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19 abril 2012

Aqui há javali!

Em tantas caminhadas realizadas, nunca aconteceu um encontro com um javali, mas os sinais da sua presença são inequívocos na maior parte do território do concelho. O local fotografado está bem próximo da Vila e quase jurava que "os bichos" vêm aqui todas a noites tomar banhos de lama.
Os encontros com coelhos, perdizes e raposas (e até doninhas) são frequentes.

25 junho 2009

Louva-a-deus

O meu conhecimento de insectos nunca foi levado além do que qualquer pessoa sabe. No entanto, algumas espécies de louva-a-deus provocam a nossa curiosidade e às vezes até encanto.
O nome louva-a-deus deve advir da posição das patas dianteiras que às vezes parecem ser postas na posição de oração.
Estes insectos são benéficos uma vez que se alimentam de outros que podem causar estragos nas culturas, mas a principal curiosidade por que são conhecidos é a de a fêmea, com muita frequência, comer o macho enquanto acasalam. É impressionante a capacidade que têm para se camuflarem sendo até chamados bicho-pau. Há mais de 2000 espécies!
Este louva-a-deus foi fotografado próximo de Samões.

06 junho 2009

Pássaros (1)

Se há coisa que me apaixona desde a mais tenra idade são aves e entre elas os pássaros. Desde garoto, nascido na aldeia e criado no campo, nutro pelo que é natural a mais devota paixão. Fotografar as aves sempre foi o meu sonho e não resisto ao chamamento de um verdelhão nas coníferas junto à câmara, de um pintassilgo nos castanheiros-da-índia ou de uma rola turca no jardim do 7.º Centenário, que começaram este ano a povoar. Simplesmente fotografar as esbeltas aves, principalmente os pássaros, exige de nós uma dose de paciência desmedida e também um equipamento ajustado. De todas as formas, sempre que posso, tento captar a vivacidade das aves que alegram o nosso dia a dia. Há um pisco-do-peito ruivo que todos os dias me "manda" para a cama, próximo das três da madrugada, mas desse não tenho um retrato.
Nas árvores junto à escola onde trabalho, nos jardins de Vila Flor, nas Capelinhas e onde estou presto muita atenção às aves. Elas são especiais para mim e fazem-me voltar aos tempos de infância quando conhecia cada silvado, toca de carvalho ou buraco dos castanheiro. A presença de um pássaro, tal como a queda de neve, causa em mim a libertação do meu instinto natural, fazendo-me sentir mais um ser vivo entre muitos.
Hoje mostro algumas fotografias e pássaros. Não que sejam fotografias de grande qualidade técnica, mas porque simbolizam toda a paixão que sinto por estes pequenos seres irrequietos, coloridos, alegres e capazes de sobreviverem nos locais mais inóspitos que se pode imaginar.

Fotografia 1 - Chapim-real (Parus major) - Fotografado junto às capelinhas
Fotografia 2 - Chapim-de-crista (Parus Cristatus) - Fotografado num pinhal do facho
Fotografia 3 - Milheiro, milharendo, milheiro, pintassilgo-dourado (Serinus serinus) - Nos cedros da EB2,3/S de Vila Flor
Fotografia 4 - Pintassilgo (Carduelis carduelis) - Nos cedros da EB2,3/S de Vila Flor

09 agosto 2008

Coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus)

07-08-2008 Cansado de alguns dias de férias virtuais, peguei na máquina fotográfica e a bicicleta e fui à caça. Desta vez “cacei” coelhos, em fotografia! Não é que as imagens sejam muito espectaculares, mas fazem “inveja” a muitos amantes do gatilho.
Não foi necessário ir muito longe. A pouco mais de três quilómetros de Vila Flor, dei de caras com algumas dezenas de exemplares de coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus).

