Estas são mais duas fotografias do desfile de Carnaval que aconteceu no dia 17 de Fevereiro, em Vila Flor, com as crianças das escolas do concelho.
Outras 2 fotografias.
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13 março 2012
14 novembro 2011
O V Ciclo de concertos "O Som das Musas" chegou ao fim
Terminou mais um ciclo de concertos "O Som das Musas", desta vez o V, levado a cabo no Centro Cultural, em Vila Flor. Foi um ciclo marcado por alguma contenção económica, dado o período difícil que atravessamos, mas houve uma grande preocupação em manter a qualidade e em apresentar espetáculos destinados a diferentes tipos de públicos, em eixos temáticos, apresentados como, Raíz-Identidades (fado), Concertos de Memória (música medieval, O Cancioneiro del-rei D. Dinis 1261-1325) e concerto de Jovens Talentos (música clássica).
O nome do ciclo "O Som das Musas" encaixa na perfeição no espetáculo de Cuca Roseta uma vez que é uma jovem, muito bonita, e com uma voz de encantar, atributo próprio do canto das sereias. Foi uma verdadeira musa.
O segundo espetáculo, no dia 12, teve em palco o grupo La Batalla. Foi um momento único para apreciar a verdadeira música medieval, a servir de fundo às Cantigas de Amor, Cantigas de Amigo, de Escarnho e de Maldizer, algumas composta por uma figura ímpar na história de Portugal, o próprio rei D. Dinis. Não se tratando de música muito acessível a ouvidos pouco habituados, quem se deixa embeber pelo som instrumental e pelas vozes sente-se levado para a corte medieval, onde as cores e as vestes envergadas pelos executantes faziam todo o sentido.
No terceiro, e último espetáculo, a Orquestra Esproarte de Mirandela encantou o público presente. O espetáculo começou com o Concerto em Sib M. para Oboé e Orquestras, de Bach. O diálogo entre os violinos e violoncelos com o melancólico instrumento de sopro cativaram de imediato o público. A solista a foi Adriana Castanheira. O palco foi-se compondo ao longo do espetáculo, ficando completamente cheio, já com instrumentos de sopro e percussão, para a última música, Finlândia, de J. Sibelius. O maestro Humberto Delgado fez um paralelismo entre a execução da orquestra e uma açorda. Tal como numa açorda os ingredientes pimenta, azeite, alho e pão, são todos necessários para construir um todo saboroso, também numa orquestra são necessários os vários grupos de instrumentos para executar um peça musical com qualidade, com um som cheio e envolvente.
O espetáculo foi de tal maneira arrebatador que toda a gente sentiu que o tempo passou rápido e que apetecia ouvir a orquestra durante algum tempo.
No final do terceiro concerto tive o prazer de conversar com o diretor artístico do ciclo O Som das Musas, Pedro Caldeira Cabral, também fundador e diretor do grupo La Batalla.
Este festival surgiu através de um convite pessoal do presidente da Câmara Dr. Pimentel a Caldeira Cabral, constatado o sucesso que o Festival de Música Medieval estava a ter em Carrazeda de Ansiães.
Inicialmente o ciclo O Som das Musas ocupava dois fins de semana na época das vindimas. Dirigia-se a um tipo de público já apreciador que, para além e escasso, já assistia a espetáculos semelhantes noutros locais não se conseguindo o público desejado.
Este tipo de eventos pretende criar "dinâmicas sociais e e económicas e promover o encontro entre as pessoas". Não se pode esperar despreza imediata/receita imediata, uma vez que os resultados só serão visíveis ao fim de alguns anos. Só aí se poderá fazer o verdadeiro balanço. É necessário proporcionar este tipo de ofertas com regularidade, de forma que as pessoas as vão integrando nos seus hábitos.
Houve a necessidade de fazer alguns ajustes que se traduziram no corrente ano com na realização dos concertos por altura do S. Martinho, também sempre a pensar em chamar gente a Vila Flor.
Em 2011 comemoram-se os 750 anos do nascimento de D. Dinis, rei com uma visão invulgar e com muito significado para Vila Flor, uma vez que lhe concedeu o foral em 1286. Também a ele se deve o topónimo Vila Flor, que tanto encanta os naturais e residentes. Esta vertente foi explorado no Concerto Memória.
Para Caldeira Cabral o festival foi um sucesso. Em todos os espetáculos houve perto de duas centenas de espetadores. No primeiro dia foi possível ouvir a fabulosa voz de Cuca Roseta. Esta fadista está a ter uma carreira brilhante e, futuramente, será muito difícil voltar a traze-la a Vila Flor. No segundo concerto, com o grupo La Batalla, foi ouvida música erudita. Usando de alguma teatralidade, o grupo constituído por 8 elementos, entre músicos multi instrumentistas e cantores, conseguiu "agarrar" o público. Isso foi notório no silêncio com que as várias peças foram ouvidas. Era um espetáculo destinado a um público mais exigente, mas as expectativas foram superadas.
Quanto ao futuro do festival, quer, a autarquia quer o seu mentor; Pedro Caldeira Cabral mostraram interesse na sua continuação. Este disse mesmo já ter algumas ideias que pretende implementar numa próxima edição, negando-se, no entanto, a divulgá-las sem as ter apresentado e discutido como a Câmara Municipal, organizadora do evento.
A nós, habitantes em permanência deste Reino Maravilhoso, só nos resta desfrutar de tudo que nos for possível viver e esperar que o Som das Musas, venha outra vez alimentar-nos a alma.
Nota: Os vídeos são da Localvisão TV.
08 novembro 2011
V Ciclo de Concertos “Som das Musas”
Vai acontecer no Centro Cultural, em Vila Flor, nos dia 11, 12 e 13 de Novembro o V Ciclo de Concertos “Som das Musas”. Estes ciclos de concertos têm a direcção artística do músico e compositor Pedro Caldeira Cabral.
Em 2011 os espectáculos musicais vão acontecer durante 3 dias, e todos na sede de concelho. Em edições anteriores o número de espectáculos foi maior e também mais descentralizados.
Os concertos representam três géneros musicais que são o fado, a música medieval e a música clássica. Sabemos que o fado tem tido grande aceitação em Vila Flor, patente em vários espectáculos que já se realizaram. Quanto à música medieval e à música clássica a aceitação tem sido razoável, longe do desejável e não justificando o investimento. Esperamos que este ano, com menos concertos, os ouvintes sejam em maior número.
Os artistas/grupos presentes são: Cuca Roseta e Guitarristas (fado, dia 11), La Batalla (música medieval, dia 12) e Orquestra Esproarte de Mirandela (música clássica, dia13). À excepção da Orquestra Esproarte de Mirandela, que já tive o prazer de ouvir várias vezes e que, para além de ser transmontana, integra muitos jovens da região (não sei se algum do concelho). É uma referência para os que sentem vocacionados para a música, em Trás-os-Montes.
Cada vez aprecio mais a música medieval. Acho que para isso têm contribuído as feiras medievais que tenho visitado, nomeadamente em Carrazeda de Ansiães e Miranda do Douro. Posso dizer que ouço diariamente este género musical, mas numa versão bastante popular, com raízes celtas, fácil de ouvir. Penso que não será essa que será interpretada aqui.
Quanto ao fado, gosto, mas só de algum. A julgar pelas amostras que entrei no Youtube, acho que vale a pena estar presente no concerto. Se o som for este, já me contento com o acompanhamento.
Sobre o grupo La Batalla sei muito pouco. O grupo é liderado por Pedro Caldeira Cabral e já esteve no encerramento do VI Festival de Música Medieval, em Carrazeda de Ansiães, em 2007. Penso que irão interpretar música a partir do Séc. XII, usando verdadeiras réplicas dos instrumentos medievais. Aqui fica também um vídeo do grupo La Batalla.
Os concertos realizar-se-ao todos às 21 horas e 30 minutos, no Centro Cultural.
Em 2011 os espectáculos musicais vão acontecer durante 3 dias, e todos na sede de concelho. Em edições anteriores o número de espectáculos foi maior e também mais descentralizados.
Os concertos representam três géneros musicais que são o fado, a música medieval e a música clássica. Sabemos que o fado tem tido grande aceitação em Vila Flor, patente em vários espectáculos que já se realizaram. Quanto à música medieval e à música clássica a aceitação tem sido razoável, longe do desejável e não justificando o investimento. Esperamos que este ano, com menos concertos, os ouvintes sejam em maior número.
Os artistas/grupos presentes são: Cuca Roseta e Guitarristas (fado, dia 11), La Batalla (música medieval, dia 12) e Orquestra Esproarte de Mirandela (música clássica, dia13). À excepção da Orquestra Esproarte de Mirandela, que já tive o prazer de ouvir várias vezes e que, para além de ser transmontana, integra muitos jovens da região (não sei se algum do concelho). É uma referência para os que sentem vocacionados para a música, em Trás-os-Montes.
