A análise das distâncias percorridas no ano anterior mostram que caminhei muito pouco, pelo menos no concelho de Vila Flor. Por isso, nada como recomeçar com mais força, testando o físico. O trajecto escolhido foi um já muitas vezes percorrido: Vila Flor - Santa Cecília, com ida e volta por caminhos distintos. São cerca de 15 km, com algumas paragens para apreciar a paisagem, é percurso para uma manhã inteira.
Por sorte o dia estava bastante bom para caminhar. A manhã fresca mostrou um céu com algumas nuvens que se foram pintando de negro. Por várias vezes caíram pequenas gotas de chuva, refrescando o ar e fazendo-me recordar emoções de outras caminhadas.
Houve duas coisas que marcaram o passeio, uma boa e outra má. A boa foi a quantidade de frutos da época que permitiram algumas fotografias interessantes, a má foi o reencontro com bastante lixo espalhado pelos montes, que mostra que muito mudou na vida das pessoas, mas o civismo ainda está muito longe do desejável.
Os campos estão bastante despidos de verdura. O calor do verão matou todas as ervas e só as giestas e pinheiros se mantêm "vivos". Já nos terrenos agrícolas há muito para ver e fotografar: são as amêndoas prontas para serem apanhadas (muitas já o foram); as uvas estão maduras e este ano parece haver grande quantidade; há muitas pêras, maçãs, alguns pêssegos e figos a sustentarem bandos de estorninhos que parecem muito satisfeitos com a abundância. As silvas das bermas dos caminhos estão carregadas de amoras e nos castanheiros os ouriços começam a ganhar forma.
Apesar das ameaças de chuva, a paisagem estava muito bonita. O Cabeço, visível ao longo de metade da caminhada, por vezes iluminava-se parecendo um farol. De Samões avistava-se o vale de Freixiel, permitindo admirar a paisagem até mais longe, pelo concelho de Murça, Alijó, quem sabe até de Valpaços ou Vila Pouca de Aguiar.
Acompanhei de perto o traçado do IC5. Os carros passavam rápido, apressados, fazendo-me sentir feliz, por poder andar devagar, saborear o vento e a chuva, sentir o chão, ouvir os sinos da igreja de Carvalho de Egas, sem mais preocupações do que a de chegar a casa entre o meio-dia e a uma, para não fazer a família esperar por mim para o almoço.
Fiz uma visita aos "mal casados". Para quem não sabe, são duas rochas de "costas" voltadas uma para a outra. Não sei se uma música romântica ajudaria a "quebrar o gelo", mas como ainda ninguém teve essa "brilhante" ideia, as rochas vão continuar de "costas" voltadas, merecendo plenamente o nome de "mal casados".
Num dos parques de estacionamento do santuário de Santa Cecília há uma pequena macieira, bravo de esmolfe, que costumo visitar nesta época do ano. Estava carregada de frutos, maduros, sumarentos, bastante maiores do que em anos anteriores. Não tive muito tempo para pausas, mas colhi algumas maçãs que fui mordendo ao longo do caminho.
Foi após deixar Santa Cecília para que encontrei montes de lixo. Infelizmente o lixo vai aparecendo um pouco por todo lado. Um sofá, aqui, um televisor mais além, há um pouco de tudo e onde menos se espera. Mas havia carradas de lixo, muito vidro, coisas que não dignificam as pessoas e as instituições.
Cheguei à barragem do Peneireiro perto do meio-dia. Algumas pessoas faziam os seus exercícios de manutenção. O Parque de Campismo já tem poucos campistas. A barragem tem um nível incrivelmente baixo de água. No local já se sente a calmaria típica da maior parte do ano. O verão é muito bom, e necessário, até economicamente, mas nós temos o privilégio de poder gozar estes espaços durante o resto do ano.
Caminhei sem parar até Vila Flor. Senti-me muito bem fisicamente. A pausa de verão e o aumento de peso não afetaram o meu gosto por caminhar. Senti-me livre, relaxado, satisfeito por fotografar de novo os montes que tão bem conheço.
A caminhada teve perto de 15 km, uma distância aceitável para início de temporada.
