalações e de organização está muito bem, falta apenas juventude que queira praticar ciclismo, quer em estrada, quer em BTT. Os elementos do clube puderam conversar com os ciclistas profissionais e beneficiar da sua experiência profissional e de vida.
Com o bolo de aniversário, cheio de calorias, terminou a festa do 26.º aniversário. A vontade da Direção é que celebrações destas se repitam por muitos anos e que o clube consiga mobilizar cada vez mais participantes das duas rodas no concelho, a saúde dos mesmos sai beneficiada e o nome de Vila Flor é conhecido nas muitas provas em que o Clube organiza e participa.
O evento teve o apoio da Junta de Freguesia de Vila Flor e do Município de Vila Flor. O patrocínio foi do Ponto Clínico.

21 setembro 2012

Rosas - Vilas Boas/Vale Frechoso

O marco geodésico da Rosa fica no lugar com o bonito nome de Flor da Rosa, na separação dos termos da freguesia de Vilas Boas e Vale Frechoso, a curta distância do cruzamento da N214 coma M603, que à direita dá acesso a Vale Frechoso e à esquerda a Cachão (ao Aterro Sanitário e ao Canil Intermunicipal). O marco é visível da estrada, destacando-se altaneiro no cume de um monte, despido de árvores e onde apenas se destaca um poste metálico da rede de eletricidade.
Já estive no local várias vezes. Principalmente quando as urzes e a carqueja se encontram em flor é bonito de observar a paisagem envolvente. Não sendo o melhor local para observar a paisagem (desde o Barracão,  em Samões) nesta crista entre os 500 e os 600 metros de altitude, permite, sobretudo, apreciar o vale que se estende para norte passando por Mirandela até aos confins da Terra Quente. Já para sul, em direção à Vilariça, os pontos de observação são mais escassos, sendo necessário aproximar-mo-nos mais do vale em Roios, Vale Frechoso ou Benlhevai.
Desta vez o passeio foi feito em BTT, no dia 12 de Agosto. A falta de rodagem na bicicleta levou-me a optar pela estrada, fazendo várias saídas para os caminhos a fim de procurar vistas mais alargadas. Mesmo sem praticar bicicleta há muito tempo, a sensação foi muito boa.
Deixei a bicicleta na estrada e subi ao marco geodésico. São pouco mais de 1000 metros, mas não há caminho e a erva seca a dar pelo joelho não é muito agradável. Para compensar o céu estava azul, a prometer ótimas fotografias.
Este marco geodésico está completamente isolado, sobre um rochedo, o que permite fotografá-lo a toda à toda a volta sem qualquer entrave, só mesmo os fios da rede de condução da eletricidade causam algum desequilíbrio.
A viagem foi tão rápida que decidi ir um pouco mais longe subindo à Penha do Corvo, um bom miradouro que, estranhamente, não tem nenhum marco geodésico (mas o do Alto da Serra está perto).
 Na estrada há uma subida um pouco acentuada, com curvas, e antes de se iniciar a descida para Benlhevai há um caminho rural que leva ao ponto mais alto, onde se ultrapassam os 660 metros de altitude. Não foi a primeira vez que estive neste local, mas como tinha tempo disponível dediquei-me à exploração de algumas cavernas que existem nos rochedos virados a norte. Há várias passagens estreitas e covas proporcionando abrigos naturais para quaisquer condições atmosféricas! Fiquei surpreendido. Estou convencido que estes abrigos devem ter sido já utilizados por pastores e caçadores e, quem sabe, por humanos num período mais remoto da vida na terra. Não conheço nada que se pareça com estes abrigos, embora no Faro também existam alguns.
Ao longe avista-se o cabeço da Pedra Luz, com o seu marco geodésico, onde espero ir em breve, mas a vista perde-se  até à Serra dos Passos, no concelho de Mirandela, onde a ocupação humana deixou marcas que permitem situá-la alguns milhares de anos antes de Cristo. Estes lugares elevados, com covas, ofereciam uma proteção imprescindível à sobrevivência dos humanos de então.
Este meu interesse espeleológico não me fez esquecer de admirar tudo em redor, incluindo a aldeia de Vale Frechoso, bem visível da crista rochosa virada para a estrada.
Abandonei o local e rumei por um caminho rural até Vale Frechoso. Tratou-se apenas de variar o percurso porque o objetivo do dia estava cumprido. Atravessei a aldeia, à hora de almoço, sem encontrar viva alma! Segui por caminhos até ao local chamado Carvalhinho, onde apanhei novamente a estrada asfaltada (N214) para regressar a casa. O cansaço e a falta de prática começaram a sentir-se e as pernas a fraquejar. Felizmente o percurso era bastante plano e ainda cheguei a casa a horas decentes para o almoço.
Não encontrei referências sobre este marco geodésico nas fontes que normalmente utilizo, o que me leva a pensar que tenha sido retirado da rede já há bastante tempo. Estes cones, mais pequenos, eram geralmente vértices geodésicos de 3.ª categoria e não há muitos semelhantes no concelho. A forma elegante e a sua posição elevada fizeram com que eu escolhe-se uma fotografia do marco geodésico da Rosa para identificação deste tipo de percursos com o nome de Pontos Altos.