Cada vez aprecio mais a música medieval. Acho que para isso têm contribuído as feiras medievais que tenho visitado, nomeadamente em Carrazeda de Ansiães e Miranda do Douro. Posso dizer que ouço diariamente este género musical, mas numa versão bastante popular, com raízes celtas, fácil de ouvir. Penso que não será essa que será interpretada aqui.
Quanto ao fado, gosto, mas só de algum. A julgar pelas amostras que entrei no Youtube, acho que vale a pena estar presente no concerto. Se o som for este, já me contento com o acompanhamento.
Sobre o grupo La Batalla sei muito pouco. O grupo é liderado por Pedro Caldeira Cabral e já esteve no encerramento do VI Festival de Música Medieval, em Carrazeda de Ansiães, em 2007. Penso que irão interpretar música a partir do Séc. XII, usando verdadeiras réplicas dos instrumentos medievais. Aqui fica também um vídeo do grupo La Batalla.
Os concertos realizar-se-ao todos às 21 horas e 30 minutos, no Centro Cultural.
17 abril 2011
Semana Santa (Vila Flor)
Realizou-se hoje, em Vila Flor a via sacra, integrada nas celebrações da Semana Santa. Os quadros vivos representando partes da final da vida de Jesus Cristo são momentos de grande emoção e também alguma espetacularidade, sendo muitos os que se deslocam a Vila Flor, para integrarem a procissão ou somente para assistirem às representações.
Este ano houve algumas diferenças em relação ao ano passado da qual destaco com enorme mérito o grupo coral que abrilhantou os pontos mais altos da Via Sacra em frente aos Paços do Concelho.
As fotografias não registam o som, mas fiquei positivamente surpreendido com a qualidade do grupo coral. Os figurantes também estivem muito bem e ouve momentos de muita emoção.
Mais tarde mostrarei mais fotografias.
Este ano houve algumas diferenças em relação ao ano passado da qual destaco com enorme mérito o grupo coral que abrilhantou os pontos mais altos da Via Sacra em frente aos Paços do Concelho.
As fotografias não registam o som, mas fiquei positivamente surpreendido com a qualidade do grupo coral. Os figurantes também estivem muito bem e ouve momentos de muita emoção.
Mais tarde mostrarei mais fotografias.
27 março 2011
I Milha Vila Flor
No dia 13 de Março realizou em Vila Flor a prova desportiva, “I Milha Vila Flor - Marcelo de Azevedo”.
Esta prova foi organizada pela Câmara Municipal de Vila Flor com o Patrocínio do Sr. Manuel de Azevedo, Águas Frise e a colaboração da Associação de Atletismo de Bragança e Clube Desportivo de Vila Flor e integrou-se no programa concelhio das Amendoeiras em Flor 2011, que decorreu de 26 de Fevereiro a 13 de Março.
Esta realização trouxe a Vila Flor bastantes atletas, alguns a título individual, outros integrados em clubes regionais e noutros de renome nacional.
A prova decorreu na Avenida Marechal Carmona, a principal da vila, com partidas e chegadas em frente à Câmara Municipal.
Apesar do estado do tempo muito inconstante, participaram mais de duas centenas de atletas com uma boa participação de atletas locais com grande ênfase para os escalões mais baixos.
Para além de medalhas e medalhões para os primeiros classificados, foram também atribuídos prémios pecuniários, sendo o de valor mais elevado 300€. Foram também atribuídos prémios aos atletas melhores classificados oriundos do concelho.
Foi a primeira vez que se realizou esta prova, mas está praticamente assegurada a sua repetição nos próximos anos.
Esta prova foi organizada pela Câmara Municipal de Vila Flor com o Patrocínio do Sr. Manuel de Azevedo, Águas Frise e a colaboração da Associação de Atletismo de Bragança e Clube Desportivo de Vila Flor e integrou-se no programa concelhio das Amendoeiras em Flor 2011, que decorreu de 26 de Fevereiro a 13 de Março.
Esta realização trouxe a Vila Flor bastantes atletas, alguns a título individual, outros integrados em clubes regionais e noutros de renome nacional.
A prova decorreu na Avenida Marechal Carmona, a principal da vila, com partidas e chegadas em frente à Câmara Municipal.
Apesar do estado do tempo muito inconstante, participaram mais de duas centenas de atletas com uma boa participação de atletas locais com grande ênfase para os escalões mais baixos.
Para além de medalhas e medalhões para os primeiros classificados, foram também atribuídos prémios pecuniários, sendo o de valor mais elevado 300€. Foram também atribuídos prémios aos atletas melhores classificados oriundos do concelho.
Foi a primeira vez que se realizou esta prova, mas está praticamente assegurada a sua repetição nos próximos anos.
12 março 2011
Desfile de Carnaval
No dia 4 de Março, à tarde, realizou-se um cortejo de Carnaval que juntou todas as crianças do pré-escolar do concelho, os alunos de todas as escolas do primeiro ciclo do e os alunos do 2.ºciclo da Escola EB2,3 de Vila Flor.
Este cortejo e já uma tradição no Carnaval. É organizado pelo Agrupamento de Escolas e pela Câmara Municipal sendo uma festa de cor e alegria, apesar do frio que normalmente se faz sentir. Este ano não foi excepção e, apesar da ameaça de chuva, tal não veio a acontecer, permitindo que centenas de crianças tenham percorrido as principais ruas da vila em enorme animação.
Os disfarces envergados pelas crianças, cheios de cor e de materiais reciclados, foram elaborados integrados no tema do Projecto Educativo, sobre o tema Saúde e Sustentabilidade.
A escola de música Zécthoven foi a responsável pela animação musical, abrindo o cortejo com um animado grupo de bombos.
Após a queima do Entrudo, ano após ano relutante em arder, que este ano foi feito pelo Jardim-de-Infância da Santa Casa da Misericórdia, foi distribuído um lanche a todas as crianças.
Este cortejo e já uma tradição no Carnaval. É organizado pelo Agrupamento de Escolas e pela Câmara Municipal sendo uma festa de cor e alegria, apesar do frio que normalmente se faz sentir. Este ano não foi excepção e, apesar da ameaça de chuva, tal não veio a acontecer, permitindo que centenas de crianças tenham percorrido as principais ruas da vila em enorme animação.
Os disfarces envergados pelas crianças, cheios de cor e de materiais reciclados, foram elaborados integrados no tema do Projecto Educativo, sobre o tema Saúde e Sustentabilidade.
A escola de música Zécthoven foi a responsável pela animação musical, abrindo o cortejo com um animado grupo de bombos.
Após a queima do Entrudo, ano após ano relutante em arder, que este ano foi feito pelo Jardim-de-Infância da Santa Casa da Misericórdia, foi distribuído um lanche a todas as crianças.
05 março 2011
Pedro Barroso actuou em Vila Flor
No dia 26 de Fevereiro teve lugar no auditório Adelina Campos, em Vila Flor um concerto musical com Pedro Barroso, no âmbito da das festividades da Amendoeira em Flor.
Foi um espectáculo intimista onde os sons e as palavras se combinaram em encantamento, palavra que o próprio Pedro Barroso utilizou com frequência. As canções desfilaram de forma espontânea, umas mais antigas outras mais recentes, pelo menos uma ainda não gravada. Com "Menina dos olhos de água", "Viva quem canta" e "Verdes são os campos" o concerto atingiu os pontos mais altos, mas também o "Fado Quitério" acolheu grandes aplausos. Para os mais atentos às palavras, não devem ter passados despercebidos "Bonita", "Cantarei" ou "Maria Montanha".
É pena que o auditório não tenha enchido, mas cada um sabe a melhor forma de ocupar o seu tempo.
Está de parabéns a Câmara Municipal pelo convite feita a Pedro Barroso. Já não passava um momento assim desde que cá esteve o Fernando Tordo.
Foi um espectáculo intimista onde os sons e as palavras se combinaram em encantamento, palavra que o próprio Pedro Barroso utilizou com frequência. As canções desfilaram de forma espontânea, umas mais antigas outras mais recentes, pelo menos uma ainda não gravada. Com "Menina dos olhos de água", "Viva quem canta" e "Verdes são os campos" o concerto atingiu os pontos mais altos, mas também o "Fado Quitério" acolheu grandes aplausos. Para os mais atentos às palavras, não devem ter passados despercebidos "Bonita", "Cantarei" ou "Maria Montanha".
"falavas de projectos e futuro
de coisas banais frivolidades
mas quando me sorriste parou tudo
problemas do mundo enormidades
senti que um rio parava e o nevoeiro
vestia nos teus dedos capa e espada
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse no fundo preciso
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse preciso dizer nada
é tão difícil encontrar pessoas assim bonitas"A acompanhar a voz e a guitarra de Pedro Barroso estiveram mais três exímios músicos que mostraram muita qualidade e cumplicidade. Adorei a sonoridade do acordeão e do piano de cauda, mas as violas ou a flauta transversal também estiveram fantásticas. Em suma, foi um espectáculo maravilhoso.
É pena que o auditório não tenha enchido, mas cada um sabe a melhor forma de ocupar o seu tempo.
