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18 março 2014
16 março 2014
Amendoeiras em Flor 2014 (2)
As amendoeiras em flor vão-se despedindo do concelho, mantendo-se ainda por mais alguns dias nas zonas mais frias, nas proximidades com o concelho de Carrazeda de Ansiães.
Apesar de não ter falado muito sobre a floração deste ano, foi um dos anos em que tirei mais fotografias, embora quase todas nas proximidades da vila.
Conheço já algumas amendoeiras e todos os anos visito as mesmas. É que, ao contrário do que muitos pensam, as flores variam muito em cor, em tamanho e mesmo na forma. Tive mesmo a ideia de fazer uma espécie de catálogo de flores de amendoeira, mas seria uma curiosidade que não teria qualquer interesse para além do fotográfico.
Para matar as saudades a quem não conseguiu ver esta beleza ao vivo, partilho algumas fotografias, de pormenor, que ilustram bem o que disse sobre as cores e formas do flor. Todas as fotografias foram tiradas no raio de 500 metros, entre Vila Flor e Arco.
Tenho mais fotografias, mas ficam na "gaveta" para outro dia.
Apesar de não ter falado muito sobre a floração deste ano, foi um dos anos em que tirei mais fotografias, embora quase todas nas proximidades da vila.
Conheço já algumas amendoeiras e todos os anos visito as mesmas. É que, ao contrário do que muitos pensam, as flores variam muito em cor, em tamanho e mesmo na forma. Tive mesmo a ideia de fazer uma espécie de catálogo de flores de amendoeira, mas seria uma curiosidade que não teria qualquer interesse para além do fotográfico.
Para matar as saudades a quem não conseguiu ver esta beleza ao vivo, partilho algumas fotografias, de pormenor, que ilustram bem o que disse sobre as cores e formas do flor. Todas as fotografias foram tiradas no raio de 500 metros, entre Vila Flor e Arco.
Tenho mais fotografias, mas ficam na "gaveta" para outro dia.
22 junho 2013
Cabeça Gorda - Benlhevai

Está situado num ponto alto em relação ao vale da Vilariça, fazendo triangulação com uma série de outros semelhantes, existentes no concelho de Vila Flor ou no de Alfândega da Fé. Nunca foi alvo da minha atenção nos percursos que fiz, embora tenha passado por ali perto em percursos que tiveram Trindade e Valbom como destino.
Deste vez o objetivo final era mesmo o marco geodésico e por isso havia que aproveitar o tempo. Situado a cerca de 15 km de Vila Flor, chegar lá traçando uma linha que passa por Roios, Vale Frechoso e Benlhevai faz um percurso muito irregular e muito interessante. Uma demora inesperada nalgum porto do percurso pode comprometer o objetivo, e já aconteceu em situações semelhantes. A saída aconteceu um pouco mais cedo do que o normal, pelas 8 da manhã.
A caminhada teve lugar no dia a 21 de Abril, um domingo cheio de sol, com a natureza a explodir em flores de muitas cores.
Atravessar a serra é sempre um momento empolgante, no que toca à aceleração do ritmo cardíaco e ao ar puro, com odor a pinho que se espalha pela montanha.
À chegada a Roios fizemos uma pausa para um café, não é habitual nas caminhadas mas o café Caçador tem uma decoração original, quadros pintados pelo Edi.
Subimos ao centro da aldeia onde se situa a igreja matriz. Havia uma tarefa a cumprir mas que não nos demorou muito tempo. Pelo contrário, depois de passarmos o cemitério, passámos algum tempo a visitar algumas hortas, a admirar as hortaliças e ervas aromáticas e a verificar o funcionamento do cegonho ou picota.
Até Vale Frechoso é necessário fazer várias subidas e várias descidas, percorrer espaços onde apenas a urze e as estevas sobrevivem, vigiadas por algum sobreiro atento, posto de vigia de aves de rapina e abrigo dos pombos bravos. A panorâmica altera-se ao atingir os lameiros que antecedem a aldeia. Aí a primavera mostra-se em cores variadas das quais destaco o azul profundo das flores de gala-crista.
A passagem por Vale Frechoso foi rápida. Faltava ainda ultrapassar a maior altitude do percurso, no Alto da Serra, onde existe um dos mais antigos marcos geodésicos que conheço no concelho. É tão antigo que já deve estar abandonado há muito tempo, mas continua ereto, numa posição muito fálica. É um ponto de passagem muito frequente nas minhas caminhadas ali à volta. Está a 690 metros de altitude já no termo de Benlhevai.
Descemos em direção a aldeia mas fizemos um pequeno desvio para passarmos pela capela de Nossa Senhora do Carrasco. A verdade é que pretendíamos encontrar peónias, para verificarmos se já estavam floridas. De facto encontrámo-las mas a floração estava bastante atrasada. Outra das espécies vegetais que existe neste lugar é a Selo-de-salomão (Polygonatum odoratum), planta que despertou a minha curiosidade logo na primeira vez que a encontrei, precisamente neste local. Na altura entusiasmei-me e cheguei a pensar se seria alguma espécie de orquídea. Desde essa altura que tenho um rizoma em casa, num vaso, mas nunca se desenvolveu muito. Este ano floriu!
Apesar de não ser uma planta muito rara eu não a conhecia e sempre que passo por este local em Benhevai vou espreitar o selo-de-salomão. O seu nome deve ser devido à flor, quando vista de frente parece uma estrela de seis pontas. Não é muito aromática, mas o seu odor é muito agradável o que lhe deu o nome odoratum na designação científica. As peónias ainda não estavam em flor mas pelo selo-de-salomão valeu a pena a visita.
Passámos pela capela de Nossa Senhora do Carrasco e chegámos ao centro da aldeia à hora de almoço. O calor já era incomodativo, a fome também já apertava, mas desistir a tão curta distância também não estava nos nossos planos.