Nota - Junto ao marco geodésico da Rosa um toco de esteva queimada furou-me uma bota e espetou-se-me no pé. As botas eram quase novas, mas estes restos de estevas queimadas são como facas, atravessando mesmo os pneus dos tratores!
Durante o resto do mês de Agosto tive que recorrer ao Centro de Saúde, pôr em dia as minhas vacinas contra o tétano e tomar alguns medicamentos. Não nada de grave mais mais um alerta de que o perigo espreita quando e onde menos se espera. 

24 abril 2012

VI Rota da Liberdade

O Clube de Ciclismo de Vila Flor (CCVF) realizou no dia 15 de Abril a 6.ª edição da Rota da Liberdade em BTT, depois de um ano de interregno. A prova contou com a presença de 73 participantes da modalidade e 9 pessoas que fizeram um interessante percurso pedestre. A meia-maratona recebeu a preferência da maioria dos participantes.
 A prova teve início no complexo do Peneireiro, junto às piscinas municipais e Estádio Municipal, e percorreu alguns dos caminhos e trilhos mais bonitos do concelho, sem descurar a exigência física e técnica. O percurso desenvolveu-se pelo termo das freguesias de Vila Flor, Seixo de Manhoses, Valtorno, Candoso, Carvalho de Egas e Samões, desenvolvendo-se entre os 450 e os 750 metros de altitude. Os caminhos tradicionais fizeram as delícias dos praticantes das duas rodas que apreciaram com destaque para o single track do ribeiro dos Moinhos.
A maratona foi ganha por Leonardo Lico, da aacr-bikemania; a meia maratona por Diogo Tomé, da CC Torre Dona Chama-Rodas de Fogo e a mini maratona por Leando Silva.  
O passeio pedestre visitou a aldeia abandonada do Gavião, local também incluído no percurso traçado para as duas rodas.
O reforço foi servido na Junta de Freguesia de Valtorno e o almoço no edifício do Turismo de Vila Flor.
A direção do CCVF ficou satisfeita com a forma como decorreu a prova, mas gostava de ter tido um maior número de participantes. O ano de interregno foi justificado pelo trabalho que dá organizar um evento do género, onde todo o trabalho é voluntariado e não pode prejudicar a vida familiar e profissional dos envolvidos. "O importante não é fazer todos os anos, o importante é fazer bem" diz Nuno Palmeirão, presidente da direção. A crise em que o país se encontra mergulhado também não facilita as coisas, sendo cada vez mais difícil conseguir os apoios necessários das entidades e comércio local. No entanto, há um bom leque de patrocinadores que continua a apoiar a prova.
A 7.ª edição ainda não tem data marcada. Está dependente de um conjunto de fatores que podem fazer com que ela se realize já em 2013, ou então, em 214. Até lá o CCVF vai continuar a proporcionar aos seus sócios a prática do ciclismo e a realizar eventos, mas de menores dimensões.
Nesta edição participei nas duas rodas por não me encontrar minimamente preparado para dar algumas pedaladas. No entanto, não quis que evento se realizasse sem a minha presença e desta forma também contribuir com alguma coisa para o Clube de Ciclismo de que sou sócio.
Estive presente na partida e depois desloquei-me de carro para diferentes locais onde sabia que os atletas iriam passar. Procurei locais interessantes mas como não tinha qualquer contacto com a organização nunca sabia quem iria passar, nem quando, mas até acho que correu bem e que consegui algumas fotografias interessantes. Algumas delas estão desde o dia da priva visíveis no blogue do Clube.
Como aspeto menos positivos, e que nada têm a ver com a organização da prova, aponto o frio que se fez sentir e o lixo que os atletas puderam presenciar em vários locais. O dia esteve gelado e fez um vento difícil de suportar. Ainda estive algum tempo em Candoso, junto à Fraga do Ovo mas tive de abandonar o local porque não suportava o frio.
Quanto ao lixo, não me tenho cansado de dizer que é muito desagradável, mas estou quase a concluir que quanto mais civilizadas são as pessoas, mais poluem e menos respeito têm pela natureza. É uma vergonha o que se passa.
Ainda não perdi as esperanças de voltar a percorrer os caminhos do concelho em duas rodas. Enquanto isso não acontece, vou continuar a fazê-lo a pé.
Parabéns à organização da VI Rota da Liberdade. São eventos como este que dão vida e visibilidade ao concelho.