Esta espécie é a mais representativa das espécies cinegéticas do nordeste trasmontano e do país. Apesar de ser muito prolífero, enfrenta algumas dificuldades. Por um lado, são as doenças, que causam grande mortandade, por outro é a caça excessiva que não permite o repovoamento natural. Também o aumento evidente de predadores como a raposa, tem contribuído para a sua diminuição. Medem entre 35 e 50 cm e pesam entre 1,2 e 2,5 kg.
Apesar da tranquilidade das imagens, estão sempre muito atentos, fogem a enorme velocidade, aos ziguezagues! Uma curiosidade é que, o primeiro a avistar-me, batia com as patas no chão, fazendo sinais sonoros para os restantes.
Ao pôr-do-sol, passavam por mim a grande velocidade, com o seu pelo a brilhar como a erva seca, não me dando a mínima hipótese de fotografar. Não vou revelar o local das fotografias, para não perturbarem a tranquilidade destes seres tão fofos (e saborosos).

Quilómetros percorridos em BTT: 7
Total de quilómetros de bicicleta: 1855

17 março 2008

Um olhar atrás

Como já alguns visitantes assíduos repararam, ultimamente tem havido menos novidades no blog, menos viagens, menos fotografias. Há várias razões, se calhar nem vale a pena falar delas. Mas há uma de que vou falar. Não é da política educativa desastrosa, não é do momento caótico da bolsa, não é do escalar de violência nos centros urbanos, é da máquina fotográfica que me acompanhou nos últimos anos.
Sempre fui um seguidor da marca Canon. Esta paixão começou desde cedo, fruto das inovações da marca. Guardo com carinho uma Canon FTB com 30 anos de existência, entre outros modelos da mesma marca, que fui adquirindo. O meu despertar para a hera digital deu-se com uma simples HP, das primeiras, com objectiva Pentax (HP PhotoSmart 715). Logo depois veio um sopro de paixão que me arrebatou para a Nikon.
A minha escolha, em Abril de 2003, recaiu na Nikon Coolpix 4300. Pequena, versátil, com uma reputação a nível de óptica acima de qualquer suspeita, mas com um preço de fazer pensar duas vezes. Posso afirmar que custava tanto como uma reflex digital da actualidade. Em 2004 começou a acompanhar-me À Descoberta de Miranda do Douro e em 01 de Setembro de 2006 mudou-se comigo para Vila Flor. Tal como eu, apaixonou-se pela paisagem, rendeu-se ao perfume das flores, extasiou-se com a frescura das encostas, banhou-se na humidade das nuvens e do nevoeiro. Registou dezenas, centenas de milhares de imagens, quadros de vida, instantâneos de estórias, miragens de beleza que se levantaram das montanhas e se gravaram em tons suaves, íntimos, em megas, gigabytes de pixels, onde se misturam as cores das estações, os orvalho dos vales, o suor das gentes e o sorriso das crianças.
De repente… apagou-se. Não suportou as ondas de pó em provas de BTT; não resistiu às chuvas inesperadas que nos surpreenderam no regresso a casa; e, … pior que tudo, não resistiu ao ciúme de uma adversária com mais de 10 Megapixels que teimou em a substituir nos momentos mais luminosos, jogando-a para segundo plano, tornando-a “a outra”, a mais discreta, a mais modesta.
Apagou-se em Santa Comba, a fotografar as primeiras flores de amendoeira. Decidiu que não estava mais disposta a esperar pelas provas de ciclismo, pelas pancadas no volante da bicicleta, pelas baterias constantemente gastas. Despediu-se do sorriso dos meus filhos em dias de aniversário, despediu-se dos beijos das flores nas tardes luminosas da Primavera, despediu-se da velocidade, do vento, da montanha, do verde, do silêncio, da solidão, da minha companhia … apagou-se.
Ainda não passou um mês, mas já sinto saudade. Só ela registava as cores vivas dos medronhos, as tons quentes do fim de tarde, o inatingível azul celeste. As panorâmicas que fiz com ela são ímpares; os automatismos que possuía rendiam-se completamente nas minhas mãos, permitindo-me todo o controlo: a velocidade, a abertura, a compensação, a sensibilidade, a focagem e a desfocagem, que tantas vezes a obriguei a fazer, descentrando o motivo, usando o contraluz, procurando o imaginário muito para além das linhas e das formas.
Mas… as amendoeiras floriram, as nabiças explodiram num amarelo berrante, as urzes pintam os cumes das montanhas, o céu azul enrola ao pescoço longas nuvens brancas que se estendem para lá do horizonte, e, eu, … não resisto à provocação que cada dia a natureza me oferece. Encomendei uma outra máquina fotográfica. Não um modelo topo de gama dos que desfilam nas vitrinas dos centros comerciais ou nas páginas da Internet. Uma coisa sóbria, com uns modestos 6 Megapixels, nada que possa envergonhar a desgastada Coolpix. Vistoso é o seu zoom de 10x, capaz de desvendar os mistérios na mais pequena natureza, perseguir as abelhas, fecundar as flores, e, quem sabe, procurar captar as paisagens trasmontanas com a mesma sensibilidade. O seu nome é Panasonic Lumix DMC-TZ2. Veremos até onde chega a sua sensibilidade.