Seguimos até à escola Primária, desnecessariamente, continuando depois em direção à Trindade. Não sabíamos a localização exata do marco geodésico e também não usamos GPS. A ideia foi subir aos pontos mais elevados, porque devia estar algures por perto.
De facto, após alguma insistência pelo meio dos montes, acabámos por encontrar o que procurávamos. Não se destaca muito do terreno envolvente, nem está colocado sobre rochedos, o que é muito frequente, mas está posicionado no local certo para se observar o vale.
A paisagem mais próxima é dominada pelas giestas de flores brancas, já em flor. Mais distantes está a serra de Bornes, Valbom, Vilares da Vilariça, Vilarelhos, Santa Comba e todo o vale, até perder de vista.
Depois de saborearmos uma maçã voltámos a Benlhevai. A manhã já tinha dado lugar à tarde há algumas horas e o cansaço já se fazia sentir. O regresso a casa foi de automóvel. Já esquecidos das dificuldades, só já falávamos das próximas caminhadas.
03 junho 2013
Maias
O mês de maio já terminou mas as maias, nome vulgarmente dado às flores de giesta ainda abundam em grande parte do concelho. São mais frequentes nas zonas mais frias do concelho e nos solos de origem granítica. Desde Samões, até Candoso, passando por Carvalho de Egas e Mourão, são as freguesias onde ainda se podem ver bonitos mantos de flores.
Este ano, não sei explicar porquê, estas flores foram muito abundantes, havendo giestas que se curvam com o peso das próprias flores.
As fotografias de hoje tirei-as há poucos dias atrás entre Samões e Carvalho de Egas.
Este ano, não sei explicar porquê, estas flores foram muito abundantes, havendo giestas que se curvam com o peso das próprias flores.
As fotografias de hoje tirei-as há poucos dias atrás entre Samões e Carvalho de Egas.
08 outubro 2012
Flor do Mês - Setembro de 2012
A borragem (Borago officinalis) é uma planta sobejamente conhecida, que desperta à atenção de quem por ela passe, quer pelo belo colorido das suas flores, quer pela quantidade de pelos que existem nas suas folhas. As flores são grandes, pediceladas, pendentes, azuis com escamas brancas e anteras violáceo-escuras. A floração ocorre de Janeiro a Outubro.
É frequente na proximidade das hortas, nos caminhos, nas encostas onde foram despejados restos de limpeza de quintais e entulho, sendo uma planta de crescimento fácil mesmo em terrenos pouco propícios.
É uma planta tipicamente mediterrânica mas as suas qualidades como planta medicinal fizeram com que se espalhasse pelo mundo.
As suas qualidades já eram conhecidas alguns séculos antes de Cristo, sendo muito utilizada pelos romanos. Era apreciada por fazer bem ao corpo, mas também ao espírito, espantando a melancolia e tornando as pessoas mais felizes.
Durante a idade média foi usada na alimentação e é possível que em Trás-os-Montes alguns ainda a conheçam como planta comestível, apesar do aspeto pouco atrativo das suas folhas. À exceção das raízes, toda a planta é utilizada tendo propriedades emolientes, sudoríferas e diuréticas, úteis no tratamento de sintomas relacionados com gripe, bronquite, infeções das vias urinárias, herpes e sarampo, entre outros. É usado o óleo, extraído das sementes e das folhas faz-se chá.
Ultimamente foram descobertas algumas propriedades que aconselham algum cuidado na utilização intensiva da borragem como planta medicinal, principalmente por grávidas.
As fotografias foram tiradas em Candoso, durante o mês de Setembro, mas a borragem é muito abundante nas hortas em redor das aldeias das do concelho.
Outras flores do mês
É frequente na proximidade das hortas, nos caminhos, nas encostas onde foram despejados restos de limpeza de quintais e entulho, sendo uma planta de crescimento fácil mesmo em terrenos pouco propícios.
É uma planta tipicamente mediterrânica mas as suas qualidades como planta medicinal fizeram com que se espalhasse pelo mundo.
As suas qualidades já eram conhecidas alguns séculos antes de Cristo, sendo muito utilizada pelos romanos. Era apreciada por fazer bem ao corpo, mas também ao espírito, espantando a melancolia e tornando as pessoas mais felizes.
Durante a idade média foi usada na alimentação e é possível que em Trás-os-Montes alguns ainda a conheçam como planta comestível, apesar do aspeto pouco atrativo das suas folhas. À exceção das raízes, toda a planta é utilizada tendo propriedades emolientes, sudoríferas e diuréticas, úteis no tratamento de sintomas relacionados com gripe, bronquite, infeções das vias urinárias, herpes e sarampo, entre outros. É usado o óleo, extraído das sementes e das folhas faz-se chá.
Ultimamente foram descobertas algumas propriedades que aconselham algum cuidado na utilização intensiva da borragem como planta medicinal, principalmente por grávidas.
As fotografias foram tiradas em Candoso, durante o mês de Setembro, mas a borragem é muito abundante nas hortas em redor das aldeias das do concelho.
Outras flores do mês
- Setembro de 2009 Cebola-albarrã (Urginea maritima L.)
- Setembro de 2008 Merendeiras (Colchicum montanum)
22 setembro 2012
Flor do Mês - Agosto de 2012
O mês do calor já terminou e este ano foi anormalmente seco. A floração das plantas destina-se à propagação da espécie e não à satisfação dos caprichos do bicho humano de forma que muito gostaríamos de campos de flores em pleno agosto, mas as condições do meio não são favoráveis para a quase totalidade das espécies. No entanto, a natureza não para de nos surpreender e sempre aparecem exceções, algumas dignas de referência.
A flor escolhida para representar o mês de agosto de 2012 é conhecida pelo nome de cardo-amarelo, cardol ou espinho-de-cabeça e tem como nome cientifico Carlina hispanica ( não sei se a Carlina corymbosa é a mesma espécie).