Está de parabéns a Câmara Municipal pelo convite feita a Pedro Barroso. Já não passava um momento assim desde que cá esteve o Fernando Tordo.
21 fevereiro 2011
Pedro Barroso, em Vila Flor
No próximo dia 26 de Fevereiro vamos ter oportunidade de vermos e ouvirmos Pedro Barroso, no Centro Cultural, em Vila Flor.
É uma oportunidade única de ouvirmos, na minha opinião, uma lenda viva da canção portuguesa. Na sua discografia fascina-me a importância das palavras e a simplicidade com que são ditas. A suas músicas são simples mas com uma melodia onde a voz, os instrumentos e as pausas se combinam na fórmula mágica da beleza. Infelizmente já não há muita gente a fazer música como o Pedro Barroso.
Eis um dos seus maiores sucessos:
Encontramo-nos no Centro Cultural, no dia 26 de Fevereiro.
É uma oportunidade única de ouvirmos, na minha opinião, uma lenda viva da canção portuguesa. Na sua discografia fascina-me a importância das palavras e a simplicidade com que são ditas. A suas músicas são simples mas com uma melodia onde a voz, os instrumentos e as pausas se combinam na fórmula mágica da beleza. Infelizmente já não há muita gente a fazer música como o Pedro Barroso.
Eis um dos seus maiores sucessos:
Encontramo-nos no Centro Cultural, no dia 26 de Fevereiro.
20 janeiro 2011
Reis 2011 (3)
Continuação de Reis 2011 (2)
O penúltimo grupo a entrar em cena representou Voltorno. É uma presença habitual nas galas, sempre com muita alegria e vozes afinadas. Pareceu-me ser o maior grupo em palco. Além da alegria das suas canções, chamou-me à atenção um enorme galheiro que transportavam. Era realmente grande e bastante recheado.
Interpretaram Estrela de Belém e Acordai, vinde ouvir cantar os Reis.
Estrela de Belém
Refrão
Guiados por uma estrela,
Já chegamos mais além.
Visitar o Deus Menino
Ao Presépio de Belém
Visitar o Deus Menino
Que Nossa Senhora tem.
I
Seguimos a nova estrela,
Que vimos brilhar nos céus
E foi guiados por ela.
Qu' encontrámos nosso Deus.
II
Senhores de Vila Flor
Atendei e ouvireis
É Valtomo e Alagoa
Quem vos vem cantar os Reis.
III
Nós vimos de nossas terras,
De lugar de bons pastores,
Vamos dar as Boas Festas
A todos estes senhores.
IV
Quem diremos nós que viva
Num copinho de cristal
Para não dizer quem viva,
Vivam todos em geral.
V
Glória a Deus lá nas alturas,
Glória a Cristo Redentor
E na terra, as criaturas,
Tenham paz, ventura e amor.
VI
Um raminho, dois raminhos,
Ao Deus Menino vou dar
Para Ele com seu jeitinho
No Céu nos dê um lugar!
VII
A gente da nossa terra
Num gesto de gratidão
Vem saudar esta Câmara
Porque a tem no coração.
VIII
Vimos dar as Boas Festas
Anunciar com alegria
Já nasceu o Deus menino,
Filho da Virgem Maria.
IX
Despedida, despedida
Deixou-a Cristo na Cruz
Adeus meus senhores todos
Fiquem na paz de Jesus!
Acordai, vinde ouvir cantar os Reis
Estais a dormir
Estais a descansar
São as Boas Festas
Que vos vimos dar
Estais acordados
Vinde cá ver
Trazei a caneca
P'ra gente beber.
I
Vimos dar as boas festas
Boas festas vimos dar
Com respeito ao Ano Novo
Temos muito que contar.
II
Ainda agora aqui cheguei
Pus o pé nesta escada
Logo o meu coração disse
Que aqui mora gente honrada.
III
Quem diremos nós que viva
Uma rosa branca ao peito
Viva o Senhor Presidente
Que é um homem de respeito.
IV
De quem é esta agulhinha
Que eu achei além do mar
E da Doutora Gracinda
Que lhe caiu de bordar.
V
De quem é esta caneta
Que eu achei naquele pomar
E do senhor Engenheiro
Que lhe caiu a trabalhar.
VI
A todos os que trabalham
Na Câmara de Vila Flor
Desejamos com carinho
Muita paz e muito amor.
VII
Não queremos ir embora
Sem deixar de elogiar
Todas estas Freguesias
Que aqui vieram cantar!
VIII
Quem diremos nós que viva
No grãozinho do arroz
Viva quem aqui está
Por muitos anos e "bos" Refrão
IX
Despedida despedida
Despedi vimos dar
Queira Deus que d'hoje a um ano
Nos voltemos a encontrar.
O último grupo da gala foi o Grupo de Música Tradicional da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor, uma das entidades organizadoras. Para além do seu afinado grupo de vozes e do seu alegre conjunto musical, colocaram em cena uma verdadeira cozinha tradicional. Não faltava a lareira, o pão e vinho, os feijões chicharos, os rojões, etc. Os rosquilhos estavam muito saborosos.
Interpretaram duas canções, com letras escritas expressamente para a gala: Os anjos também cantam e São de Pedra os Degraus.
Os anjos também cantam
1) Nós vimos cantar os Reis
Nesta noite estreladinha,
Desejar as Boas-Festas
À gente desta casinha.
Refrão-1
Dormindo à lareira,
Cobertos com um véu,
Acompanhadinhos
Com os anjos do céu.
Ó anjos do céu,
Que tão bem cantais,
Cantai aos meninos,
Benditos sejais.
2) Ó da casa, nobre gente,
Abri-nos e ouvireis
Vinde ouvir vossos amigos,
Que vos vêm cantar os Reis.
3) Levantai-vos meus senhores
Desses banquinhos de prata.
Vinde-nos dar as Janeiras,
Que está um frio que mata.
4) Nesta casa vive gente,
Sai fumo da chaminé
O coração não nos mente,
Estão a ouvir-nos -8e pé.
5) Partilhar nesta alegria
E o calor que sentimos.
Noite de Reis é magia,
São os Reis que vos pedimos.
6) Nós trazemos amizade,
Trazemos recordações.
Na voz trazemos saudade,
Revivemos tradições.
7) Votos que sejam felizes,
Paz e amor no vosso lar.
São do Povo, são raizes,
Os Reis que vimos cantar.
8) Tradições que o Povo sente,
Que aqui vimos recordar.
Vila Flor está presente.
Bom Ano vos desejar.
Refrão 2
Dormindo à lareira,
Coberios com um véu,
A companhadinhos
Com os anjos do céu.
Ó Reis de Israel
Cantai em Belém,
Como os pastores
Cantaram também.
Ó anjos do céu,
Que tão bem cantais,
Cantai aos meninos,
Benditos sejais.
São de pedra os degraus
1) São de pedra os degraus
Desta escada e porta aberta,
O fumeiro preso em paus,
A nossa entrada está certa.
Refrão 1
Em canto dizemos
O que nós sentimos,
A cantar os Reis,
P'ró ano aqui vimos.
Um bom Ano Novo,
Com paz e amor,
Janeiras do povo
São de Vila Flor.
2) Gente boa, concerteza,
Os Reis vos vamos cantar,
Pedaço de pão na mesa,
Para nós é um manjar.
3) À luz viva dum facheiro,
E com frio de rachar,
A pé de pedra em toleiro,
P'la noite fora a cantar.
4) Obreiros de tradições,
Levamos longe a nossa voz
Alegramos corações,
Desejo de todos nós.
5) Nós vimos da Terra Quente,
Com perfume d'amendoeiras,
Vila Flor está presente,
P'ra vos cantar as Janeiras.
6) Por entre pedras e canelhos,
Estrumeiras de palha crua,
Em grupo, novos e velhos,
Em coro, de rua em rua.
7) Janeiras são união,
Janeiras são amizade,
São cultura e tradição,
São recordações e saudade.
8) São alegria também,
É cantar, é reviver.
Os mais velhos sabem bem,
Os mais novos aprender.
9) Vinde pastores da serra,
Ajudar-nos a cantar
Nossos Reis na vossa terra
E boas-festas desejar.
10) Trazei-nos a Boa Nova
Mensagens de Alegria,
O vosso canto é a prova
De viver o novo dia.
Refrão 2 (Final)
Cantemos os Reis,
Sabemos cantar,
O nosso grupo
Vai retirar.
Fiquem sorrindo
De saudade,
Com a família
Junta no lar.
No final da gala subiram ao palco o Dr. Pimentel e a Dr.ª Gracinda, para distribuírem os prémios de presença a todos os grupos mas também para atribuir os prémios do Concurso de Presépios e do Concurso de Montras. Não houve grandes novidades nas entidades que participaram nestes dois concursos, assim como nos vencedores. Seria interessante se mais instituições participassem, poderia dar mais alegria e cor à época natalícia. Como a Câmara Municipal tem de novo um sítio web operacional, poderia também divulgar as entidades concorrentes, fotografias dos presépios e montras e também a sua localização, para que outras pessoas pudessem visitá-los.