19 dezembro 2007

Mergulhão-de-crista (Podiceps cristatus)

Uma das coisas que me deu mais prazer fotografar, foi a nidificação de um casal de Mergulhões-de-crista, na Barragem do Peneireiro. Na altura (Junho), decidi não falar no assunto, para não atrair mais visitantes às imediações, prejudicando a reprodução.
O Mergulhão-de-crista (Podiceps cristatus) é um uma pequena ave da família Podicipedidae da ordem Ciconiformes (a que pertence a tão conhecida cegonha). São aves de médio porte e encontram-se espalhados por todos os continentes, ocupando cursos de água e pequenas barragens.
Os mergulhões alimentam-se de peixes, insectos, moluscos e crustáceos, que caçam durante os mergulhos. São sobretudo aves solitárias mas formam casais durante a época de reprodução ou grandes grupos nas alturas de migração.
Já tinha conhecimento que um casal destes mergulhões nidificou na barragem na Primavera de 2006. Mantive-me atento e fiquei todo contente quando soube que um casal (quem sabe se o mesmo do ano passado) foi visto repetidas vezes. A primeira vez que os avistei foi dia 1 de Junho. Ainda procediam ao acabamento do ninho, mas já tinha alguns ovos. Enquanto a fêmea ficava quase todo o tempo no ninho, o macho mergulhava, arrancava do fundo material que transportava para o ninho que foi ficando casa vez maior. Este situava-se muito perto da margem e, mesmo não mostrando muito medo, os pequenos mergulhões não gostavam que ninguém se aproximasse da margem. Quando observados de longe, faziam a sua vida normal, revezando-se no ninho, alimentando, mergulhando aqui e aparecendo depois, a alguns metros de distância. Passei bons momentos observando-os. Estavam muito expostos e eu não quis chamar mais a atenção, divulgando o facto no Blog. Todas as pessoas que praticam desporto com regularidade à volta da Barragem sabiam da existência do ninho, era impossível não o ver. Pelo que soube algumas pessoas menos escrupulosas, até cães levarem para muito próximo do ninho!
Durante vários dias, ao fim da tarde, desloquei-me ao local para verificar se havia alguma evolução. Tinha comprado na altura uma câmara reflex digital, com um zoom de 200mm. Não era muito, mas permitiu-me fazer algumas fotografias sem ter que me aproximar, não interferindo na vida das aves. Além de fotografar os mergulhões, fiz também um bom leque de fotografias à volta da barragem, algumas coloquei-as no Blog.