Trata-se de uma espécie pertence à família das Asteraceae/Compositae própria de zonas mediterrânicas e que se desenvolve facilmente nas bordas dos caminhos ou em terrenos incultos. Estes cardos crescem facilmente em todos os tipos de solos. O facto de possuírem espinhos talvez não os tornem muito e merecedores da nossa atenção, mas um olhar atento encontraria aspetos muito curiosos nesta planta. A possibilidade de conseguirem florir nos meses de julho e agosto pode estar relacionada com o facto de possuírem um rizoma, como raiz, o que lhes proporciona algumas reservas extra em meses de privação. Este rizoma é grosso e profundo.
As folhas são muito espinhosas, e são uma boa defesa.
As flores reúnem-se numa inflorescência típica das compostas (Asteraceae), das quais conhecemoss muito bem os malmequeres e as margaridas. Olhando com atenção verificamos que existem centenas de pequenas flores no disco central, essas sim as verdadeiras flores. As flores também estão fortemente defendidas por brácteas espinhosas que formam uma estrela.
Em Espanha é conhecido por cardo cuco e cabeça de galinha (não percebi porquê). Não encontrei referências ao uso medicinal desta planta, mas em contrapartida um parente seu, o Eryngium campestre ou cardo corredor tem múltiplas aplicações. Como é uma espécie também frequente no concelho, pode ser que um dia fale nele.
As sementes de cardo são muito apreciadas pelos pintassilgos, mas as flores também são procuradas por muitos insetos de entre os quais as borboletas. Numa altura do ano em que o alimento é escasso, nada pode ser desperdiçado.
Outras flores do mês
A flor escolhida para representar o mês de agosto de 2012 é conhecida pelo nome de cardo-amarelo, cardol ou espinho-de-cabeça e tem como nome cientifico Carlina hispanica ( não sei se a Carlina corymbosa é a mesma espécie).
Trata-se de uma espécie pertence à família das Asteraceae/Compositae própria de zonas mediterrânicas e que se desenvolve facilmente nas bordas dos caminhos ou em terrenos incultos. Estes cardos crescem facilmente em todos os tipos de solos. O facto de possuírem espinhos talvez não os tornem muito e merecedores da nossa atenção, mas um olhar atento encontraria aspetos muito curiosos nesta planta. A possibilidade de conseguirem florir nos meses de julho e agosto pode estar relacionada com o facto de possuírem um rizoma, como raiz, o que lhes proporciona algumas reservas extra em meses de privação. Este rizoma é grosso e profundo.
As folhas são muito espinhosas, e são uma boa defesa.
As flores reúnem-se numa inflorescência típica das compostas (Asteraceae), das quais conhecemoss muito bem os malmequeres e as margaridas. Olhando com atenção verificamos que existem centenas de pequenas flores no disco central, essas sim as verdadeiras flores. As flores também estão fortemente defendidas por brácteas espinhosas que formam uma estrela.
Em Espanha é conhecido por cardo cuco e cabeça de galinha (não percebi porquê). Não encontrei referências ao uso medicinal desta planta, mas em contrapartida um parente seu, o Eryngium campestre ou cardo corredor tem múltiplas aplicações. Como é uma espécie também frequente no concelho, pode ser que um dia fale nele.
As sementes de cardo são muito apreciadas pelos pintassilgos, mas as flores também são procuradas por muitos insetos de entre os quais as borboletas. Numa altura do ano em que o alimento é escasso, nada pode ser desperdiçado.
Outras flores do mês
- Agosto de 2009 Cenoura-brava (Daucus carota L.)
- Agosto de 2008 Fiolho (Foeniculum vulgare Mill)
01 agosto 2012
Flor do Mês - Junho de 2012
A representar o mês de junho está uma bela planta que dá pelo nome de Gala crista. O seu nome cientifico é Salvia verbenaca, e tem como nomes vulgares Erva-crista, Crista de galo, Jarvão, Salva-dos-caminhos, etc.
Aqui vemo-la em flor, porque é de flores que falamos. É percetível a semelhança da flor desta espécie com a da arçã, a do alecrim ou mesmo a do tomilho, são todas da mesma família (lamiaceae). Como planta muito próxima da vulgar salva (Salvia officinalis) deve possuir muitas das suas caraterísticas medicinais. Não esquecer que salvia deriva de salvere, portanto "estar com saúde", "estar salvo".
Trata-se de uma planta abundante em todo o país, que cresce em terrenos incultos e encostas. Tal como um dos nomes vulgares indica, cresce na borda dos caminhos, e é nesse ambiente que a tenho encontrado mais vezes. Em Vila Flor costumo fotografá-la numa espécie de prado que existe em volta da Fonte do Olmo, mesmo junto o Estádio Municipal. Ocupa uma grande área e forma um conjunto harmonioso com outras flores primaveris, papoila, camomila, pimpilros, etc. A floração pode ocorrer (segundo a base de dados da UTAD) quase todo o ano, mas é mais frequente em maio e junho.
A principal curiosidade desta espécie está nas suas sementes. Eram usadas para fazer a limpeza dos olhos, quer contra pó, pólen, ou contra outras coisas que invadissem os olhos. As pequenas sementes eram colocadas diretamente no olho, por debaixo das pálpebras, sendo depois retiradas com a sujidade, funcionando como uma "vassoura". Podia ser retirada do olho com a ajuda de uma pena de ave! A semente passa de negro a branca, porque com a humidade há libertação de algumas substâncias! Esta utilização é muito conhecida em Trás-os-Montes, mas também noutras zonas do país. Em Espanha chega a receber o nome "hierba de los ojos" ou "hierba del ciego".
Procurei alguma ligação entre esta planta e os galos, ou as galinhas, que explicasse a designação gala (de galo ou galinha) e crista. Parece-me muita coincidência. Será que a haste floral se assemelha a uma crista de galo ou de galinha?