29 março 2012

VI Rota da Liberdade

Passeio de Natal, 2011
O Clube de Ciclismo de Vila Flor vai realizar no dia 15 de Abril a VI Rota da Liberdade, prova de BTT que trás a Vila Flor, muitos praticantes da modalidade e os seus amigos e familiares que os acompanham.
Desde início que este blogue esteve ligado às duas rodas, não na vertente competição, mas porque a bicicleta é proporciona uma forma diferente de conhecer o concelho.
Nas provas de BTT aparecem pessoas muito diferentes. Grupos de amigos que integram clubes e que se deslocam e participam, pelo prazer de conviver e conhecer; praticantes sérios da modalidade, que lutam pelos segundos e pouco se importam pela paisagem; amantes das duas rodas que curtem a tecnologia, as marcas, os acessórios; pessoas de meia idade que usam o BTT como prática física para manter a saúde, apreciadores do convívio e da natureza e da comida, etc. Não sei bem em qual me incluir, mas, a verdade é que é muito bom andar de bicicleta, vencer os obstáculos, sentir o vento na cara e percorrer os caminhos mais impensáveis, nos cantos mais remotos.
Em todas as edições o traçado das diferentes provas variou, percorrendo grande parte do concelho. A Maratona com uma extensão entre os 60 e os 70 km é normalmente a mais atrativa, em termos de paisagem e de grau de dificuldade, mas, não é para todos, uma vez que exige bastante.
Além da possibilidade de fazer uma prova mais longa ou mais curta (meia-maratona) há, por norma, um passeio pedestre para os acompanhantes dos atletas, que não sejam adeptos das duas rodas.
O traçado ainda não é conhecido, mas vai valer a pena.


Blogue do Clube de Ciclismo de Vila Flor
Blogue da Rota da Liberdade

26 agosto 2011

1.ª Gincana em Bicicletas

No dia 24 de Agosto, no Largo das Finanças, pelas 15 horas realizou-se a 1.ª Gincana em Bicicletas. Esta iniciativa foi organizada pelo Clube de Ciclismo local e teve a colaboração do Município e da Junta de Freguesia de Vila Flor. Tratou-se de uma atividade desportiva e recreativa com o objetivo de proporcionar algum exercício físico aos jovens entre os 6 e os 12 anos, mas também incentivá-los a estilos de vida saudáveis e ao gosto pela bicicleta.
O trajeto era fácil, quando feito com calma, mas como os tempos eram cronometrados a precipitação levou os participantes a sofrerem algumas penalizações. No entanto, a competição não era o que se pretendia, uma vez que todos os participantes receberam as mesmas lembranças, independentemente dos tempos praticados.
O Clube de Ciclismo de Vila Flor tem já alguns anos de história e organiza várias provas e passeios ao longo do ano, em BTT, mas também em estrada. Tem feito algum esforço do sentido de despertar nas crianças e jovens o gosto pela prática de desporto ligado à bicicleta.
Os participantes não foram muitos, mas os que estiveram fizeram-no com muito prazer e alegria.
Está de parabéns o Clube de Ciclismo de Vila Flor e a organização da IX TerraFlor, uma vez que esta iniciativa se integrou no programa daquele evento, que decorre na Vila até ao dia 26 de Agosto.