Este ano apenas vi o presépio da Associação Alegre Atitude, de Carvalho de Egas, montado junto à estrada nacional, no centro da aldeia.
O penúltimo grupo a entrar em cena representou Voltorno. É uma presença habitual nas galas, sempre com muita alegria e vozes afinadas. Pareceu-me ser o maior grupo em palco. Além da alegria das suas canções, chamou-me à atenção um enorme galheiro que transportavam. Era realmente grande e bastante recheado.
Interpretaram Estrela de Belém e Acordai, vinde ouvir cantar os Reis.
Estrela de Belém
Refrão
Guiados por uma estrela,
Já chegamos mais além.
Visitar o Deus Menino
Ao Presépio de Belém
Visitar o Deus Menino
Que Nossa Senhora tem.
I
Seguimos a nova estrela,
Que vimos brilhar nos céus
E foi guiados por ela.
Qu' encontrámos nosso Deus.
II
Senhores de Vila Flor
Atendei e ouvireis
É Valtomo e Alagoa
Quem vos vem cantar os Reis.
III
Nós vimos de nossas terras,
De lugar de bons pastores,
Vamos dar as Boas Festas
A todos estes senhores.
IV
Quem diremos nós que viva
Num copinho de cristal
Para não dizer quem viva,
Vivam todos em geral.
V
Glória a Deus lá nas alturas,
Glória a Cristo Redentor
E na terra, as criaturas,
Tenham paz, ventura e amor.
VI
Um raminho, dois raminhos,
Ao Deus Menino vou dar
Para Ele com seu jeitinho
No Céu nos dê um lugar!
VII
A gente da nossa terra
Num gesto de gratidão
Vem saudar esta Câmara
Porque a tem no coração.
VIII
Vimos dar as Boas Festas
Anunciar com alegria
Já nasceu o Deus menino,
Filho da Virgem Maria.
IX
Despedida, despedida
Deixou-a Cristo na Cruz
Adeus meus senhores todos
Fiquem na paz de Jesus!
Acordai, vinde ouvir cantar os Reis
Estais a dormir
Estais a descansar
São as Boas Festas
Que vos vimos dar
Estais acordados
Vinde cá ver
Trazei a caneca
P'ra gente beber.
I
Vimos dar as boas festas
Boas festas vimos dar
Com respeito ao Ano Novo
Temos muito que contar.
II
Ainda agora aqui cheguei
Pus o pé nesta escada
Logo o meu coração disse
Que aqui mora gente honrada.
III
Quem diremos nós que viva
Uma rosa branca ao peito
Viva o Senhor Presidente
Que é um homem de respeito.
IV
De quem é esta agulhinha
Que eu achei além do mar
E da Doutora Gracinda
Que lhe caiu de bordar.
V
De quem é esta caneta
Que eu achei naquele pomar
E do senhor Engenheiro
Que lhe caiu a trabalhar.
VI
A todos os que trabalham
Na Câmara de Vila Flor
Desejamos com carinho
Muita paz e muito amor.
VII
Não queremos ir embora
Sem deixar de elogiar
Todas estas Freguesias
Que aqui vieram cantar!
VIII
Quem diremos nós que viva
No grãozinho do arroz
Viva quem aqui está
Por muitos anos e "bos" Refrão
IX
Despedida despedida
Despedi vimos dar
Queira Deus que d'hoje a um ano
Nos voltemos a encontrar.
O último grupo da gala foi o Grupo de Música Tradicional da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor, uma das entidades organizadoras. Para além do seu afinado grupo de vozes e do seu alegre conjunto musical, colocaram em cena uma verdadeira cozinha tradicional. Não faltava a lareira, o pão e vinho, os feijões chicharos, os rojões, etc. Os rosquilhos estavam muito saborosos.
Interpretaram duas canções, com letras escritas expressamente para a gala: Os anjos também cantam e São de Pedra os Degraus.
Os anjos também cantam
1) Nós vimos cantar os Reis
Nesta noite estreladinha,
Desejar as Boas-Festas
À gente desta casinha.
Refrão-1
Dormindo à lareira,
Cobertos com um véu,
Acompanhadinhos
Com os anjos do céu.
Ó anjos do céu,
Que tão bem cantais,
Cantai aos meninos,
Benditos sejais.
2) Ó da casa, nobre gente,
Abri-nos e ouvireis
Vinde ouvir vossos amigos,
Que vos vêm cantar os Reis.
3) Levantai-vos meus senhores
Desses banquinhos de prata.
Vinde-nos dar as Janeiras,
Que está um frio que mata.
4) Nesta casa vive gente,
Sai fumo da chaminé
O coração não nos mente,
Estão a ouvir-nos -8e pé.
5) Partilhar nesta alegria
E o calor que sentimos.
Noite de Reis é magia,
São os Reis que vos pedimos.
6) Nós trazemos amizade,
Trazemos recordações.
Na voz trazemos saudade,
Revivemos tradições.
7) Votos que sejam felizes,
Paz e amor no vosso lar.
São do Povo, são raizes,
Os Reis que vimos cantar.
8) Tradições que o Povo sente,
Que aqui vimos recordar.
Vila Flor está presente.
Bom Ano vos desejar.
Refrão 2
Dormindo à lareira,
Coberios com um véu,
A companhadinhos
Com os anjos do céu.
Ó Reis de Israel
Cantai em Belém,
Como os pastores
Cantaram também.
Ó anjos do céu,
Que tão bem cantais,
Cantai aos meninos,
Benditos sejais.
São de pedra os degraus
1) São de pedra os degraus
Desta escada e porta aberta,
O fumeiro preso em paus,
A nossa entrada está certa.
Refrão 1
Em canto dizemos
O que nós sentimos,
A cantar os Reis,
P'ró ano aqui vimos.
Um bom Ano Novo,
Com paz e amor,
Janeiras do povo
São de Vila Flor.
2) Gente boa, concerteza,
Os Reis vos vamos cantar,
Pedaço de pão na mesa,
Para nós é um manjar.
3) À luz viva dum facheiro,
E com frio de rachar,
A pé de pedra em toleiro,
P'la noite fora a cantar.
4) Obreiros de tradições,
Levamos longe a nossa voz
Alegramos corações,
Desejo de todos nós.
5) Nós vimos da Terra Quente,
Com perfume d'amendoeiras,
Vila Flor está presente,
P'ra vos cantar as Janeiras.
6) Por entre pedras e canelhos,
Estrumeiras de palha crua,
Em grupo, novos e velhos,
Em coro, de rua em rua.
7) Janeiras são união,
Janeiras são amizade,
São cultura e tradição,
São recordações e saudade.
8) São alegria também,
É cantar, é reviver.
Os mais velhos sabem bem,
Os mais novos aprender.
9) Vinde pastores da serra,
Ajudar-nos a cantar
Nossos Reis na vossa terra
E boas-festas desejar.
10) Trazei-nos a Boa Nova
Mensagens de Alegria,
O vosso canto é a prova
De viver o novo dia.
Refrão 2 (Final)
Cantemos os Reis,
Sabemos cantar,
O nosso grupo
Vai retirar.
Fiquem sorrindo
De saudade,
Com a família
Junta no lar.
No final da gala subiram ao palco o Dr. Pimentel e a Dr.ª Gracinda, para distribuírem os prémios de presença a todos os grupos mas também para atribuir os prémios do Concurso de Presépios e do Concurso de Montras. Não houve grandes novidades nas entidades que participaram nestes dois concursos, assim como nos vencedores. Seria interessante se mais instituições participassem, poderia dar mais alegria e cor à época natalícia. Como a Câmara Municipal tem de novo um sítio web operacional, poderia também divulgar as entidades concorrentes, fotografias dos presépios e montras e também a sua localização, para que outras pessoas pudessem visitá-los.
Este ano apenas vi o presépio da Associação Alegre Atitude, de Carvalho de Egas, montado junto à estrada nacional, no centro da aldeia.
19 janeiro 2011
Reis 2011 (2)
Continuação de Reis 2011 (1).
O quarto grupo a actuar na 17.ª Gala dos Reis foi um grupo estreante, Coro de S. Sebastião. Este grupo acompanha as celebrações eucarísticas dominicais na igreja matriz e, este ano, decidiram também juntar-se para cantarem os Reis. Vestidos com trajes tradicionais e acompanhadas de alguns instrumentos musicais, cantaram Noite de Reis e P'ra Belém corre o pastor.
As suas gargantas afinadas, habituadas ao canto, animaram a plateia.
Noite de Reis
Refrão
Aqui estamos nós,
Esperamos que gosteis.
A cantar p'ra vós,
Não estaremos sós
Na noite de Reis.
1) Era uma vez um Menino,
Dos outros muito diferente,
Tinha uma divina luz,
Era o Menino Jesus,
Iluminou toda a gente.