Foi também a Espanha que fui buscar a informação de que a infusão das sementes também é usada como cicatrizante, por aplicação direta sobre as feridas, quente, com a ajuda de um pano, como emplastro. Esta compressa é renovada quando arrefece. No pós guerra chegou a ser fumada, como tabaco!
Outras flores de junho:
Aqui vemo-la em flor, porque é de flores que falamos. É percetível a semelhança da flor desta espécie com a da arçã, a do alecrim ou mesmo a do tomilho, são todas da mesma família (lamiaceae). Como planta muito próxima da vulgar salva (Salvia officinalis) deve possuir muitas das suas caraterísticas medicinais. Não esquecer que salvia deriva de salvere, portanto "estar com saúde", "estar salvo".
Trata-se de uma planta abundante em todo o país, que cresce em terrenos incultos e encostas. Tal como um dos nomes vulgares indica, cresce na borda dos caminhos, e é nesse ambiente que a tenho encontrado mais vezes. Em Vila Flor costumo fotografá-la numa espécie de prado que existe em volta da Fonte do Olmo, mesmo junto o Estádio Municipal. Ocupa uma grande área e forma um conjunto harmonioso com outras flores primaveris, papoila, camomila, pimpilros, etc. A floração pode ocorrer (segundo a base de dados da UTAD) quase todo o ano, mas é mais frequente em maio e junho.
A principal curiosidade desta espécie está nas suas sementes. Eram usadas para fazer a limpeza dos olhos, quer contra pó, pólen, ou contra outras coisas que invadissem os olhos. As pequenas sementes eram colocadas diretamente no olho, por debaixo das pálpebras, sendo depois retiradas com a sujidade, funcionando como uma "vassoura". Podia ser retirada do olho com a ajuda de uma pena de ave! A semente passa de negro a branca, porque com a humidade há libertação de algumas substâncias! Esta utilização é muito conhecida em Trás-os-Montes, mas também noutras zonas do país. Em Espanha chega a receber o nome "hierba de los ojos" ou "hierba del ciego".
Procurei alguma ligação entre esta planta e os galos, ou as galinhas, que explicasse a designação gala (de galo ou galinha) e crista. Parece-me muita coincidência. Será que a haste floral se assemelha a uma crista de galo ou de galinha?
Foi também a Espanha que fui buscar a informação de que a infusão das sementes também é usada como cicatrizante, por aplicação direta sobre as feridas, quente, com a ajuda de um pano, como emplastro. Esta compressa é renovada quando arrefece. No pós guerra chegou a ser fumada, como tabaco!
Outras flores de junho:
- Junho 2009 - Perpétuas (Helichrysum stoechas (L.) Moench)
- Junho 2008 - Cravinas-bravas (Dianthus lusitanus)
18 junho 2012
Madressilva
Madressilva ou madressilva-das-boticas são as plantas da espécie Lonicera periclymenum, gênero botânico Lonicera, da família das Caprifoliaceae.
A fotografia foi feita em Benlhevai.
03 maio 2012
Flor do Mês - Abril de 2012
Escolher a Flor para representar o mês de abril não é tarefa fácil, desta vez não é pela escassez de candidatas, mas sim pela existência de muitas e bonitas espécies que mereciam o destaque do mês. Escolhi uma espécie do género cistus, com muitss e interessantes espécies e bastante representativas na nossa região.
As espécies mais conhecidas talvez sejam a esteva, o sargaço ou a roselha mas decidi escolher a Cistus populifolius, que pode adotar os nomes de Esteva-macho ou Estevão. Ao contrário do sargaço, que existe mas é mais frequente no centro e sul de Portugal, a Esteva-macho estende-se por todo o interior do país até Bragança. A Família das Cistaceae, o Género Cistus (marca de um grande vinho feito ali para os lados de Torre de Moncorvo).
Trata-se de um arbusto que pode atingir mais de um metro de altura. Como se desenvolve em matagais, muitas vezes em associação com outras espécies como a esteva, o tojo, as giestas etc. atinge maior porte pela concorrência pela luz. Em Vila Flor é frequente em montados, contrariamente ao vulgar sargaço que se encontra por toda a parte ao longo dos caminhos. Este último tem um porte mais rasteiro.
As folhas são pegajosas, tal como as das estevas, e as flores têm normalmente cinco pétalas. A floração acontece de abril a junho.
Não conheço nenhuma utilização desta planta mas encontrei referências a estratos de Estevão como relaxante e como analgésico, com efeitos no sistema nervoso central, o que mostra existirem estudos com vista ao seu aproveitamento em fármacos.Algumas espécies do género cistos são exploradas como espécies florais para jardins.
As fotografias que aqui se exibem foram tiradas junto à aldeia de Macedinho.
Outras flores de abril:
As espécies mais conhecidas talvez sejam a esteva, o sargaço ou a roselha mas decidi escolher a Cistus populifolius, que pode adotar os nomes de Esteva-macho ou Estevão. Ao contrário do sargaço, que existe mas é mais frequente no centro e sul de Portugal, a Esteva-macho estende-se por todo o interior do país até Bragança. A Família das Cistaceae, o Género Cistus (marca de um grande vinho feito ali para os lados de Torre de Moncorvo).
Trata-se de um arbusto que pode atingir mais de um metro de altura. Como se desenvolve em matagais, muitas vezes em associação com outras espécies como a esteva, o tojo, as giestas etc. atinge maior porte pela concorrência pela luz. Em Vila Flor é frequente em montados, contrariamente ao vulgar sargaço que se encontra por toda a parte ao longo dos caminhos. Este último tem um porte mais rasteiro.
As folhas são pegajosas, tal como as das estevas, e as flores têm normalmente cinco pétalas. A floração acontece de abril a junho.
Não conheço nenhuma utilização desta planta mas encontrei referências a estratos de Estevão como relaxante e como analgésico, com efeitos no sistema nervoso central, o que mostra existirem estudos com vista ao seu aproveitamento em fármacos.Algumas espécies do género cistos são exploradas como espécies florais para jardins.