A última vez que avistei os mergulhões foi no dia 22 de Junho. Quando passei perto do ninho, este tinha sido abandonado. Tinha quatro ovos intactos. Temi o pior. Não se viam os mergulhões por perto, mas pouco depois consegui descobri-los quase no centro da barragem. Tinha muita curiosidade em saber se tinham algum filhote e esperei horas, dentro do carro, esperando que se aproximassem um pouco da margem. Isso nunca aconteceu. Apoiando a objectiva na porta do carro com o vidro aberto, fiz algumas fotografias do casal. Só depois de chegar a casa e observar as fotografias no computador reparei na pequena mancha branca no dorso de um deles. Ampliado a fotografia via-se claramente a cabeça de um filhote. Durante todo o tempo o filhote deslocou-se sobre o dorso dos pais, bem entre as duas asas. Fiquei muito contente, pelo menos um ovo eclodiu! Parece-me que a movimentação de pessoas muito próximo do ninho levou a que o choco não decorresse convenientemente. Pelos vistos o mesmo ocorreu em 2006.
Ainda voltei à barragem nos dias seguintes, mas nunca mais avistei os mergulhões. Não sei o que aconteceu, simplesmente desapareceram. Fiquei com algumas fotografias, não muito boas em termos técnicos, mas que me derem imenso prazer. Aqueles fins-de-tarde em família, à volta da barragem, foram fabulosos.

08 agosto 2007

Borboleta - Aricia cramera

No dia 4 de Agosto, no Santuário de Nossa Senhora da Assunção em Vilas Boas, "perseguia" eu um casal de noivos com a objectiva em riste quando deparo com esta beldade a exibir-se para a fotografia. Acharam todos imensa piada quando virei costas aos noivos, mas valeu a pena, consegui apanhá-la em cheio. Trata-se de uma Aricia cramera, da família das Lycaenidae, abundantes em quase toda a Europa de Abril a Outubro.

06 julho 2007

Num jardim de Vila Flor


Num dos meus passeios, descuidados por Vila Flor, encontrei estes quatro preguiçosos a dormirem uma longa sesta. Numa casa bem quente e limpa prontamente pelos seus pais, usufruem de uma decoração fantástica, indiferentes a tudo o que se desenrola à sua volta.
São fantásticas as aves...

Não esquecer que hoje (dia 6 de Julho) é o último dia em que é possível votar nas 7 maravilhas de Vila Flor.

04 julho 2007

As 7 maravilhas de Vila Flor


Entramos na fase final da eleição das 7 Maravilhas de Vila Flor. Para quem já votou, o meu obrigada, quem não votou, está ainda a tempo de o fazer.
Como o número de visitantes do Blog é razoável, mas poucos são aqueles que fazem algum esforço de participação, alterei as regras e todos têm, até ao final do dia 6, uma nova oportunidade de votar.
Já estão disponíveis fotografias de todos os candidatos, por vezes duas ou três. Embora não sejam as fotografias que contam, sempre é bom, para os que estão longe, recordar todas estas maravilhas.

10 junho 2007

As 7 Maravilhas de Vila Flor - Fotografias 3


Terceiro grupo de candidatos a "Maravilhas" do concelho de Vila Flor:
11 - Biodiversidade do Concelho. A biodiversidade refere-se à Fauna e à Flora do concelho. Na fotografia vemos um casal de Megulhões-de-Crista (Podiceps cristatus) que nidificaram numa albufeira do concelho.

12 - Paisagem do Vale da Vilariça. A paisagem do vale da Vilariça é bela de qualquer ponto que se olhe. De muitas encostas tê-se uma visão lindíssima. Esta fotografia foi tirada do centro do Vale, perto da Ribeira da Vilariça, em direcção à Junqueira.

14 - Fragas das Pinascas em Folgares. Há enormes fragas graníticas à toda a volta de Folgares. Algumas têm formas bastante curiosas.

27 - Capela velha de S. António - Ribeirinha. É uma capela do Séc. XVII, com o interior muito simples.

Para votar clique aqui...