Mostrar mensagens com a etiqueta José Trigo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Trigo. Mostrar todas as mensagens

11 setembro 2009

Nem um!

Nem um...
Nem um amigo.
Nem, ao menos, só um
eu encontro na rudeza
destes montes.
Sozinho...
Apenas eu.
Sem mais ninguém.
E o frio gela.
A força desvanece.
Já não uso luz de vela.
Mas o que é eléctrico
não acontece.

Nem um...
Nem um!

Poema de José Trigo, do livro Sociedade... Humanidade... e o Homem.
Fotografia: Cabeço de Nossa Senhora dos Remédios, Vilarinho das Azenhas.

08 agosto 2009

As Quatro Estações do Ano

O amaciar da Primavera,
com o verde-colorido da esperança,
mostra o que é, será e já foi era
em justo calendário de criança.
E, depois, o Verão,
com forte calor de suar,
mostra o suave leão
este a servir o amar.
Em seguimento o Outono
para a natureza mostrar
o de cada qual a seu dono,
com o certo e a guardar.
Vem o Inverno a seguir,
com o frio e a alvura,
que não faz ninguém fugir
para mais a neve é pura.

Primavera, Verão, Outono, Inverno...
Aqui não temos o anano;
mas o grande, forte, eterno
das quatro estações do ano.

Poema de José Trigo, do livro "- Homem, quem és..., que és...?", Edições Tribuna, 2006.

José Carlos Costa Trigo nasceu em 12 de Fevereiro de 1961, em Leça do Balio, concelho de Matosinhos, filho de Mário da Silva Trigo e de Àida dos Remédios Costa. Actualmente vive em Vila Flor. É autor de vários livros em poesia, prosa onde também publica os seus desenhos.

31 julho 2009

No olhar


No olhar
noto chamas de esperança
com espaço ilimitado.
No céu
vejo algo a desfazer-se
com pedaços de alvura.
Pelos campos
sinto ar agitado
a vaguear com loucura.
E na vida
quanto destroçar
em ferida
a razão do verbo amar.

Poema de José Trigo, do livro "- Homem, quem és..., que és...?", Edições Tribuna, 2006.