As fotografias que aqui se exibem foram tiradas junto à aldeia de Macedinho.
Outras flores de abril:
- Abril 2009 - Carqueja (Pterospartum tridentatum)
- Abril 2008 - Giesta-branca (Cytisus multiflorus)
27 março 2012
Flor do Mês - Março de 2012
Procurei para Março de 2012 uma flor à altura de representar um concelho com o nome de Flor. A maior representante de Março é, sem dúvida, a flor da amendoeira, mas essa já foi escolhida par Flor do Mês de Fevereiro de 2008. Mas, Março é já um mês florido e as candidatas são mais do que os dedos das mãos.
Decidi escolher uma que penso que foge ao conhecimento geral. Apostei mais na raridade do que na representatividade em termos de área. A flor do mês é um narciso, mais conhecidos entre nós como campainhas. O seu nome científico é Narcissus rupicola. Descobri os primeiros exemplares no concelho de Carrazeda de Ansiães, há alguns anos atrás. Encontrei depois alguns pés em Miranda do Douro e fiquei eufórico quando os vi pela primeira vez no termo de Samões. Em todos os locais em que os encontrei a população resumia-se a uma mancha no topo de uma formação rochosa. Por mais que tenha procurado em redor, não encontrei mais exemplares!
No dia onze de Março desloquei-me ao termo de Samões, de propósito para fotografar esta flor. Não o fiz ao acaso, uma vez que, desde 2007 que tenho alguns pés numa vaso, em casa. Nunca consegui uma flor, nem para a amostra, mas este ano foi a exceção. Floriram em força, com as suas flores amarelo-canário, para meu contentamento. Pensei que a floração no meio natural aconteceria alguns dias mais tarde, mas por pouco não apanhava nada. Não sei se pela seca, se pelo calor, a floração aconteceu cedo, mas ainda consegui alguns exemplares no auge da floração.
A planta pertence à ordem das Iridales, família Alliaceae. É natural da Península Ibérica e do Norte de África (principalmente Marrocos). Inicialmente pensei tratar-se da espécie Narcissus calcicola, mas, tal como o nome indica, esta é típica do calcário, ao contrário da rupícola, que prefere a altitude acima dos 600 metros. Até agora tenho seguido a notação do Jardim Botânico da UTAD, mas, foi recentemente posto on-line um sítio web puramente espetacular, cheio de ilustrações que é dirigido a pessoas com poucos conhecimentos (O endereço é http://www.flora-on.pt). A classificação agora atribuída é: Ordem: Asparagales; Família: Amaryllidaceae; Género: narcissus. Várias espécies de narcisos abundam pelos campos e pelos jardins, nesta época. Também lhe chamamos junquilhos. Existiam no canteiro em meia-lua em frente à Câmara, quem desce para a Praça da República, mas foram arrancados há poucos dias. A maior parte dos narcisos são de cor amarela-choque, inconfundíveis.
A sua reprodução faz-se por bolbos, quer nas espécies de jardim, quer nas espécies selvagens. Na espécie que representa este mês, os pedúnculos raras vezes atingem os 10 cm de altura, uma vez que crescem nas frestas ou em cima das fragas, com escassos centímetros de terra.
Ao contrário de outras espécies que tenho escolhido, não encontrei nenhuma referência à utilização do narciso para fins medicinais ou culinários. A sua utilização é só ornamental sendo comercializados bolbos de muitas espécies, entre as quais esta, que faz um vaso lindíssimo. A sua beleza é tal que convém lembrar um pouco da origem do termo narciso e narcisista. Narciso era um belo jovem (na mitologia Grega) que se apaixonou pela sua imagem refletida nas águas. Ainda hoje os narcisos têm a sua flor virada para o solo, como que a admirarem a sua imagem refletida. Narcisista é a pessoa que tem paixão por si próprio. É um conceito muito conhecido da psicologia e da psicanálise, sendo apontado como uma característica comum a todos, principalmente nos adolescentes, mas que vai desaparecendo com a passagem para a vida adulta. Psicologia à parte... os narcisos são muito bonitos e dão mais cor ao mês de Março.
Outras flores de março:
Decidi escolher uma que penso que foge ao conhecimento geral. Apostei mais na raridade do que na representatividade em termos de área. A flor do mês é um narciso, mais conhecidos entre nós como campainhas. O seu nome científico é Narcissus rupicola. Descobri os primeiros exemplares no concelho de Carrazeda de Ansiães, há alguns anos atrás. Encontrei depois alguns pés em Miranda do Douro e fiquei eufórico quando os vi pela primeira vez no termo de Samões. Em todos os locais em que os encontrei a população resumia-se a uma mancha no topo de uma formação rochosa. Por mais que tenha procurado em redor, não encontrei mais exemplares!
No dia onze de Março desloquei-me ao termo de Samões, de propósito para fotografar esta flor. Não o fiz ao acaso, uma vez que, desde 2007 que tenho alguns pés numa vaso, em casa. Nunca consegui uma flor, nem para a amostra, mas este ano foi a exceção. Floriram em força, com as suas flores amarelo-canário, para meu contentamento. Pensei que a floração no meio natural aconteceria alguns dias mais tarde, mas por pouco não apanhava nada. Não sei se pela seca, se pelo calor, a floração aconteceu cedo, mas ainda consegui alguns exemplares no auge da floração.
A planta pertence à ordem das Iridales, família Alliaceae. É natural da Península Ibérica e do Norte de África (principalmente Marrocos). Inicialmente pensei tratar-se da espécie Narcissus calcicola, mas, tal como o nome indica, esta é típica do calcário, ao contrário da rupícola, que prefere a altitude acima dos 600 metros. Até agora tenho seguido a notação do Jardim Botânico da UTAD, mas, foi recentemente posto on-line um sítio web puramente espetacular, cheio de ilustrações que é dirigido a pessoas com poucos conhecimentos (O endereço é http://www.flora-on.pt). A classificação agora atribuída é: Ordem: Asparagales; Família: Amaryllidaceae; Género: narcissus. Várias espécies de narcisos abundam pelos campos e pelos jardins, nesta época. Também lhe chamamos junquilhos. Existiam no canteiro em meia-lua em frente à Câmara, quem desce para a Praça da República, mas foram arrancados há poucos dias. A maior parte dos narcisos são de cor amarela-choque, inconfundíveis.