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15 setembro 2015
24 junho 2013
Versos Vila Flor
"É este o título do novo livro que o nosso distinto colaborador, Sr. Dr. Cabral Adão, acaba de nos enviar e oferecer. Tamanha honra desvanece-nos e torna-nos credores eternos da sua gentileza e bondade.
Exclusivamente dedicado à sua linda Vila Flor, àquela bonita vila transmontana que lhe foi berço, e à qual, por achar tão bela, o nosso rei-trovador, D. Dinis, lhe pôs o adequado nome de Flor.
«Versos Vila Flor» veio avivar mais qualidades intrínsecas do seu autor, como aliás se nota em todos os seus artigos, poesias e contos.
O Sr. Dr. Cabral Adão, que a pedido de um antigo condiscípulo se dignou colaborar no nosso «CATASSOL», nome feito e muito considerado nas letras e nas ciências médicas, apesar dos seus múltiplos afazeres profissionais, tem mantido neste pequeno jornal uma colaboração regular altamente apreciada por todos os nossos leitores, pelo que bem merece o nosso maior reconhecimento.
Pedimos-lhe autorização para aqui transcrevermos um dos poemas deste seu livro, como amostra do poder descritivo da sua pena molhada na saudade e amor à sua terra mimosa, pelas imagens que lhe ficaram nos olhos e no coração.
Carícia Real
Desabrochou a sécia no regaço
Do monte, sobre um plaino de verdura
E logo o Céu Azul, num terno abraço,
Abençoou a flor, vermelha e pura.
Chamou-lhe Póvoa, o Homem deu-lhe um Paço
De abóbada e colunas, deu-lhe altura
Na Lusitânia antiga, deu-lhe espaço.
E a sécia em mil sécias se depura.
A jardineira lua, com luar
As rega, e o vergel, suma delícia,
Recrudesce de graça e de esplendor.
Até que um Rei, poeta singular,
Preso do encanto, fez-lhe uma carícia:
- «Bendita sejas flor das vilas… Flor!»"
Artigo publicado no Jornal Catassol, em Janeiro de 1967
Nota: Luís Cabral Adão nasceu em Vila Flor, Trás-os-Montes, no dia 24 de Junho de 1910, tendo falecido em Almada a 6 de Agosto de 1992. Os restos mortais foram sepultados no cemitério da terra natal, assim se concretizando um anseio que expressamente havia manifestado.
Síntese biográfica
Exclusivamente dedicado à sua linda Vila Flor, àquela bonita vila transmontana que lhe foi berço, e à qual, por achar tão bela, o nosso rei-trovador, D. Dinis, lhe pôs o adequado nome de Flor.
«Versos Vila Flor» veio avivar mais qualidades intrínsecas do seu autor, como aliás se nota em todos os seus artigos, poesias e contos.
O Sr. Dr. Cabral Adão, que a pedido de um antigo condiscípulo se dignou colaborar no nosso «CATASSOL», nome feito e muito considerado nas letras e nas ciências médicas, apesar dos seus múltiplos afazeres profissionais, tem mantido neste pequeno jornal uma colaboração regular altamente apreciada por todos os nossos leitores, pelo que bem merece o nosso maior reconhecimento.
Pedimos-lhe autorização para aqui transcrevermos um dos poemas deste seu livro, como amostra do poder descritivo da sua pena molhada na saudade e amor à sua terra mimosa, pelas imagens que lhe ficaram nos olhos e no coração.
Carícia Real
Desabrochou a sécia no regaço
Do monte, sobre um plaino de verdura
E logo o Céu Azul, num terno abraço,
Abençoou a flor, vermelha e pura.
Chamou-lhe Póvoa, o Homem deu-lhe um Paço
De abóbada e colunas, deu-lhe altura
Na Lusitânia antiga, deu-lhe espaço.
E a sécia em mil sécias se depura.
A jardineira lua, com luar
As rega, e o vergel, suma delícia,
Recrudesce de graça e de esplendor.
Até que um Rei, poeta singular,
Preso do encanto, fez-lhe uma carícia:
- «Bendita sejas flor das vilas… Flor!»"
Artigo publicado no Jornal Catassol, em Janeiro de 1967
Nota: Luís Cabral Adão nasceu em Vila Flor, Trás-os-Montes, no dia 24 de Junho de 1910, tendo falecido em Almada a 6 de Agosto de 1992. Os restos mortais foram sepultados no cemitério da terra natal, assim se concretizando um anseio que expressamente havia manifestado.