25 março 2011

01 maio 2010

À Descoberta de Vila Flor, na V Rota da Liberdade

Realizou-se em Vila Flor, no dia 25 de Abril, a V Rota da Liberdade em BTT, organizada pelo Clube de Ciclismo de Vila Flor (CCVF). Trata-se de uma prova que, ano após ano, tem trazido cada vez mais praticantes de BTT ao concelho. Preparada para dar resposta a diferentes graus de praticantes e de dificuldade, realizaram-se em simultâneo três provas: a Maratona, com 60 Km, a Meia-maratona, com 40 km e a Mini-maratona, com 14 km. Realizou-se também um passeio pedestre destinado essencialmente a acompanhantes. Ao contrário de anos anteriores, a minha participação ficou limitada à função de repórter, que tentei cumprir da melhor maneira.
Estiveram presentes as mais importantes equipas da região mas também outras que se deslocaram centenas de quilómetros para poderem participar na prova. Participaram perto de 180 atletas, sendo a Meia-maratona a que teve maior adesão (102 participantes).
A Rota da Liberdade é apreciada pelos bons trilhos seleccionados, mas também pelas paisagens fantásticas e vegetação luxuriante nesta época. Este ano foram percorridos trilhos nos termos das freguesias de Vila Flor, Seixo de Manhoses, Carvalho de Egas, Samões e Roios, com uma subida acumulada de 1184 metros (Meia-maratona), alternando troços com graus de dificuldade variada. Como me desloquei de automóvel entre vários pontos escolhidos ao longo do percurso, não me pude aperceber de tudo, mas posso afirmar que os diferentes percursos eram magníficos. A par do colorido das flores, sempre presente, houve também o factor água, com os atletas a cruzarem vários ribeiros, com bastante caudal, refrescando e trazendo mais beleza ao traçado.
Embora se pense que 70 quilómetros são muita pedaladas, o primeiro classificado demorou menos de 3 horas a percorre-los, o que me obrigou a saltar alguns pontos de reportagem para poder fazer algumas fotografias dos mais rápidos.
O reforço aconteceu em Roios, na sede da Junta de Freguesia. Entre outras coisas, os atletas (e eu) puderam saborear um bom presunto e folar de Vila Flor que era de comer e chorar por mais.
O almoço foi servido no refeitório da Escola EB2,3/ S de Vila Flor. O grande número de atletas quase inviabiliza a realização do almoço num restaurante. No refeitório cada um é servido no momento que chega, havendo sempre espaço. Cada vez mais me apercebo que, também nas provas de BTT, há atletas com objectivos completamente diferentes: há os que participam pela competição, e lutam afincadamente pelos primeiros lugares; mas também os que participam pelo convívio. Para estes últimos a refeição é tão importante para a prova. A convivência destes dois grupos nem sempre é fácil, não em termos das relações, mas na exigência da organização. A prova tem que ser competitiva mas não demasiado, tem que ser extensa, mas não demasiado, a refeição tem que ser boa, mas não pesada ou cara, etc.
Tive a acompanhar-me ao almoço o amigo Rui Guerra, que, mais uma vez, serviu de cicerone aos participantes no Percurso Pedestre. Bem me custou não os acompanhar. Fizeram um percurso da Barragem do Peneireiro ao Gavião, com passagem pela quinta de Valtorinho, onde provaram um “licor” de videira só comparável ao folar que eu comi em Roios.
A logística da prova obrigou o CCVF a uma grande mobilização. Estiveram envolvidas perto de 40 pessoas, entre sócios do clube, escuteiros, bombeiros, enfermeiros e elementos da GNR.
Depois de terminada a prova a organização mostrava-se muito satisfeita com a forma como decorreu. Nuno Palmeirão, presidente da direcção do CCVF, manifestou o seu contentamento pelo facto de ninguém se ter magoado (na IV edição houve alguns acidentes) e com o feedback dos participantes, que prometeram não perder as próximas edições da Rota da Liberdade.
Eu faço um balanço muito positivo desta iniciativa. É bom que coisas destas se repitam no concelho. São centenas de pessoas que nos visitam, algumas comem e dormem cá, e, sobretudo, partem com uma ideia muito positiva das potencialidades desta região sendo potenciais turistas, em eventos desportivos e não só.
Não pedalei na V Rota da Liberdade. Senti alguma tristeza por não o ter feito. Quem gosta destas coisas sabe do que eu estou a falar. Quando vi partir os atletas, novos e menos novos, masculinos e femininos, magros e outros nem tanto, apeteceu-me muito seguir com eles. Por outro lado, sem o cansaço das subidas e descidas, tive paciência (e tempo) para me preocupar com questões técnicas da fotografia, experimentando, tentando fazer algo pessoal numa área que não é o que faço ou gosto de fazer, a fotografia de eventos desportivos. Foi esta a minha contribuição no Clube de Ciclismo, de que sou sócio.
Parabéns ao CCVL.