A sua reprodução faz-se por bolbos, quer nas espécies de jardim, quer nas espécies selvagens. Na espécie que representa este mês, os pedúnculos raras vezes atingem os 10 cm de altura, uma vez que crescem nas frestas ou em cima das fragas, com escassos centímetros de terra.
Ao contrário de outras espécies que tenho escolhido, não encontrei nenhuma referência à utilização do narciso para fins medicinais ou culinários. A sua utilização é só ornamental sendo comercializados bolbos de muitas espécies, entre as quais esta, que faz um vaso lindíssimo. A sua beleza é tal que convém lembrar um pouco da origem do termo narciso e narcisista. Narciso era um belo jovem (na mitologia Grega) que se apaixonou pela sua imagem refletida nas águas. Ainda hoje os narcisos têm a sua flor virada para o solo, como que a admirarem a sua imagem refletida. Narcisista é a pessoa que tem paixão por si próprio. É um conceito muito conhecido da psicologia e da psicanálise, sendo apontado como uma característica comum a todos, principalmente nos adolescentes, mas que vai desaparecendo com a passagem para a vida adulta. Psicologia à parte... os narcisos são muito bonitos e dão mais cor ao mês de Março.
Outras flores de março:
- Março 2009 - Aristolóquia (Aristolochia paucinervis)
- Março 2008 - Nabiça (Brassica napus L.)
02 fevereiro 2012
Em Novembro
Durante o mês e novembro fiz algumas caminhadas pela serra, tendo como principal objetivo a procura de cogumelos. Tinha prometido a mim mesmo fazer algumas reportagens sobre esta iguaria, mas o ano não correu de feição. As chuvas que teimaram em não cair, foram adiando, adiando, aquela que seria a altura propícia para o desenvolvimento dos cogumelos (o que não significa que não se tenham desenvolvido mais tarde, uma vez que os tenho encontrado durante todo o mês de janeiro!).
Se a busca dos cogumelos foi, em parte infrutífera, limitando a pouco mais do que os exemplares que aparecem nas fotografias, as caminhadas serviram sobretudo para proporcionarem bons momentos fotográficos. Estávamos na altura ideal para fotografar o outono, com bonitas folhas de castanheiros e carvalhos, com os medronheiros carregados de frutos, bem como as oliveiras.
Nem sempre o que se encontra é inspirador e belo. Desde que a lixeira foi encerrada surgem cada vez mais montes de lixo, monstros e entulho espalhados pelos caminhos. Numa das vezes encontrei muito, muito lixo, que incluía muitas matrículas de automóveis e documentos, faturas e documentos fiscais que permitiam facilmente identificar a sua proveniência. Caso estranho, numa das caminhadas de janeiro verifiquei que esse lixo tinha sido removido! O que se terá passado? Gostava de ver mais fiscalização e punição dos infratores.
Dá a impressão que o desenvolvimento não se está a manifestar em civismo, pelo menos por parte de um bom grupo de pessoas, entre os quais empresários de várias áreas, umas vez que os lixos, na maior parte das vezes, não são de origem doméstica.
Descer a serra até perto de Roios permite encontrar uma espécie de microclima que se estende ao longo de vários cursos se água que passam junto da povoação. Neles crescem cogumelos e fetos de várias espécies, protegidos por tojos e silvas que até os animais selvagens têm dificuldades em ultrapassar.
No regresso a casa ainda é o colorido das folhas das videiras que existem em volta de Vila Flor, que desperta à atenção.
Se a busca dos cogumelos foi, em parte infrutífera, limitando a pouco mais do que os exemplares que aparecem nas fotografias, as caminhadas serviram sobretudo para proporcionarem bons momentos fotográficos. Estávamos na altura ideal para fotografar o outono, com bonitas folhas de castanheiros e carvalhos, com os medronheiros carregados de frutos, bem como as oliveiras.
Nem sempre o que se encontra é inspirador e belo. Desde que a lixeira foi encerrada surgem cada vez mais montes de lixo, monstros e entulho espalhados pelos caminhos. Numa das vezes encontrei muito, muito lixo, que incluía muitas matrículas de automóveis e documentos, faturas e documentos fiscais que permitiam facilmente identificar a sua proveniência. Caso estranho, numa das caminhadas de janeiro verifiquei que esse lixo tinha sido removido! O que se terá passado? Gostava de ver mais fiscalização e punição dos infratores.
Dá a impressão que o desenvolvimento não se está a manifestar em civismo, pelo menos por parte de um bom grupo de pessoas, entre os quais empresários de várias áreas, umas vez que os lixos, na maior parte das vezes, não são de origem doméstica.
Descer a serra até perto de Roios permite encontrar uma espécie de microclima que se estende ao longo de vários cursos se água que passam junto da povoação. Neles crescem cogumelos e fetos de várias espécies, protegidos por tojos e silvas que até os animais selvagens têm dificuldades em ultrapassar.
No regresso a casa ainda é o colorido das folhas das videiras que existem em volta de Vila Flor, que desperta à atenção.
31 janeiro 2012
Flor do Mês - Janeiro 2012
Demorei algum tempo a escolher a flor para representar este mês de janeiro, prestes a findar. Por um lado o leque de escolha é bastante reduzido, depois, as fotografias nem sempre saem como o desejado e não ia mostrar uma flor triste, sem cor. Até foi bom, porque a minha escolha acabou por recair numa espécie bastante bonita e interessante.