Síntese biográfica
23 junho 2013
Concieiro - Carvalho de Egas

No dia 26 de maio saí de Vila Flor para mais uma caminhada da série Pontos Altos. Escolhi como destino um marco geodésico que me permitisse explorar essa área coberta de flores amarelas. Não há muitas alternativas mas o marco geodésico do Concieiro está nessa área, não muito distante do santuário de Santa Cecília.
Pelos registos que normalmente uso para saber a delimitação das freguesias, este marco está no termo de Carvalho de Egas, mas quase todo o percurso que fiz foi no termo de Samões.
Saí em direção ao Barracão, mas depois desviei para o Marco. O caminho já habitual levou-me junto do campo de futebol de Samões. Aí decidi abandonar o caminho e seguir pelo meio das giestas subindo aos pontos mais altos, procurando uma visão o mais alargada possível.
Encontrei formas rochosas bastante curiosas, duas delas com grandes buraços por baixo. Há muitas no concelho, mas cada vez que decido explorar um pouco mais vão aparecendo novas formações, cada uma mais curiosa do que a anterior.
A linha que decidi seguir, paralelamente ao traçado do IC5 coincide também com uma crista quartizítica, com seixos enormes que se conseguem ver do IC5 ou mesmo da Nacional 214, um pouco mais distante. A progressão foi lenta, com giestas altas a barrarem-me o caminho mas também muitas silvas, ou árvores queimadas. Subir ao rochedos também não foi fácil e durante quase toda a manhã pouco avancei no terreno.
Quando cheguei próximo da aldeia de Carvalho de Egas alterei o rumo para me dirigir ao ponto mais elevado da zona, onde se situa o marco geodésico do Concieiro. É o marco geodésico que mais vezes visitei no concelho por está situado perto de vários caminhos que muito uso, quem em caminhadas quer em BTT.
Próximo do marco há um deposito de água, as famosas fragas onde as crianças de Carvalho de Egas costumavam escorregar sentados em ramos de giesta e a pedreira, que está em plena laboração. Também ali próximo esteve um gigantesco estaleiro da Mota Engil, enquanto duraram as obras do IC5, mas de que já nada resta.
O marco geodésico está sobre um conjunto de formações rochosas de granito, parcialmente destruídas. Foram cortadas há algum tempo atrás, quando ali funcionou uma pedreira, que agora está situada a algumas centenas de metros. Eleva-se a pouco mais de 732 metros de altitude e tem a mesma forma dos restantes. Era de 3.ª categoria. Do alto do rochedo não se avistam grandes paisagens, embora a visão de 360º de terreno é bastante interessante. Já por diversas vezes apreciei o por do sol neste local e foram momentos muito agradáveis.
É dos poucos marcos geodésicos que tem acesso fácil mesmo de carro ligeiro.
Regressei a Vila Flor passando pela barragem do Peneireiro. O céu continuou a brindar-me com bonitos tons de azul, para acompanhar o verde e o amarelo da terra. Dez vens em quando algumas papoilas juntavam-se ao quadro emprestando a sua cor de vida ao conjunto.
Os caminhos apresentavam um colorido tão interessante e diversificado que a vontade de regressar a casa não era nenhuma, mesmo com a hora já bastante adiantada.
O percurso não foi muito extenso, circular e com pouco mais de 11 km. Não o recomendo a ninguém tal qual como o fiz, seguindo pelo meio dos montes. No entanto é possível fazê-lo, muito próximo, sempre por caminhos. É dos mais fáceis e bonitos de fazer, partindo de Vila Flor.
11 janeiro 2013
Gala Cantar os Reis 2013 (2)
25 dezembro 2012
Prece de Natal
![]() |
| Presépio em Candoso |
desta noite maior
- rumores de instantes efémeros e vários
a tomarem o tangível
a abstrata noção do infinito.
Desta noite solene e fria.
Longa de mais a tua noite, Senhor!
Longa de mais
para a nossa mística sede
de ser dia!
Do negrume do espaço. Mais distante,
sempre, o sentido de Sagrado.
E as perguntas decisivas que fazemos,
sem respostas que nos pacifiquem.