2) Vinde Reis, vinde pastores,
Vinde adorar o Menino.
Ele vai fazer-se grande,
Queira Deus qu'Ele nos mande
Os seus anjos protectores.
3) Se o Menino hoje nascesse,
Seria em Vila Flor!
Seu caminho aqui faria
E ninguém o mataria
Porque aqui teria amor!
4) Boas festas, com saúde,
Haja comida na mesa!
Para melhor tudo mude,
Que Deus sempre nos ajude,
A luz da paz bem acesa!
P'ra Belém corre o pastor
Aleluia, Aleluia
Venham todos a Belém
Adorar o Deus Menino
Que Nossa Senhora tem
Filho da Virgem Maria
D' imaculada verdade
Paz, Amor e Alegria
Prá toda a humanidade
Refrão
P'ra Belém corre o pastor
Ver Deus menino que é salvador
Corre a Belém vai ver Jesus
Seguir a estrela que o conduz
Um anjo desceu do Céu
Deu boa nova ao pastor
Que em Belém à meia-noite
Nasceu Jesus salvador
Linda notícia ele teve
Jubilou de alegria
Para Belém ele correu
Saudar a Virgem Maria
Filho de Deus, meu Jesus
Nascido de amor divino
A estrela que o conduz
Leva-o a Deus Menino
Venho de Belém agora
Venho de lá admirado
Venho de ver Deus menino
Numas palhinhas deitado
Sobre as palhilhas deitado
Recebe nosso calor
A família ao seu lado
Rezava em seu louvor
Eu hei-de ir àquele jardim
Àquele jardim sagrado
A colheras três flores
Todas três num pé pegado
Uma é p'ra virgem mãe
Outra é p'ra S. José
Outra é p'ra Deus Menino
Que é filho de Nazaré
O grupo que se seguiu representou Vale Frechoso. Este é um grupo habitual nas galas dos Reis, apresentando sempre muita musicalidade e alegria. De alguns anos para cá apresenta também um grupo de jovens que tocam variados instrumentos, sobretudo de cordas. São jovens que frequentam aulas de música na freguesia.
Este ano o grupo desafiou a plateia a cantar com eles Vamos Cantar as Janeiras, de Zeca Afonso.
Cantam também os Reis:
Refrão
Pastores Pastores
Que prendas trazeis
Pra dar ao menino
Na noite de Reis
No jardim colhidas
Trazemos flores
No jardim colhidas
Pra dar ao menino
Das mais floridas
I
Ó pastores que andais no monte
Não corteis o rosmaninho
Onde a virgem estende os panos
Os panos do Deus Menino
II
Viemos de Vale Frechoso
Rodeado de olivais
Também há centeio e trigo
Vinho tratado, e muito mais
III
Senhores que nos ouvis
Com atenção redobrada
É com prazer que cantamos
Para esta gente honrada
IV
Cantemos os reis antigos
Na noite fria, mas não sós
Foi assim que nos ensinaram
À lareira dos nossos avós
V
À noite de rua em rua
Em silêncio e hora morta
Cantamos os reis antigos
Batendo de porta em porta
VI
Os reis na nossa terra
São de grande tradição
Cantam velhos e novos
Com alegria e emoção
VII
Vamos dar a despedida
Com amor e lealdade
Nós somos de gente humilde
Viemos com amizade.
O Grupo de Danças e Cantares de Vila Flor é também um grupo habitual. Além dos seus trajes e cantares, apresentou, de novo, o presépio ao vivo. Os elementos estavam muito bem trajados, chegando ao pormenor de a "Nossa Senhora" entrar no palco e sair montada numa "burra" (metálica). São um agrupo muito apreciado que consegue arrancar francas gargalhadas ao público.
Este ano cantaram: Nós andamos toda a noite (uma repetição do ano passado) e Cantar os Reis em Vila Flor.
De Vila Flor somos, sabei,
Viemos historia contar:
Um Menino que era rei, Bis
Reis que foram adorar!
A chuva caía, caía
E fazia frio a valer.
No burro, José e Maria, Bis
Mais Jesus que ia nascer.
A Belém já todos chegaram,
Não havia alojamento.
Só um abrigo encontraram, Bis
Com uma vaca e um jumento.
O Menino está bem deitado,
Nas palhinhas, muito quentinho,
O burro e a vaquinha ao lado, Bis
E os pais d'ele bem pertinho.
É uma historia de encantar
Como todos já sabeis
Jesus nasceu pobre, sem lar, Bis
Mas na companhia de reis!
Os Reis Magos foram chamados,
P'ra eles a estrela brilhou.
Ao menino foram levados, Bis
Por essa luz que os guiou.
Gaspar, Belchior, Baltazar.
Testemunhas d'um tempo novo.
Os Reis viemos festejar, Bis
Com Vila Flor e seu bom povo.
Em terra filha do rei D. Dinis,
Que Deus vos dê ano farto e feliz.
Que todos tenham saúde e amor, Bis
Paz e alegria para Vila Flor.
Continua - Reis 2011 (III)
O quarto grupo a actuar na 17.ª Gala dos Reis foi um grupo estreante, Coro de S. Sebastião. Este grupo acompanha as celebrações eucarísticas dominicais na igreja matriz e, este ano, decidiram também juntar-se para cantarem os Reis. Vestidos com trajes tradicionais e acompanhadas de alguns instrumentos musicais, cantaram Noite de Reis e P'ra Belém corre o pastor.
As suas gargantas afinadas, habituadas ao canto, animaram a plateia.
Noite de Reis
Refrão
Aqui estamos nós,
Esperamos que gosteis.
A cantar p'ra vós,
Não estaremos sós
Na noite de Reis.
1) Era uma vez um Menino,
Dos outros muito diferente,
Tinha uma divina luz,
Era o Menino Jesus,
Iluminou toda a gente.
2) Vinde Reis, vinde pastores,
Vinde adorar o Menino.
Ele vai fazer-se grande,
Queira Deus qu'Ele nos mande
Os seus anjos protectores.
3) Se o Menino hoje nascesse,
Seria em Vila Flor!
Seu caminho aqui faria
E ninguém o mataria
Porque aqui teria amor!
4) Boas festas, com saúde,
Haja comida na mesa!
Para melhor tudo mude,
Que Deus sempre nos ajude,
A luz da paz bem acesa!
P'ra Belém corre o pastor
Aleluia, Aleluia
Venham todos a Belém
Adorar o Deus Menino
Que Nossa Senhora tem
Filho da Virgem Maria
D' imaculada verdade
Paz, Amor e Alegria
Prá toda a humanidade
Refrão
P'ra Belém corre o pastor
Ver Deus menino que é salvador
Corre a Belém vai ver Jesus
Seguir a estrela que o conduz
Um anjo desceu do Céu
Deu boa nova ao pastor
Que em Belém à meia-noite
Nasceu Jesus salvador
Linda notícia ele teve
Jubilou de alegria
Para Belém ele correu
Saudar a Virgem Maria
Filho de Deus, meu Jesus
Nascido de amor divino
A estrela que o conduz
Leva-o a Deus Menino
Venho de Belém agora
Venho de lá admirado
Venho de ver Deus menino
Numas palhinhas deitado
Sobre as palhilhas deitado
Recebe nosso calor
A família ao seu lado
Rezava em seu louvor
Eu hei-de ir àquele jardim
Àquele jardim sagrado
A colheras três flores
Todas três num pé pegado
Uma é p'ra virgem mãe
Outra é p'ra S. José
Outra é p'ra Deus Menino
Que é filho de Nazaré
O grupo que se seguiu representou Vale Frechoso. Este é um grupo habitual nas galas dos Reis, apresentando sempre muita musicalidade e alegria. De alguns anos para cá apresenta também um grupo de jovens que tocam variados instrumentos, sobretudo de cordas. São jovens que frequentam aulas de música na freguesia.
Este ano o grupo desafiou a plateia a cantar com eles Vamos Cantar as Janeiras, de Zeca Afonso.
Cantam também os Reis:
Refrão
Pastores Pastores
Que prendas trazeis
Pra dar ao menino
Na noite de Reis
No jardim colhidas
Trazemos flores
No jardim colhidas
Pra dar ao menino
Das mais floridas
I
Ó pastores que andais no monte
Não corteis o rosmaninho
Onde a virgem estende os panos
Os panos do Deus Menino
II
Viemos de Vale Frechoso
Rodeado de olivais
Também há centeio e trigo
Vinho tratado, e muito mais
III
Senhores que nos ouvis
Com atenção redobrada
É com prazer que cantamos
Para esta gente honrada
IV
Cantemos os reis antigos
Na noite fria, mas não sós
Foi assim que nos ensinaram
À lareira dos nossos avós
V
À noite de rua em rua
Em silêncio e hora morta
Cantamos os reis antigos
Batendo de porta em porta
VI
Os reis na nossa terra
São de grande tradição
Cantam velhos e novos
Com alegria e emoção
VII
Vamos dar a despedida
Com amor e lealdade
Nós somos de gente humilde
Viemos com amizade.
O Grupo de Danças e Cantares de Vila Flor é também um grupo habitual. Além dos seus trajes e cantares, apresentou, de novo, o presépio ao vivo. Os elementos estavam muito bem trajados, chegando ao pormenor de a "Nossa Senhora" entrar no palco e sair montada numa "burra" (metálica). São um agrupo muito apreciado que consegue arrancar francas gargalhadas ao público.
Este ano cantaram: Nós andamos toda a noite (uma repetição do ano passado) e Cantar os Reis em Vila Flor.
De Vila Flor somos, sabei,
Viemos historia contar:
Um Menino que era rei, Bis
Reis que foram adorar!
A chuva caía, caía
E fazia frio a valer.
No burro, José e Maria, Bis
Mais Jesus que ia nascer.
A Belém já todos chegaram,
Não havia alojamento.
Só um abrigo encontraram, Bis
Com uma vaca e um jumento.
O Menino está bem deitado,
Nas palhinhas, muito quentinho,
O burro e a vaquinha ao lado, Bis
E os pais d'ele bem pertinho.
É uma historia de encantar
Como todos já sabeis
Jesus nasceu pobre, sem lar, Bis
Mas na companhia de reis!
Os Reis Magos foram chamados,
P'ra eles a estrela brilhou.
Ao menino foram levados, Bis
Por essa luz que os guiou.
Gaspar, Belchior, Baltazar.
Testemunhas d'um tempo novo.
Os Reis viemos festejar, Bis
Com Vila Flor e seu bom povo.
Em terra filha do rei D. Dinis,
Que Deus vos dê ano farto e feliz.
Que todos tenham saúde e amor, Bis
Paz e alegria para Vila Flor.
Continua - Reis 2011 (III)
10 janeiro 2011
Reis 2011 (1)
Realizou-se hoje mais uma gala de Cantar dos Reis, a 17ª edição. Este é um acontecimento marcante, que traz a Vila Flor muita gente das aldeias e que mexe muito com os grupos participantes uma vez que exige mobilização, organização e gosto para trazer, em cada ano, novas canções mas sempre a mesma alegria e boa disposição.
Se já no ano passado tive a sensação que havia muito público, este ano o auditório do Centro Cultural foi pequeno, mesmos as escadas estavam cheias de pessoas sentadas.
Mais uma vez a apresentação da gala esteve a cargo de Eulália Moreira e Susana Silva.
O primeiro grupo a entrar em palco foi a Escola de Música Zécthoven. Os muitos alunos que frequentam a escola apresentaram-se divididos em dois grupos. Apesar dos problemas de som no arranque do espectáculo, as crianças e jovens arrancam sempre calorosos aplausos ao público.
O Medley das Janeiras já era conhecido mas foi um momento de alegria e uma boa possibilidade dos alunos, vestidos com trajes tradicionais, mostrarem a sua evolução na escola.
O segundo grupo a actuar representou Carvalho de Egas. A designação do grupo mudou, apresentou-se este ano como Associação Alegre Atitude. Também vestindo trajes tradicionais, colocaram em palco uma encenação do presépio e um conjunto de acessórios típicos desta época: várias cestas cheias de produtos da terra, um galheiro e alguns objectos tradicionais.
Já Nasceu Jesus
Já nasceu Jesus
Neste lindo dia
Está com José
E a Virgem Maria
Já nasceu o Deus Menino
Com uma estrelinha ao pé
P’ra guiar os Reis Magos
P’ra Belém de Nazeré
S. José vê o Menino
Deitado nestas palhinhas
Ai, ele é Rei dos Anjos
O Amor das criancinhas
A Estrela que está no alto
Brilha que parece um guia
Brilha tanto, tanto, tanto
É a nossa Virgem Maria
Ai os reis que tu me deste
Vou dá-los aos pobrezinhos
Precisam mais do que eu
Do pão para os seus filhinhos
Boas noites meus senhoras
A todos que aqui estão
Vimos cantar os Reis
A toda a Organização.
Foram os Reis e os Pastores
Foram os reis e os pastores
Que adoraram o Deus Menino
Trouxeram muitos louvores
Porque ele é Deus Divino (Bis)
Foi Dia de Natal
Que o Deus Menino nasceu
Mas para salvar o Mundo
Pela Páscoa Ele morreu
Aos presidentes do Mundo
Queria que fosseis capaz
De acabar com as guerras
E transformá-las em paz.
Nós vimos cantar os Reis
Para toda esta gente
Desejamos Boas Festas
Para o Senhor Presidente
Vimos da nossa terra
Guiados por luz Divina
Somos de Carvalho de Egas
Temos Santa Catarina
Vamos a cantar os Reis
Por aquela rua acima
Também vamos a cantá-los
Para a Doutora Gracinda
Despedida, despedida
Vou dar a toda a gente
Queira Deus que de hoje a um ano
Estejam todos presentes.
O terceiro grupo representou Seixo de Manhoses. Um grupo com bastantes elementos, sem grande apoio musical mas com uma bonita harmonia vocal. Apresentaram também uma representação do presépio e o Menino Jesus a aprender carpintaria com S. José.
Este grupo, também presença já habitual nestas galas dos Reis interpretou Mais Um Ano e Cantando Com Alegria.
Cantando Com Alegria.
Refrão
Boas festas, boas festas
Cantamos nós com alegria,
Um bom ano para todos
Cheio de paz e harmonia
1º
Já os reis aqui chegaram
Com vontade de cantar,
Se vocês nos dão licença
Vamos todos começar
2º
Vimos cantar as Janeiras
Boas festas desejar,
Que tenham muita saúde
No ano que está entrar.
3º
Nós somos gente bondosa
Pra todos vimos cantar,
Com amizade e alegria
Boas festas vimos dar.
4º
Nós vimos cantar os Reis
Não é por vinho nem pão,
Nós vimos cantar os Reis
P’ra manter a tradição
5º
Para o nosso Presidente
Vão as nossas saudações,
Para que possa guardar
As melhores recordações.
6º
Vizinhos da nossa terra
A todos queremos saudar,
Esperamos que tenham gostado
Que é pró ano cá voltar
Mais um Ano
Refrão
Durante mais um ano
Não há noite mais valor
Vamos cantar os reis
Ao presépio do senhor
1°
.inda agora aqui cheguei
Pus o pé nesta escada
Logo meu coração disse
Casa nobre, gente honrada
2°
Viemos, aqui viemOs
Viemos que bem sabeis
Vimos dar as boas festas
E também cantar os reis.
3°
Os três reis do Oriente
Toda a noite caminharam
À procura do menino
Em Belém o encontraram
4°
A velhinha faz na meia
Noite e dia sem parar
A meia que ela faz
É p'ro menino calçar
5°
Boas Festas, Boas Festas
Por cima do Laranjal
Viva a gente do Concelho
Vivam todos em geral
6°
Despedida, despedida
Recordem as nossas vozes,
Se querem saber quem somos
Somos Seixo de MANHOSES.
Continua em Reis 2011 (2)
Se já no ano passado tive a sensação que havia muito público, este ano o auditório do Centro Cultural foi pequeno, mesmos as escadas estavam cheias de pessoas sentadas.
Mais uma vez a apresentação da gala esteve a cargo de Eulália Moreira e Susana Silva.
O primeiro grupo a entrar em palco foi a Escola de Música Zécthoven. Os muitos alunos que frequentam a escola apresentaram-se divididos em dois grupos. Apesar dos problemas de som no arranque do espectáculo, as crianças e jovens arrancam sempre calorosos aplausos ao público.
O Medley das Janeiras já era conhecido mas foi um momento de alegria e uma boa possibilidade dos alunos, vestidos com trajes tradicionais, mostrarem a sua evolução na escola.
O segundo grupo a actuar representou Carvalho de Egas. A designação do grupo mudou, apresentou-se este ano como Associação Alegre Atitude. Também vestindo trajes tradicionais, colocaram em palco uma encenação do presépio e um conjunto de acessórios típicos desta época: várias cestas cheias de produtos da terra, um galheiro e alguns objectos tradicionais.
Já Nasceu Jesus
Já nasceu Jesus
Neste lindo dia
Está com José
E a Virgem Maria
Já nasceu o Deus Menino
Com uma estrelinha ao pé
P’ra guiar os Reis Magos
P’ra Belém de Nazeré
S. José vê o Menino
Deitado nestas palhinhas
Ai, ele é Rei dos Anjos
O Amor das criancinhas
A Estrela que está no alto
Brilha que parece um guia
Brilha tanto, tanto, tanto
É a nossa Virgem Maria
Ai os reis que tu me deste
Vou dá-los aos pobrezinhos
Precisam mais do que eu
Do pão para os seus filhinhos
Boas noites meus senhoras
A todos que aqui estão
Vimos cantar os Reis
A toda a Organização.
Foram os Reis e os Pastores
Foram os reis e os pastores
Que adoraram o Deus Menino
Trouxeram muitos louvores
Porque ele é Deus Divino (Bis)
Foi Dia de Natal
Que o Deus Menino nasceu
Mas para salvar o Mundo
Pela Páscoa Ele morreu
Aos presidentes do Mundo
Queria que fosseis capaz
De acabar com as guerras
E transformá-las em paz.
Nós vimos cantar os Reis
Para toda esta gente
Desejamos Boas Festas
Para o Senhor Presidente
Vimos da nossa terra
Guiados por luz Divina
Somos de Carvalho de Egas
Temos Santa Catarina
Vamos a cantar os Reis
Por aquela rua acima
Também vamos a cantá-los
Para a Doutora Gracinda
Despedida, despedida
Vou dar a toda a gente
Queira Deus que de hoje a um ano
Estejam todos presentes.
O terceiro grupo representou Seixo de Manhoses. Um grupo com bastantes elementos, sem grande apoio musical mas com uma bonita harmonia vocal. Apresentaram também uma representação do presépio e o Menino Jesus a aprender carpintaria com S. José.
Este grupo, também presença já habitual nestas galas dos Reis interpretou Mais Um Ano e Cantando Com Alegria.
Cantando Com Alegria.
Refrão
Boas festas, boas festas
Cantamos nós com alegria,
Um bom ano para todos
Cheio de paz e harmonia
1º
Já os reis aqui chegaram
Com vontade de cantar,
Se vocês nos dão licença
Vamos todos começar
2º
Vimos cantar as Janeiras
Boas festas desejar,
Que tenham muita saúde
No ano que está entrar.
3º
Nós somos gente bondosa
Pra todos vimos cantar,
Com amizade e alegria
Boas festas vimos dar.
4º
Nós vimos cantar os Reis
Não é por vinho nem pão,
Nós vimos cantar os Reis
P’ra manter a tradição
5º
Para o nosso Presidente
Vão as nossas saudações,
Para que possa guardar
As melhores recordações.
6º
Vizinhos da nossa terra
A todos queremos saudar,
Esperamos que tenham gostado
Que é pró ano cá voltar
Mais um Ano
Refrão
Durante mais um ano
Não há noite mais valor
Vamos cantar os reis
Ao presépio do senhor
1°
.inda agora aqui cheguei
Pus o pé nesta escada
Logo meu coração disse
Casa nobre, gente honrada
2°
Viemos, aqui viemOs
Viemos que bem sabeis
Vimos dar as boas festas
E também cantar os reis.
3°
Os três reis do Oriente
Toda a noite caminharam
À procura do menino
Em Belém o encontraram
4°
A velhinha faz na meia
Noite e dia sem parar
A meia que ela faz
É p'ro menino calçar
5°
Boas Festas, Boas Festas
Por cima do Laranjal
Viva a gente do Concelho
Vivam todos em geral
6°
Despedida, despedida
Recordem as nossas vozes,
Se querem saber quem somos
Somos Seixo de MANHOSES.
Continua em Reis 2011 (2)
27 outubro 2010
4.º Ciclo de concertos - O Som das Musas
Do dia 5 ao dia 12 de Novembro, vai decorrer no Centro Cultural em Vila Flor, o 4.º Ciclo de Concertos "O Som das Musas". São raras as oportunidades que temos para ouvir música de qualidade. Se falarmos em música clássica, então as oportunidades são raríssimas. As propostas são variadas, todas em Vila Flor, às 21 horas e 30 minutos.
22 setembro 2010
Homenagem ao Dr. Cabral Adão
No fim-de-semana passado decorreu, em Vila Flor, uma homenagem ao vilaflorense Dr. Cabral Adão. Nascido em Vila Flor a 24 de Junho de 1910, partiu para Setúbal em 1938. Formado em medicina, com especialidade em estomatologia, distinguiu-se como médico publicando vários livros na área. Para além da sua actividade profissional nutria uma paixão pela natureza, pelas caminhadas, e uma sensibilidade impar que transparece na sua escrita, quer na prosa, quer na poesia. Publicou vários livros (ver lista aqui) alguns deles dedicados ao seu torrão natal, Vila Flor. Foi na qualidade de homem, vilaflorense, médico e escritor que foi homenageado.
Na sexta-feira realizou-se no centro cultural um espectáculo musical com a banda cubana Son Havanero. O espectáculo esteve previsto para ser realizado em frente ao edifício dos Paços do Concelho, mas, devido ao mau tempo, foi transferido para o auditório do Centro Cultural.
A população aderiu de forma significativa mas não chegou para encher o auditório. O espectáculo teve momentos muito bons, com os músicos a exibirem grandes capacidades de execução. Eu gosto de salsa, boleros, rumba, etc. e adorei o concerto. O som estava demasiado alto e não é música para se ouvir sentado, apetece abanar o corpo, mas penso que ninguém se arrependeu de ter estado presente.
Na Sábado, dia 18 estavam programados três acontecimentos. Pela manhã realizou-se uma pequena cerimónia no auditório do Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas. A mesa foi constituída pelo Dr. Artur Pimentel, Presidente da Câmara Municipal de Vila Flor, João Cabral Adão, filho do homenageado, pároco Delfim Jorge e o presidente da Junta de Freguesia de Vilas Boas, Dr. Abílio Evaristo. Foram relembradas as qualidades humanas de Cabral Adão quer pelo sr. Presidente da Câmara, que com ele privou, quer pelo filho do autor, que se emocionou bastante.
De seguida, em plena escadaria do cabeço, foi descerrada uma placa comemorativa com um soneto de Cabral Adão dedicado a Nossa Senhora da Assunção. Esta placa está colocada ao lado de um bonito painel em azulejo que A representa.
Às 18 horas, já em Vila Flor, foi aberta uma Exposição do Centenário da Vida e Obra do Dr. Cabral Adão. Nesta exposição, que conto visitar de novo, podem ser vistas algumas fotografias da família Cabral Adão, recortes de jornais com artigos escritos pelo autor, os livros que publicou e alguns objectos com ele relacionados.
À noite realizou-se um serão dramático-musical a partir de textos do autor, levado a cabo pela companhia de teatro Filandorra, no Centro Cultural. Foram lidos alguns poemas e dramatizados alguns textos, tudo com fundo musical (música mirandesa) e com projecção simultânea de fotografias (muitas delas de minha autoria). Não fui consultado par a cedência das fotografias, mas até fiquei contente pela sua utilização neste contexto. Foi uma forma indirecta de eu também participar na homenagem do autor que me cativou para a leitura de muitos livros sobre Vila Flor, e/ou escritos por vilaflorenses.
Após o espectáculo usaram da palavra o Dr. Pimentel, Aida Cabral Adão, filha mais nova do homenageado e o Dr. João de Sá, vilaflorense, escritor, amigo do homenageado. Em todos os discursos foram realçadas as qualidades humanas de Cabral Adão e o seu apego a Vila Flor. Apesar de ter sido uma pessoa, marcante, querida, nas terras onde trabalhou e viveu, foi em Vila Flor que quis ser sepultado, desejo que foi respeitado.
Para além de me sentir muito bem a homenagear uma pessoa, que não conheci, mas que transborda dos seus escritos como uma pessoa fantástica, com um coração do tamanho do mundo, uma sensibilidade apurada e uma surpreendente simplicidade, foi também uma oportunidade única para conhecer familiares e os filhos do autor com quem já tinha trocado algumas mensagens. Nos momentos de conversa que mantivemos deu para perceber que herdaram do pai (e penso que também da mãe) as qualidades que os fazem Homens e Mulheres singulares.
Agradeço a sua simpatia mas também a fotografia e os livros que me ofereceram. Um deles vou desfolhá-lo com especial carinho. Trata-se do livro Riquezas e Encantos de Trás-os-Montes, escrito pelo vilaflorense Cristiano de Morais e oferecido (com dedicatória) ao Dr. Cabral Adão por Armindo Morais, irmão do autor, em Junho de 1963.
Os vídeos foram realizados para a LocalVisão e cedidos pela jornalista Carla Dias.
Na sexta-feira realizou-se no centro cultural um espectáculo musical com a banda cubana Son Havanero. O espectáculo esteve previsto para ser realizado em frente ao edifício dos Paços do Concelho, mas, devido ao mau tempo, foi transferido para o auditório do Centro Cultural.
A população aderiu de forma significativa mas não chegou para encher o auditório. O espectáculo teve momentos muito bons, com os músicos a exibirem grandes capacidades de execução. Eu gosto de salsa, boleros, rumba, etc. e adorei o concerto. O som estava demasiado alto e não é música para se ouvir sentado, apetece abanar o corpo, mas penso que ninguém se arrependeu de ter estado presente.
Na Sábado, dia 18 estavam programados três acontecimentos. Pela manhã realizou-se uma pequena cerimónia no auditório do Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas. A mesa foi constituída pelo Dr. Artur Pimentel, Presidente da Câmara Municipal de Vila Flor, João Cabral Adão, filho do homenageado, pároco Delfim Jorge e o presidente da Junta de Freguesia de Vilas Boas, Dr. Abílio Evaristo. Foram relembradas as qualidades humanas de Cabral Adão quer pelo sr. Presidente da Câmara, que com ele privou, quer pelo filho do autor, que se emocionou bastante.
De seguida, em plena escadaria do cabeço, foi descerrada uma placa comemorativa com um soneto de Cabral Adão dedicado a Nossa Senhora da Assunção. Esta placa está colocada ao lado de um bonito painel em azulejo que A representa.
Às 18 horas, já em Vila Flor, foi aberta uma Exposição do Centenário da Vida e Obra do Dr. Cabral Adão. Nesta exposição, que conto visitar de novo, podem ser vistas algumas fotografias da família Cabral Adão, recortes de jornais com artigos escritos pelo autor, os livros que publicou e alguns objectos com ele relacionados.
À noite realizou-se um serão dramático-musical a partir de textos do autor, levado a cabo pela companhia de teatro Filandorra, no Centro Cultural. Foram lidos alguns poemas e dramatizados alguns textos, tudo com fundo musical (música mirandesa) e com projecção simultânea de fotografias (muitas delas de minha autoria). Não fui consultado par a cedência das fotografias, mas até fiquei contente pela sua utilização neste contexto. Foi uma forma indirecta de eu também participar na homenagem do autor que me cativou para a leitura de muitos livros sobre Vila Flor, e/ou escritos por vilaflorenses.
Após o espectáculo usaram da palavra o Dr. Pimentel, Aida Cabral Adão, filha mais nova do homenageado e o Dr. João de Sá, vilaflorense, escritor, amigo do homenageado. Em todos os discursos foram realçadas as qualidades humanas de Cabral Adão e o seu apego a Vila Flor. Apesar de ter sido uma pessoa, marcante, querida, nas terras onde trabalhou e viveu, foi em Vila Flor que quis ser sepultado, desejo que foi respeitado.
Para além de me sentir muito bem a homenagear uma pessoa, que não conheci, mas que transborda dos seus escritos como uma pessoa fantástica, com um coração do tamanho do mundo, uma sensibilidade apurada e uma surpreendente simplicidade, foi também uma oportunidade única para conhecer familiares e os filhos do autor com quem já tinha trocado algumas mensagens. Nos momentos de conversa que mantivemos deu para perceber que herdaram do pai (e penso que também da mãe) as qualidades que os fazem Homens e Mulheres singulares.
Agradeço a sua simpatia mas também a fotografia e os livros que me ofereceram. Um deles vou desfolhá-lo com especial carinho. Trata-se do livro Riquezas e Encantos de Trás-os-Montes, escrito pelo vilaflorense Cristiano de Morais e oferecido (com dedicatória) ao Dr. Cabral Adão por Armindo Morais, irmão do autor, em Junho de 1963.
Os vídeos foram realizados para a LocalVisão e cedidos pela jornalista Carla Dias.
17 julho 2010
VIII TerraFlor - 16 de Julho
O acontecimento mais marcante do segundo dia da TerraFlor foram as declarações proferidas pelo senhor ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, no Colóquio realizado no Centro Cultural de Vila Flor (em Vila Flor), às 10 da manhã, com o tema Potencial das Estruturas de Transporte no Desenvolvimento Regional. Não estive presente no colóquio, mas, ao fim da manhã fui surpreendido com uma chuva de notícias no espaço virtual que falavam de Vila Flor! Na resposta a uma questão colocada pelo público o senhor ministro deu a entender que "nós vamos ter que pagar" os milhões que estão a ser gastos na construção do IP2 e no IC5, com o pagamento de portagens (ver notícia no Sol). Já pela tarde veio o desmentido/esclarecimento, mas, com a experiência que temos dos políticos, não sei no que podemos acreditar.
Só fui ao recinto da feira, depois de jantar. Hoje a entrada era paga, mas, mesmo assim havia mais gente que ontem.
A receber os mais novos estava de novo o grupo de teatro Filandorra, com histórias para crianças contadas à moda antiga. Desta vez não fiquei a ouvir as histórias e aproveitei para visitar mais alguns stands da feira e falar com alguns artesãos e produtores do concelho.
Todas as barraquinhas estavam mais recheadas de que ontem, sinal de que estavam preparadas para mais público, o que se verificou.
A animação musical da noite esteve a cargo do grupo One Vision com um tributo aos Queen. Sou grande apreciador desta banda inglesa, que acompanho já há muitos anos. Embora o grupo tenha perdido parte da sua alma com a morte prematura do seu vocalista carismático Freddy Mercury, continuo a gostar da sua música vendo no seu guitarrista uma sensibilidade invulgar para tocar guitarra e compor música. Isto para dizer que foi a música dos Queen que me levou ao recinto da feira. Levou-me a mim e a algumas centenas de pessoas que se juntaram em frente ao palco para ouvirem a banda. Não sei se chegariam a ser milhares uma vez que as pessoas não paravam muito. Mais uma vez a noite esteve muito fria.
Valeu a pena ir assistir ao concerto. O grupo tocou os maiores sucessos dos Queen com uma qualidade muito boa, quer na execução musical, quer na voz (com o devido respeito ao original, porque não deve haver muitas vozes como as do Freddy Mercury pelo mundo fora). Foi interessante verificar que, para além dos quarentões, como eu, e até gente com mais idade, também há bastantes jovens que apreciam a música dos Queen. Muitas figuras conhecidas da vila estavam lá, a abanar o capacete, sem problemas, com a música a faze-los recuar no tempo.
Verifica-se que a TerraFlor cresceu do primeiro para o segundo dia, esperando-se que amanhã (Sábado) seja o dia grande, com os Xutos e Pontapés a servirem de chamariz.
Só fui ao recinto da feira, depois de jantar. Hoje a entrada era paga, mas, mesmo assim havia mais gente que ontem.
A receber os mais novos estava de novo o grupo de teatro Filandorra, com histórias para crianças contadas à moda antiga. Desta vez não fiquei a ouvir as histórias e aproveitei para visitar mais alguns stands da feira e falar com alguns artesãos e produtores do concelho.
Todas as barraquinhas estavam mais recheadas de que ontem, sinal de que estavam preparadas para mais público, o que se verificou.
A animação musical da noite esteve a cargo do grupo One Vision com um tributo aos Queen. Sou grande apreciador desta banda inglesa, que acompanho já há muitos anos. Embora o grupo tenha perdido parte da sua alma com a morte prematura do seu vocalista carismático Freddy Mercury, continuo a gostar da sua música vendo no seu guitarrista uma sensibilidade invulgar para tocar guitarra e compor música. Isto para dizer que foi a música dos Queen que me levou ao recinto da feira. Levou-me a mim e a algumas centenas de pessoas que se juntaram em frente ao palco para ouvirem a banda. Não sei se chegariam a ser milhares uma vez que as pessoas não paravam muito. Mais uma vez a noite esteve muito fria.
Valeu a pena ir assistir ao concerto. O grupo tocou os maiores sucessos dos Queen com uma qualidade muito boa, quer na execução musical, quer na voz (com o devido respeito ao original, porque não deve haver muitas vozes como as do Freddy Mercury pelo mundo fora). Foi interessante verificar que, para além dos quarentões, como eu, e até gente com mais idade, também há bastantes jovens que apreciam a música dos Queen. Muitas figuras conhecidas da vila estavam lá, a abanar o capacete, sem problemas, com a música a faze-los recuar no tempo.
Verifica-se que a TerraFlor cresceu do primeiro para o segundo dia, esperando-se que amanhã (Sábado) seja o dia grande, com os Xutos e Pontapés a servirem de chamariz.
14 julho 2010
28 março 2010
Semana Santa - Via Crucis
Iniciou-se hoje, Domingo de Ramos, a Semana Santa que é sempre uma ocasião marcante na vida de Vila Flor. Em todas as ruas há decoração alusiva à Páscoa e realizar-se-ão um conjunto de actividades que culminarão na Procissão Pascal e Visita Pascal, já no Domingo de Páscoa.
Hoje realizou-se a "Via Crucis" que significa caminho da cruz, com os momentos mais marcantes da paixão de Jesus.
Um dos momentos altos aconteceu em frente ao edifício dos Passos do Concelho, num cenário previamente preparado. Foram momentos de muita emoção que se reflectiram nos rostos de muitas pessoas que ali estiveram e que acompanharam a procissão. Foram representadas cenas da paixão, incluindo a crucificação e a ressurreição num ambiente de som, luz e cor de cortar a respiração.
Hoje realizou-se a "Via Crucis" que significa caminho da cruz, com os momentos mais marcantes da paixão de Jesus.
Um dos momentos altos aconteceu em frente ao edifício dos Passos do Concelho, num cenário previamente preparado. Foram momentos de muita emoção que se reflectiram nos rostos de muitas pessoas que ali estiveram e que acompanharam a procissão. Foram representadas cenas da paixão, incluindo a crucificação e a ressurreição num ambiente de som, luz e cor de cortar a respiração.
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