25 março 2010

V Rota da Liberdade, em BTT

O Clube de Ciclismo de Vila Flor vai, daqui a exactamente um mês realizar a V Rota da Liberdade em BTT. Este acontecimento desportivo já se tornou numa importante forma de promover o concelho, uma vez que atrai atletas de muitos pontos do pais. Todos os anos a organização se esmera para proporcionar as melhores condições de acolhimento mais também não descura a selecção de percursos todos os anos diferentes proporcionando um conhecimento dos contraste que compõem o nosso concelho. Este ano não será excepção.
Há três provas com duração e graus de dificuldades diferentes mas também um percurso pedestre, para acompanhantes dos ciclistas ou outros que se queiram escrever.

28 abril 2009

À Descoberta, na IV Rota da Liberdade

No dia 26 de Abril saí mais uma vez à descoberta do concelho em BTT. Desta vez acompanhado de centenas de ciclistas e alguns caminhantes (que o amigo Rui Guerra fez questão de acompanhar). A minha palavra de maior apreço vai para o Clube de Ciclismo de Vila Flor que, mais uma vez, trouxe a Vila Flor centenas de pessoas levando-as à descoberta das nossos trilhos, das nossas paisagens, da nossa gastronomia e da nossa simpatia. Há provas bem evidentes, nos comentários que os participantes fazem quer no blogue do Clube quer noutros fóruns dedicados ao BTT.
Mesmo sem andar muito “rodado” nas duas rodas, não quis perder a oportunidade, até porque nas duas edições anteriores em que participei percorri locais fantásticos e descobri outros caminhos para conhecer o concelho sem ser à pressa, pelas estradas de asfalto.
E foi assim que desbravei outros caminhos pelo Seixo, Candoso, Carvalho de Egas, Samões e Vila Flor. Não me aventurei a descer a Freixiel. Próximo dos 70 quilómetros neste tipo de terreno e a este ritmo, já é demais para mim!
Fiz o meu percurso sem pressas, com paragens constantes para fotografar os atletas. Destes, alguns tinham alguma ânsia de chegarem à meta, outros rolaram tranquilamente, em pequenos grupos, apreciando as paisagens e o dia luminoso e bastante fresco, o que ajudou bastante.

Já a poucos quilómetros da meta, quis o destino que uma distracção e um abuso de confiança, me provocassem uma queda bastante aparatosa. Fui levado ao hospital distrital de Bragança para fazer algumas radiografias a um ombro e à caixa torácica. Apesar de muitas dores, não estava nada partido e regressei a casa com um braço ao peito e a recomendação de um longo período de descanso. O que mais me dói, é que não posso mover o braço direito para tirar fotografias, por isso os visitantes do Blogue vão ter que se contentar com as que tenho em arquivo.