Mas, nesta noite,
uma gota de grandeza do invisível
escorre
na candeia do barro do visível.
![]() |
| Presépio no Jardim de Infância de Samões |
em que estás tão próximo de nós
que divinos sinais se anunciam
na nossa humana imperfeição.
Venho pedir-Te pelas crianças
que o tempo tornou homens,
sem terem aconchegado ao peito
a forma colorida de um brinquedo
que não passou do sonho de uma vida inteira.
![]() |
| Presépio em minha casa |
Pelos que se rebelam
contra a tirania e a opressão,
e, mesmo ofendidos e humilhados,
quebram as algemas e sabem dizer "Não!"
Pelos que erguem palácios
com o supremo esforço da alma e carne em sangue
e, uma vez depostos
o escopro e o cinzel,
acabam por dormir sempre ao relento.
Misericórdia para os loucos,
os famintos, os assolados
de infindável solidão,
a quem voltámos as costas
porque falam uma língua
que fizemos por não compreender.
![]() |
| Presépio em Carvalho de Egas |
e continuam a jogar
na roleta da vida,
à espera de ganharem madrugadas
ou, simplesmente, um sopro de vento
que imite o mar.
Para os que nada sabem de amor
e fazem da existência
uma ardósia preenchida
com contas de multiplicar,
Sim, clemência também para estes,
Senhor,
porque estão desatentos
e desconhecem as nobres operações de
dividir.
![]() |
| Presépio no quartel dos Bombeiros Voluntários de Vila Flor |
paz
sem dinheiro sequer
para o bilhete do autocarro,
percorrendo distâncias
que lhes deixam os pés em ferida.
Para os artistas falhados
que passaram o tempo
a contorcer a imaginação criadora,
na vã perseguição
do sulco luminoso de um cometa.
![]() |
| Presépio em Vila Flor |
que muito quiseram,
fechados para se abrasarem
no mesmo feixe de luz,
e dos quais só ficou
uma lágrima pungente
pousada numa fímbria de aurora
que nunca chegou a ser dia!
Um pedido mais. O último Senhor!
Só tu podes alterar
o ritmo cósmico das estações.
Faz com que o Natal seja em Maio
(jamais em Dezembro!)
para que, em consonância com a terra,
o milagre possa acontecer:
as crianças deixem de ter frio
e as suas mãos solares se elevem
no futuro gesto de colher um fruto!
![]() |
| Presépio em Valtorno (com mensagem de Natal do Dr. João de Sá (2011)). |
Natal 2011, João de Sá
Poema que o Dr. João de Sá me enviou para o Natal de 2011.
31 julho 2012
Freguesia Mistério n.º60
Durante o mês de maio decorreu a votação na Freguesia Mistério n.º 59.
É claro que é muito mais fácil "conhecer" os monumentos de Paris ou Barcelona, do que conhecer os pequenos nadas das freguesias vizinhas, mas também estes têm "o direito" de aparecerem na Internet. Nos dias de hoje tudo se divulga, talvez por ser efémero. Só não é efémero na nossa cabeça, quando tem significado, quando é recordado.
O "mistério" era representado por um rochedo, não um rochedo qualquer, mas um dos mais "conhecidos" do concelho, ou pelos menos a sua lenda. Chama-se, ou melhor chamam-se, os "mal casados", e podem ser vistos nos limites da aldeia e do termo de Carvalho de Egas.
Como o nome indica, a história não é feliz. O romance de amor termina em frieza, em duas figuras curvadas de costas voltadas, numa indiferença eterna. Quer quiser ler a lenda completa pode fazê-lo no blogue do amigo Jofre Alves, aqui.
Como a Junta de Freguesia fez um arranjo no local, aconselho uma visita, quem sabe alguns namorados em passeio pelo local não quebram o encanto e casal de se volta a olhar nos olhos.
Já por várias vezes referenciei as rochas erradamente. Há outras rochas ou pouco distantes destas, também duas, ou talvez uma fraturada a meio, parecendo o positivo e o negativo. Não sei se são conhecidas por "Penedo Macho", mas os "verdadeiros "Mal Casados" são os que constam nesta fotografia (foi-me confirmado por habitantes de Carvalho de Egas).
Participaram neste desafio 17 pessoas, que dividiram os seus palpites na seguinte proporção:
Candoso (3) 18%
Carvalho de Egas (6) 35%
Freixiel (2) 12%
Samões (1) 6%
Seixos de Manhoses (2) 12%
Vilas Boas (3) 18%
Como se vê Carvalho de Egas teve mais palpites, embora apenas tenha conseguido 35% dos palpites. O local é de fácil acesso e está limpo de mato. É visível da estrada, logo à saída de Carvalho de Egas, pela estrada que leva a Santa Cecília. Visitem-no.
O desfio de junho foi o de saber onde se encontra uma placa de azulejo com uma determinada quadra. É, possivelmente um local onde muito pouca gente esteve, mas de que eu já falei no blogue. Uma consulta a "viagens" de anos anteriores daria a resposta certa. Veremos em que sentido foram os palpites.
É claro que é muito mais fácil "conhecer" os monumentos de Paris ou Barcelona, do que conhecer os pequenos nadas das freguesias vizinhas, mas também estes têm "o direito" de aparecerem na Internet. Nos dias de hoje tudo se divulga, talvez por ser efémero. Só não é efémero na nossa cabeça, quando tem significado, quando é recordado.
O "mistério" era representado por um rochedo, não um rochedo qualquer, mas um dos mais "conhecidos" do concelho, ou pelos menos a sua lenda. Chama-se, ou melhor chamam-se, os "mal casados", e podem ser vistos nos limites da aldeia e do termo de Carvalho de Egas.
Como o nome indica, a história não é feliz. O romance de amor termina em frieza, em duas figuras curvadas de costas voltadas, numa indiferença eterna. Quer quiser ler a lenda completa pode fazê-lo no blogue do amigo Jofre Alves, aqui.
Como a Junta de Freguesia fez um arranjo no local, aconselho uma visita, quem sabe alguns namorados em passeio pelo local não quebram o encanto e casal de se volta a olhar nos olhos.
Já por várias vezes referenciei as rochas erradamente. Há outras rochas ou pouco distantes destas, também duas, ou talvez uma fraturada a meio, parecendo o positivo e o negativo. Não sei se são conhecidas por "Penedo Macho", mas os "verdadeiros "Mal Casados" são os que constam nesta fotografia (foi-me confirmado por habitantes de Carvalho de Egas).
Participaram neste desafio 17 pessoas, que dividiram os seus palpites na seguinte proporção:
Candoso (3) 18%
Carvalho de Egas (6) 35%
Freixiel (2) 12%
Samões (1) 6%
Seixos de Manhoses (2) 12%
Vilas Boas (3) 18%
Como se vê Carvalho de Egas teve mais palpites, embora apenas tenha conseguido 35% dos palpites. O local é de fácil acesso e está limpo de mato. É visível da estrada, logo à saída de Carvalho de Egas, pela estrada que leva a Santa Cecília. Visitem-no.O desfio de junho foi o de saber onde se encontra uma placa de azulejo com uma determinada quadra. É, possivelmente um local onde muito pouca gente esteve, mas de que eu já falei no blogue. Uma consulta a "viagens" de anos anteriores daria a resposta certa. Veremos em que sentido foram os palpites.
14 junho 2012
24 maio 2012
Pendão - Valtorno/Mourão

Não foi a primeira vez que estive no local, mas procurei traçar um percurso com alguma novidade. Entre Samões e Carvalho de Egas há uma caminho rural que acompanha o IC5. Infelizmente não começa junto à estrada que vai de Samões para a Barragem do Peneireiro, o que dava bastante jeito, começando algumas centenas de metros mais à frente e acompanhando o IC5 durante alguns quilómetros. Está asfaltada e tem um perfil muito engraçado com subidas e descidas constantes, pelo Urreiro e Serra de Candoso, mais parecendo uma montanha russa.
Encontrada a estrada EM609 (Carvalho de Egas - Santa Cecília) virámos à esquerda para depois apanharmos um caminho que vai pela crista da montanha até ao Ribeiro dos Moinhos, em Valtorno, perto da igreja de Nossa Senhora do Castanheiro.
Decorria por essa altura a iniciativa "Let's do It! World Cleanup 2012", semelhante à Limpar Portugal, de 2010, mas agora à escala mundial. Aproveitámos para verificar alguns dos locais que foram limpos em 2010 e verificámos que alguns ainda se mantêm limpos noutros já que acumula uma montanha de monstros. Tenho-me cansado de dizer que é muito feito, mas algumas pessoas só aprenderiam se o lixo fosse carregado e despejado à porta de casa de quem ali o foi deitar. E não era difícil saber a proveniência, acreditem.
Perto da igreja ainda havia algumas amendoeiras em flor! Valtorno e Candoso são das últimas aldeias a gozarem deste espetáculo.
Contornada a igreja, onde um jovem castanheiro desponta timidamente junto ao seu avô centenário, voltámos à estrada EM626 (Valtorno - Mourão) para nos aproximarmos mais do marco geodésico.
No fundo do vale a barragem Mourão/Valtorno mostrada as suas margem de terra ressequida, saudosa das águas de inverno que não chegaram a vir. Junto do caminho algum podador esqueceu uma garrafa de tinto encostada ao tronco de uma amendoeira. Saberia que nós viríamos?!! Não creio, não nos atrevemos a provar.
A distância da estrada ao marco geodésico é pouca, mas sempre a subir.
Do alto dos mais de 700 metros de altitude domina-se a paisagem em redor, principalmente em direção ao Vale da Vilariça. è um bom miradouro para Valtorno, mas o Mourão não é visível na totalidade. Para poente eleva-se ainda mais alto o cabeço com a capela de Nossa Senhora de Lurdes, em Alagoa, com 852 metros de altitude, e, mais distante o pinocro de Fontelonga, vértice geodésico de 1.ª Categoria, a uma altitude de 883 metros.
Depois de alguns momentos de repouso, o suficiente para rilharmos uma maçã, descemos a Valtorno onde nos foram buscar de automóvel.
04 outubro 2011
De regresso aos caminhos do concelho
O primeiro passeio do sexto ano realizou-e antes mesmo da "cerimónia" de arranque de mais um ano, no dia 3 de Setembro. Além da alegria do regresso aos caminhos do concelho, houve mais dois fatores que fizeram com que eu apreciasse de uma forma especial este passeio: o meu regresso à BTT e a companhia do meu filho mais novo, principiante nas duas rodas.
O passeio aconteceu ao fim da tarde por caminhos das freguesias de Samões, Carvalho de Egas e Seixo de Manhoses. Foi também o meu primeiro contacto com algumas áreas ardidas, que oferecem um cenário desolador, principalmente porque as percorri durante os meses de primavera, quando as giestas formavam um espesso manto florido.
Deu para observar que havia muitas uvas, e de boa qualidade, embora este cenário não fosse uniforme em todo o concelho. Também havia muitas amendoeiras carregadas de frutos prontos a apanhar, que, quase de certeza, ficaram nas árvores para alimentar pássaros e outros animais selvagens.
O traçado do IC5 está praticamente pronto. Passámos em vários locais onde se vê a estrada já asfaltada e as passagens inferiores que dão continuidade aos antigos caminhos, que quase sempre sigo nas deslocações a pé ou em bicicleta pelo concelho.
Chegámos ao santuário de Santa Cecília quando o sol ganhou bonitas tonalidades douradas. Ainda visitei a pequena macieira de que comi suculentas maçãs no ano passado, mas este ano está completamente despida de frutos. Ela está no meio do parque de estacionamento do santuário, portanto num espaço completamente público.
O regresso a casa aconteceu pelo tradicional caminho do Concieiro. Apreciámos (mais uma vez) as várias alminhas que existem neste caminho e formações rochosas com figuras caricatas e fotogénicas. Pelo adiantado da hora, ainda fomos brindados com a visão de alguns coelhos bravos que em breve vão enfrentar a fúria de incansáveis caçadores.
Foi um passeio para abrir o apetites para outros que se seguirão e para ficar gravado como o primeiro que fizemos juntos em BTT. Espero fazer muitos mais.
O passeio aconteceu ao fim da tarde por caminhos das freguesias de Samões, Carvalho de Egas e Seixo de Manhoses. Foi também o meu primeiro contacto com algumas áreas ardidas, que oferecem um cenário desolador, principalmente porque as percorri durante os meses de primavera, quando as giestas formavam um espesso manto florido.
Deu para observar que havia muitas uvas, e de boa qualidade, embora este cenário não fosse uniforme em todo o concelho. Também havia muitas amendoeiras carregadas de frutos prontos a apanhar, que, quase de certeza, ficaram nas árvores para alimentar pássaros e outros animais selvagens.
O traçado do IC5 está praticamente pronto. Passámos em vários locais onde se vê a estrada já asfaltada e as passagens inferiores que dão continuidade aos antigos caminhos, que quase sempre sigo nas deslocações a pé ou em bicicleta pelo concelho.
Chegámos ao santuário de Santa Cecília quando o sol ganhou bonitas tonalidades douradas. Ainda visitei a pequena macieira de que comi suculentas maçãs no ano passado, mas este ano está completamente despida de frutos. Ela está no meio do parque de estacionamento do santuário, portanto num espaço completamente público.
O regresso a casa aconteceu pelo tradicional caminho do Concieiro. Apreciámos (mais uma vez) as várias alminhas que existem neste caminho e formações rochosas com figuras caricatas e fotogénicas. Pelo adiantado da hora, ainda fomos brindados com a visão de alguns coelhos bravos que em breve vão enfrentar a fúria de incansáveis caçadores.
Foi um passeio para abrir o apetites para outros que se seguirão e para ficar gravado como o primeiro que fizemos juntos em BTT. Espero fazer muitos mais.
10 agosto 2011
Dois carros dos bombeiros destruídos pelas chamas em Vila Flor
Três incêndios no distrito de Bragança consumiram ontem grandes extensões de mato, floresta e pomares. A situação mais grave ocorreu em Vila Flor, onde duas viaturas dos bombeiros foram destruídas pelas chamas, que também se aproximaram de duas aldeias.
Fonte: SIC Notícias
13 julho 2011
Peregrinações - N.Sra. da Assunção (Candoso)
No seguimento das peregrinações do mês de Maio fizemos uma caminhada a Nª. Srª. da Assunção, em Candoso, no dia 14. A zona mais fria do concelho onde predomina o granito é também aquela em que as giestas existem em maior abundância e florescem mais tarde. Foi com o entusiasmo de encontrar bonitos mantos de giestas em flor que optámos pela freguesia de Candoso.
O procedimento foi um pouco diferente do habitual. Fomos até Carvalho de Egas de carro. A caminhada foi de Carvalho de Egas a Candoso com regresso a Carvalho de Egas. Esta opção destinou-se unicamente a não dependermos de ninguém para voltarmos a casa.
Iniciámos a caminhada junto à antiga Escola Primária, agora transformada em sede da associação Alegre Atitude. Descemos à estrada nacional e metemos por um caminho que conduz aos terrenos e hortas junto da aldeia. Este caminho não se revelou uma boa escolha, por não tinha continuidade, mas permitiu uma boa panorâmica da aldeia. Alguns metros mais abaixo encontrámos o caminho certo.
Candoso está a curta distância de Carvalho de Egas e atravessando a montanha é ainda mais perto do que pela estrada. Até se encontrarem os primeiros terrenos agrícolas de Candoso nada mais de encontra do que pinheiros, giestas e rochas graníticas.
Na aldeia há duas capelas devotas a Nossa Senhora da Assunção, a antiga capela, onde nos dirigíamos, e a do Santuário, destino da peregrinação do dia 19 de Setembro.
A antiga capela está situada no fundo do povo, exactamente no lugar onde entrámos na aldeia. Antes de aí chegarmos ainda passamos por duas Alminhas, umas mais antigas, outras mais recentes, ambas já mostradas no blogue. Foi restaurada recentemente, sendo visíveis novas colunas no cabido exterior e o revestimento do tecto no interior. O telhado também é novo.
Em volta da capela existe um bonito espaço em calçada e canteiros com flores junto à parede. Não resisto a entrar sempre que passo junto à capela.
Não conhecia o interior e, por isso, foi com bastante entusiasmo que via a porta abrir-se. O altar é muito rico, em talha dourada, a necessitar de restauro. A imagem de nossa Senhora da Assunção está dentro de uma caixa que já deve ter tido uma porta de vidro. Esta caixa não se enquadra no resto do altar e estou em crer que é muito posterior ao mesmo. Talvez tenha sido aí colocada para proteger a imagem, mas seria interessante ver o altar sem este acrescento. Estava tudo muito limpo e decorado com flores naturais.
Fizemos um curto passeio pela aldeia, até ao cemitério e Jardim-de-infância. Era sábado e mão havia crianças. Aproveitámos para conversar com algumas pessoas da aldeia. A tragédia que se abateu sobre ela com a morte do jovem Renato ainda paira no ar. Falámos longamente com a sua mãe.
O regresso a Carvalho de Egas foi feito por um caminho novo para mim, mas é o mais fácil e rápido, a Avenida do Barreiro. Este percurso passa junto das instalações onde se faz a perdicultura, e que espero ainda vir a visitar.
Em Carvalho de Egas aproveitámos para percorrer a Rua da Capela, onde também pode ser encontrada uma bonita capela, com cabido exterior, dedicada a Nossa Senhora do Rosário.
Apesar do percurso ter sido mais curto do que o habitual, acabámos por levar toda a manhã para o fazer, uma vez que utilizámos muito tempo a conversar com os habitantes de Candoso.
Percurso realizado (6,2 km):
O procedimento foi um pouco diferente do habitual. Fomos até Carvalho de Egas de carro. A caminhada foi de Carvalho de Egas a Candoso com regresso a Carvalho de Egas. Esta opção destinou-se unicamente a não dependermos de ninguém para voltarmos a casa.
Iniciámos a caminhada junto à antiga Escola Primária, agora transformada em sede da associação Alegre Atitude. Descemos à estrada nacional e metemos por um caminho que conduz aos terrenos e hortas junto da aldeia. Este caminho não se revelou uma boa escolha, por não tinha continuidade, mas permitiu uma boa panorâmica da aldeia. Alguns metros mais abaixo encontrámos o caminho certo.
Candoso está a curta distância de Carvalho de Egas e atravessando a montanha é ainda mais perto do que pela estrada. Até se encontrarem os primeiros terrenos agrícolas de Candoso nada mais de encontra do que pinheiros, giestas e rochas graníticas.
Na aldeia há duas capelas devotas a Nossa Senhora da Assunção, a antiga capela, onde nos dirigíamos, e a do Santuário, destino da peregrinação do dia 19 de Setembro.
A antiga capela está situada no fundo do povo, exactamente no lugar onde entrámos na aldeia. Antes de aí chegarmos ainda passamos por duas Alminhas, umas mais antigas, outras mais recentes, ambas já mostradas no blogue. Foi restaurada recentemente, sendo visíveis novas colunas no cabido exterior e o revestimento do tecto no interior. O telhado também é novo.
Em volta da capela existe um bonito espaço em calçada e canteiros com flores junto à parede. Não resisto a entrar sempre que passo junto à capela.
Não conhecia o interior e, por isso, foi com bastante entusiasmo que via a porta abrir-se. O altar é muito rico, em talha dourada, a necessitar de restauro. A imagem de nossa Senhora da Assunção está dentro de uma caixa que já deve ter tido uma porta de vidro. Esta caixa não se enquadra no resto do altar e estou em crer que é muito posterior ao mesmo. Talvez tenha sido aí colocada para proteger a imagem, mas seria interessante ver o altar sem este acrescento. Estava tudo muito limpo e decorado com flores naturais.
Fizemos um curto passeio pela aldeia, até ao cemitério e Jardim-de-infância. Era sábado e mão havia crianças. Aproveitámos para conversar com algumas pessoas da aldeia. A tragédia que se abateu sobre ela com a morte do jovem Renato ainda paira no ar. Falámos longamente com a sua mãe.
O regresso a Carvalho de Egas foi feito por um caminho novo para mim, mas é o mais fácil e rápido, a Avenida do Barreiro. Este percurso passa junto das instalações onde se faz a perdicultura, e que espero ainda vir a visitar.
Em Carvalho de Egas aproveitámos para percorrer a Rua da Capela, onde também pode ser encontrada uma bonita capela, com cabido exterior, dedicada a Nossa Senhora do Rosário.
Apesar do percurso ter sido mais curto do que o habitual, acabámos por levar toda a manhã para o fazer, uma vez que utilizámos muito tempo a conversar com os habitantes de Candoso.
Percurso realizado (6,2 km):
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