A calêndula (Calendula arvensis) tem um colorido que não passa despercebido durante os meses de inverno. Podemos encontrá-la nas encostas da berma da estrada e em terrenos incultos mas é nos terrenos cultivados, como olivais e vinha que ela está bastante presente durante o mês de janeiro. Em todo o vale da Vilariça rivaliza com as margaças (talvez a Chamaemelum fuscatum)e algumas Brassicaceas a alegrar os campos bastante despidos de folhas e de alegria.
A calêndula tem uma parente bastante próxima que quase toda a gente conhece, a calêndula officinalis, muito frequente nos jardins e já conhecida e utilizada como planta medicinal por gregos, romanos, árabes e outras civilizações do oriente. A calêndula escolhida para representar o mês de janeiro tem as flores mais pequenas do que a espécie usada nos jardins, mas partilha com ela a maior parte das características.
É frequente em todo a península Ibérica, nos Açores e Madeira, mas também em grande parte da Europa e África. Trata-se de uma planta anual, que pode atingir mais de 25 cm de altura, com flores alaranjadas ou amareladas. De acordo com os registos da UTAD, a floração ocorre de dezembro a maio. As características botânicas são complexas e por vezes aborrecidas para quem não se interessa por esta matéria, mas há algumas características que são facilmente identificáveis por um leigo. Uma delas é a flor em capítulo, ou seja com um vasto conjunto de flores num disco central, rodeado por um conjunto de flores periféricas que identificamos como "as pétalas". Esta "flor" é sobejamente conhecida nas margaridas, mal-me-queres, girassol ou gerbera.
Os romanos chamavam-lhe solsequium, que significa seguir o sol, uma vez que a calêndula tem um comportamento semelhante ao girassol, seguindo o sol de acordo com a rotação da terra. Ao cair da noite as flores fecham e só se abrem ao nascer do dia.
Toda a planta pode ser usada para fim medicinais, desde as flores às raízes. Na sua composição entram algumas substâncias com interesse medicinal, de entre os quais a calendulina. Tem uma lista enorme de utilizações: uso interno (fervendo flores ou folhas em água ou leite - funciona como regulador do fluxo menstrual, reduz inflamações, aumenta o número de glóbulos vermelhos no sangue e ativa a circulação, servindo ainda como remédio para o estômago, intestino, ulceras gástricas ou infeções causadas por bactérias; uso externo (sob a forma de pomada) - pode ser usada contra queimaduras, contorções, eczema, hemorroides, etc.
É incrível mas não conheço nenhuma utilização desta planta, no concelho!
Em Espanha esta planta tem alguns nomes curiosos, como erva vaqueira, erva do podador, erva lava-mãos, cu-de-velha, pata-de-galo, unha-de-gato, flor dos mortos, etc. Em Portugal a lista é mais curta: Calendula; Erva-vaqueira; Malmequer-dos-campos; Vaqueira.
Quando passar pelos campos nos próximos meses e vir esta planta. é bom lembrar que está ali um espécie vegetal cheia de potencial.
As fotografias foram tiradas durante o mês de Janeiro, entre Roios e Lodões.
Outras Flores do Mês de Janeiro:
A calêndula (Calendula arvensis) tem um colorido que não passa despercebido durante os meses de inverno. Podemos encontrá-la nas encostas da berma da estrada e em terrenos incultos mas é nos terrenos cultivados, como olivais e vinha que ela está bastante presente durante o mês de janeiro. Em todo o vale da Vilariça rivaliza com as margaças (talvez a Chamaemelum fuscatum)e algumas Brassicaceas a alegrar os campos bastante despidos de folhas e de alegria.
A calêndula tem uma parente bastante próxima que quase toda a gente conhece, a calêndula officinalis, muito frequente nos jardins e já conhecida e utilizada como planta medicinal por gregos, romanos, árabes e outras civilizações do oriente. A calêndula escolhida para representar o mês de janeiro tem as flores mais pequenas do que a espécie usada nos jardins, mas partilha com ela a maior parte das características.
É frequente em todo a península Ibérica, nos Açores e Madeira, mas também em grande parte da Europa e África. Trata-se de uma planta anual, que pode atingir mais de 25 cm de altura, com flores alaranjadas ou amareladas. De acordo com os registos da UTAD, a floração ocorre de dezembro a maio. As características botânicas são complexas e por vezes aborrecidas para quem não se interessa por esta matéria, mas há algumas características que são facilmente identificáveis por um leigo. Uma delas é a flor em capítulo, ou seja com um vasto conjunto de flores num disco central, rodeado por um conjunto de flores periféricas que identificamos como "as pétalas". Esta "flor" é sobejamente conhecida nas margaridas, mal-me-queres, girassol ou gerbera.
Os romanos chamavam-lhe solsequium, que significa seguir o sol, uma vez que a calêndula tem um comportamento semelhante ao girassol, seguindo o sol de acordo com a rotação da terra. Ao cair da noite as flores fecham e só se abrem ao nascer do dia.
Toda a planta pode ser usada para fim medicinais, desde as flores às raízes. Na sua composição entram algumas substâncias com interesse medicinal, de entre os quais a calendulina. Tem uma lista enorme de utilizações: uso interno (fervendo flores ou folhas em água ou leite - funciona como regulador do fluxo menstrual, reduz inflamações, aumenta o número de glóbulos vermelhos no sangue e ativa a circulação, servindo ainda como remédio para o estômago, intestino, ulceras gástricas ou infeções causadas por bactérias; uso externo (sob a forma de pomada) - pode ser usada contra queimaduras, contorções, eczema, hemorroides, etc.
É incrível mas não conheço nenhuma utilização desta planta, no concelho!
Em Espanha esta planta tem alguns nomes curiosos, como erva vaqueira, erva do podador, erva lava-mãos, cu-de-velha, pata-de-galo, unha-de-gato, flor dos mortos, etc. Em Portugal a lista é mais curta: Calendula; Erva-vaqueira; Malmequer-dos-campos; Vaqueira.
Quando passar pelos campos nos próximos meses e vir esta planta. é bom lembrar que está ali um espécie vegetal cheia de potencial.
As fotografias foram tiradas durante o mês de Janeiro, entre Roios e Lodões.
Outras Flores do Mês de Janeiro:
- 2009 - Capuz-de-Fradinho (Arisarum vulgare Targ.-Tozz)
- 2008 - Urze (Erica australis L.)
28 janeiro 2012
Ao crepúsculo
No dia 29 de outubro fiz mais uma pequena caminhada nos arredores de Vila Flor.
Comprei uma pequena máquina fotográfica, Sony, que pesa apenas 100g e que desejava experimentar "no terreno". Não é nada de especial, apenas uma pequena compacta mais pequena que um maço de cigarros. A Panasonic que tenho usado nas caminhadas ainda dá conta do recado, mas um gesto irrefletido deixou alguns riscos na objetiva. É muitas fotografias esse defeito é visível.
Já era bastante tarde, por isso escolhi um percurso muito pequeno que basicamente vai de Vila Flor ao Barracão, sobre ao alto do Facho, partindo da zona industrial e volta a Vila Flor pela rua do Carriço. Apesar do percurso ser curto, mais de metade foi feito já com noite cerrada.
Os momentos mais interessantes aconteceram quase à saída da vila, Há um medronheiro junto das vinhas, que na altura tinha alguns frutos maduros. A luz doce do por do sol proporcionou algumas fotografias interessantes. Foi um bom momento para por a máquina fotográfica à prova (e para ter as primeiras desilusões). Quando se procura algo muito económico (pouco mais de 100€) não se pode esperar ter tudo o que se precisa no ato de fotografar. As primeiras dificuldades começaram com a focagem, porque a máquina não têm nenhum programa para macrofotografia. Por mais que tentasse focava sempre a paisagem de fundo e nunca os frutos maduros. Com alguma insistência, consegui enganar o sistema. A máquina não permite nenhum controlo manual sobre a exposição, essencial a quem gosta de ser criativo e personalizar o resultado. Assim, nada mais é possível do que tirar partido do que a máquina está programada para fazer, usando alguns truques para tentar dar-lhes a volta.
O momento foi entusiasmante e o sol acabou por se esconder, ainda eu não tinha chegado ao Barracão! O melhor era voltar para trás, pela estrada, mas um aventureiro seguiria para a serra em plena noite e foi o que eu fiz.
O caminho que segui é-me bastante familiar, por isso o risco era diminuto. De todas as formas, causa alguns calafrios, andar num lugar tão agreste sem qualquer iluminação. Imaginei um encontro com javalis, porque passei numa zona onde vão todas as noites, mas, felizmente não vi nenhum. Não me ia sentir muito à vontade.
Experimentei algumas fotografias com flash. Nada feito. A luz apenas deve ter servido par enviar algum sinal à distância, desde o alto da serra. Desisti de apreciar a paisagem e tentei regressar o mais rapidamente possível a casa.
Percurso: 6,15 km
Diferenças de Altitudes 176 Metros(Altitude desde 569 Metros para 745 Metros)
Subida acumulada 181 Metros
Descida acumulada 181 Metros
Comprei uma pequena máquina fotográfica, Sony, que pesa apenas 100g e que desejava experimentar "no terreno". Não é nada de especial, apenas uma pequena compacta mais pequena que um maço de cigarros. A Panasonic que tenho usado nas caminhadas ainda dá conta do recado, mas um gesto irrefletido deixou alguns riscos na objetiva. É muitas fotografias esse defeito é visível.
Já era bastante tarde, por isso escolhi um percurso muito pequeno que basicamente vai de Vila Flor ao Barracão, sobre ao alto do Facho, partindo da zona industrial e volta a Vila Flor pela rua do Carriço. Apesar do percurso ser curto, mais de metade foi feito já com noite cerrada.
Os momentos mais interessantes aconteceram quase à saída da vila, Há um medronheiro junto das vinhas, que na altura tinha alguns frutos maduros. A luz doce do por do sol proporcionou algumas fotografias interessantes. Foi um bom momento para por a máquina fotográfica à prova (e para ter as primeiras desilusões). Quando se procura algo muito económico (pouco mais de 100€) não se pode esperar ter tudo o que se precisa no ato de fotografar. As primeiras dificuldades começaram com a focagem, porque a máquina não têm nenhum programa para macrofotografia. Por mais que tentasse focava sempre a paisagem de fundo e nunca os frutos maduros. Com alguma insistência, consegui enganar o sistema. A máquina não permite nenhum controlo manual sobre a exposição, essencial a quem gosta de ser criativo e personalizar o resultado. Assim, nada mais é possível do que tirar partido do que a máquina está programada para fazer, usando alguns truques para tentar dar-lhes a volta.
O momento foi entusiasmante e o sol acabou por se esconder, ainda eu não tinha chegado ao Barracão! O melhor era voltar para trás, pela estrada, mas um aventureiro seguiria para a serra em plena noite e foi o que eu fiz.
O caminho que segui é-me bastante familiar, por isso o risco era diminuto. De todas as formas, causa alguns calafrios, andar num lugar tão agreste sem qualquer iluminação. Imaginei um encontro com javalis, porque passei numa zona onde vão todas as noites, mas, felizmente não vi nenhum. Não me ia sentir muito à vontade.
Experimentei algumas fotografias com flash. Nada feito. A luz apenas deve ter servido par enviar algum sinal à distância, desde o alto da serra. Desisti de apreciar a paisagem e tentei regressar o mais rapidamente possível a casa.
Percurso: 6,15 km
Diferenças de Altitudes 176 Metros(Altitude desde 569 Metros para 745 Metros)
Subida acumulada 181 Metros
Descida acumulada 181 Metros
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