16 abril 2009

De BTT a Vale Frechoso

O meu reencontro com os passeios em BTT aconteceu no dia 26 de Março. Já há bastante tempo que não saía a pedalar, há algumas razões para isso, mas também há bastantes para eu quebrar este meu jejum das duas rodas.
Optei por um percurso curto, sem dificuldades, só para praticar um pouco. A escolha recaiu sobre Vale Frechoso.
Segui pela estrada apreciando a paisagem. Só com Vale Frechoso à vista é que fiz a primeira paragem. Encostei a bicicleta na berma da estrada e segui a pé em direcção ao marco geodésico da Rosa, no Monte Rosa. O que me encanta neste cabeço de 643 metros de altitude (além do curioso nome) é a vegetação rasteira que o rodeia, excelente para apreciar as primeiras amostras da Primavera. Tudo em redor estava florido! As giestas de flores brancas, várias variedades de urze e a carqueja. Foi mesmo a carqueja que mais me cativou. O amarelo quente, a lembrar o mel, destacava-se no azul do céu, quando olhado de um ângulo perto do solo. Curiosamente as abelhas não procuram as flores de carqueja.
Depois de passar bastante tempo sentado no chão numa tentativa de captar todo o colorido da vida perto do solo, parti em direcção à aldeia de Vale Frechoso. Não tinha um percurso estudado, iria percorrer as principais ruas à espera de ser surpreendido por algum pormenor que me escapou em visitas anteriores.
Quando se chega à aldeia temos o S. Lourenço a receber-nos, no seu nicho recente e bem cuidado. S. Lourenço é o padroeiro de Vale Frechoso, já o era no séc. XIII, embora a igreja ainda não fosse a actual.
À esquerda está a capelinha dedicada a Nossa Senhora de Lurdes, num local elevado, bem exposto ao sol e aos elementos. Também em Samões há uma capelinha dedicada a Nossa Senhora de Lurdes.
Outro dos locais de passagem obrigatória é o Largo da Fonte. É um dos pontos centrais da aldeia. Aqui se realiza a festa de Verão (10 de Agosto), se situam os lavadouros, água potável, um pequeno jardim, o coreto e a Fonte Romana ou Fonte Velha. Tal como outras também assim apeladas no concelho, não é uma verdadeira fonte romana mas sim medieval, o que não lhe retira o interesse. Pena que a sua posição quase soterrada, não a torna muito estética nem visível.
Pela Rua da Igreja vêem-se algumas das construções mais interessantes da aldeia: a Casa Paroquial e uma antiga casa abastada com uma cerca muito interessante em ferro forjado. A Casa Paroquial é uma casa-solar do Séc.XVIII. É impossível não reparar no seu bonito portal, mas fica ainda mais bonito quando a rama de videira tem folhas que se entrelaçam sobre ele. A casa com a vedação em ferro mostra alguns sinais de decadência, mas daria excelentes fotografias de pormenores do trabalho em ferro.
Fui de seguida à igreja matriz, não é fácil encontrá-la aberta. Sobe o olhar desconfiado das pessoas que rezavam, tirei algumas fotografias do aspecto geral. Felizmente alguns dos presentes já me conheciam e sossegaram os olhares desconfiados. Nas escadas que sobem para o coro está gravada a era de 1860, não percebi porquê, uma vez que a igreja terá sido mudada para este local em 1750. Os altares poderão estar relacionados com o período entre essas datas, mas muito interessantes são mesmo as imagens em granito colocadas no frontispício e que foram recuperadas da anterior igreja.
Depois de sair da igreja dei um longo passeio pelas principais ruas da aldeia: Rua do Arco, Rua do Outeiro, Rua do Castelo, Rua Francisco António Pereira, Rua da Portela, Rua das Eiras, etc. Aqui e ali apreciei vestígios de tempos com mais vida, encontrando-se agora as casas em ruínas, como que petrificadas no tempo e no espaço.
É de reforçar o topónimo Castelo. Existe mesmo um castro romanizado, onde não tive ainda a oportunidade de estar. Pelo que dizem os habitantes da aldeia, poucos vestígios existem, mas tal não se deverá à devastação provocada pela primeira guerra mundial, mas sim a causas muito anteriores a esse acontecimento. Está aí reportado o aparecimento de duas lucernas, que são pequenas lamparinas a azeite usadas pelos romanos há 2 mil anos! É um local que me falta conhecer este Cabeço do Castelo ou Castelo de Valadares.
Ao circular de novo à frente da igreja, vi as pessoas que estavam a sair. Passei mais de uma hora à conversa com algumas idosas que me falaram animadamente da sua aldeia. Fez-me falta um gravador, mas quem sabe não o levarei na próxima visita!
Já depois das dezoito horas parti de regresso a casa. Escolhi seguir um percurso alternativo e desci por caminhos rurais em direcção a Roios. O sol já estava baixo e não me permitiu muitas mais fotografias. Ainda assisti quando os últimos raios de sol beijaram o cabeço de Nossa Senhora da Assunção.
Foi um passeio muito agradável. Percorri 22 quilómetros em BTT e passei uma excelente tarde de sol em contacto com a natureza e com as pessoas de Vale Frechoso. Nesta aventura - À Descoberta - só custa partir.

Ligações:

27 março 2009

BTT - IV Rota da Liberdade

O Clube de Ciclismo de Vila Flor vai organizar no dia 26 de Abril, a IV Rota da Liberdade. Há diferentes provas, diferentes percursos, com graus de dificuldade também variáveis.
Dado o sucesso das provas dos anos anteriores, é de esperar que este ano haja mais participantes e, pelo menos a maratona, seja muito, muito competitiva. Os percursos são muito interessantes, passando próximo de Carvalho de Egas, Freixiel, Vilas Boas, Valtorno, Candoso, Seixo de Manhoses, etc. quase sempre por trilhos com excelentes paisagens. Há também um passeio pedestre para os acompanhantes que não sejam adeptos do BTT.
O concelho de Vila Flor oferece um colorido muito especial durante os meses de Primavera.

Mais informações sobre este evento podem ser encontradas nos Blogues:

Reportagens de eventos anteriores: