Mostrar mensagens com a etiqueta Notícias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Notícias. Mostrar todas as mensagens

23 maio 2014

Vila Flor - Caminhada Solidária


Dia 8 de junho, às 19h30 horas, participe na Caminhada Solidária.
A inscrição reverte na totalidade para a Liga Portuguesa Contra o Cancro - Núcleo Regional do Norte.
Inscrição: 5€, no Centro Cultural de Vila Flor
Oferta de Mochila, T-Shirt e Água.

22 agosto 2013

TerraFlor 2013

Começa hoje a Feira de Produtos e Sabores, TerraFlor, na sua X edição. Este evento, que tem passado por diversas transformações, entre as quais a mudança no calendário anual e o local do evento, não deixa de ser a maior oportunidade do concelho mostrar o seu melhor, com destaque para os produtos agrícolas, o artesanato e o folclore.
O azeite é o produto rei, aparece em grande no cartaz, embora não se verifique nenhuma atividade que lhe seja especialmente dedicada.
A feira aparece, tal como em 2011, em simultâneo com as Festas em Honras de S. Bartolomeu, padroeiro de Vila Flor e o feriado municipal, que é 24 de Agosto. Desta forma a animação serve dois princípios, chama gente para a feira e anima as pessoas da festa, sendo desnecessária a destrinça onde começa uma e ou acaba a outra.
Como novidade desta edição surge a recriação histórica de uma feira medieval quinhentista. As expetativas são muitas e como acontece numa altura em que ainda há muita gente no concelho, pode ser que seja uma atividade muito participada e apreciada.
Já habitual é o dia dedicado ao Mundo Rural, dia 25 de agosto. Não percebo a numeração dos concursos de ovelha churra e de cabra serrana, que já iam na XXI edição (o de cabra serrana) e VII edição (o de ovelha churra) e voltam ambos à VII. O Cão de Gado Transmontano também vai estar presente, não em concursos, como era habitual, mas numa mostra/leilão.
A animação musical está em partes iguais atribuída a grupos locais e a outros não locais. Merece destaque no dia 23, hoje, a apresentação de vários grupos tradicionais. Hoje é o dia do folclore (pelo menos no Brasil). O grande nome está prometido para o dia 23 e é ele GNR (Grupo Novo Rock), que não precisa de apresentações. É uma boa oportunidade para as bandas locais chegarem a mais pessoas, são elas Our Stone, Os Troika e Autarkia
Completam o evento um seminário e um colóquio, que espero sejam participados e uma atividade desportiva, cicloturismo.
No que toca à festa de S. Bartolomeu, e uma vez que muito do programa é comum, destaca-se a Eucaristia e a majestosa procissão pelas artérias da vila. Será, sem dúvida um dos momentos altos do fim de semana em Vila Flor.

14 agosto 2013

Capela de Nossa Senhora da Esperança - Benlhevai

Visitei pela primeira vez a capela de Nossa Senhora da Esperança em Setembro de 2007. Na altura achei que esta merecia melhor destino do que aquele a que estava votada. A minha descrição da visita dizia:
"Com cuidado entrei no interior completamente invadido de mato. Algumas árvores mais possantes, como carvalhos, vão engrossando as raízes, pondo em risco o pouco que resta. As paredes, que resistiram impávidas à passagem do tempo, ficam fragilizadas porque a água das chuvas lhe penetra nas entranhas, arrastando-lhe o barro."
 Os documentos oficiais descrevem-na assim:
"Planta composta por nave única retangular e capela-mor também retangular. Não apresenta cobertura, mas esta seria de duas águas, conforme empena no frontispício. O aparelho, que o mau estado do reboco descobre, é em alvenaria de xisto com silhares graníticos nos cunhais, cornijas e vãos. Fachada principal orientada, portal em arco pleno de nove aduelas largas sendo a chave mais delgada. Impostas salientes e, sob a do lado S., cruz de malta em baixo relevo. Alçado N. cego e os virados a E. e S. possuem uma pequena fresta de voamento na capela-mor. Interior sem pavimentos e rebocos. O arco correspondente ao portal é, pelo interior, abatido, apresentando nos saimeis cavidade para o girar dos gonzos. O arco triunfal é pleno com 13 aduelas argamassadas e impostas salientes."
Da sua origem pouco se sabe. Não data escrita em nenhum lugar e apenas pelos elementos arquitetónicos é possível fazer uma possível datação. Também o seu elemento mais interessante, a cruz da Ordem de Malta gravada do lado direito da porta pode dar uma ajuda, ainda que vaga. A ordem de malta esteve na península Ibérica do Séc. XIV ao Séc XIX. Os técnicos dos Monumentos Nacionais indicam os finais do Séc. XV como altura provável da sua construção.
A sua situação é muito boa erigida numa pequena elevação com excelente vista para a aldeia e para o vale da Vilariça. Interessante será pensar como e onde seria o povoado no Séc. XV. Em redor da capela é possível encontrar restos de cerâmica e foram também encontrados dois machados de pedra polida, que apontam para a ocupação da zona em épocas muito anteriores às da construção da capela.
Em andanças que fiz por Benlhevai encontrei pessoas que casaram na capela e que dela têm ainda uma boa lembrança*. Toda a população da aldeia está convencida que a capela foi a primeira igreja matriz. Ela é alguns séculos anterior à atual igreja e é bem possível que fosse a única, quando a aldeia se formou e que em determinadas épocas tenha substituído a atual igreja matriz, em obras ou com falta de condições. Ao longo dos séculos tudo dá muitas voltas. De qualquer forma o termo - matriz - significa que havia outras igrejas, capelas, dependentes dela o que me parece ser pouco provável.
Mas vamos ao que interessa. A bonita capela foi recuperada. A Junta de Freguesia há muito tempo que ansiava por recuperar este património da freguesia e, com o apoio da autarquia, as obras na capela terminaram já algum tempo. Recentemente foi arranjado o espaço em frente à capela e está quase concluído a baixada que vai levar luz elétrica ao local. O terreno em redor é particular o que não permite fazer um melhor arranjo envolvente.
No dia 11 de agosto foi feita a inauguração da capela, com colocação da imagem de Nossa Senhora da Esperança.
A cerimónia iniciou-se com a celebração da Eucaristia na igreja matriz, seguida de procissão, bênção da capela e colocação da imagem no altar.
Na iconografia de Nossa Senhora da Esperança está sempre presente o Menino Jesus (esperança também é sinónimo da parto) e muitas vezes uma pomba (Espírito Santo). Outra interpretação é a esperança que Jesus representa para a humanidade. O Menino alimenta a pomba (humanidade) com bagos de uva que Nossa Senhora Segura na mão esquerda.
Um grupo de crianças e jovens vestidos a preceito participaram na eucaristia, acompanharam o andor de nossa, senhora e no final da inauguração distribuíram à assembleia bagos de uvas, como simbologia da colheita dos frutos, mas também de dons espirituais.
A cerimónia foi presidida pelo Sr. P. Leite e contou com a participação da esmagadora maioria da população da aldeia, todos muito satisfeitos por verem concretizada uma vontade de algumas décadas.
Ficou saber se será instituída uma festa anual em hora de Nossa Senhora da Esperança. Ouvi de algumas pessoas essa vontade, mas vamos esperar para o verão de 2014 para vermos como as coisas evoluíram.
Foi um momento bonito o que se viveu em Benlhevai.

*Devo ter interpretado mal. Segundo informações mais recentes, foi a Capela de Nossa Senhora do Carrasco que substituiu a igreja Matriz durante algum tempo.

05 junho 2013

Caminhada Solidária


No sentido de angariar fundos destinados a serem aplicados pela Liga Portuguesa contra o Cancro em diversos programas de acção, educação para a saúde, diagnóstico, apoio ao doente oncológico e investigação científica em oncologia, irá realizar-se, em Vila Flor, dia 23 de Junho, pelas 16.30 horas, em Vila Flor, uma Caminhada Solidária.
Tem a extensão aproximada de 7 km.
A inscrição custa 3€ e dá direito a uma t-shirt comemorativa.
As receitas revertem na íntegra para a Liga Portuguesa contra o Cancro.
Participe!

18 julho 2012

Vila Flor, concelho - no Facebook

O Blogue À Descoberta de Vila Flor tem estado menos dinâmico devido a um conjunto de fatores. Por um lado há um conjunto de iniciativas dos concelhos vizinhos, que chamam a atenção e não se pode estar em dois lados ao mesmo tempo. As atividades em que participo podem ser acompanhadas no endereço TrasOsMontes.net, em formato blogue. Por outro lado, não totalmente convicto, mas não ficando alheio ao fenómeno, passei parte da minha atividade online para o Facebook. Assim nasceu a página VILA FLOR, CONCELHO.
Depois de algum tempo de reconhecimento e adaptação à plataforma, optei pela criação de uma Página, (também) porque já existiam alguns Grupos, muitos especificamente dedicados a aldeias do concelho.
A Página Vila Flor, concelho é mais um espaço de divulgação do concelho, aberto à participação, mas com algum rigor e qualidade (atributos pouco frequentes no Face).
Para aderirem e acompanharem a Página, basta entrarem nela e clicarem em GOSTO. A partir daí poderão acompanhar a Página e participar nela. Apenas serão aceites fotografias, cartazes, notícias, etc. que, de alguma forma, promovam a divulgação do concelho. Pensamentos, cartoons, etc. serão removidos.

Poderão acompanhar Vila Flor e outros concelhos vizinhos na Página do Facebook TrásOsMontes.net (https://www.facebook.com/TrasOsMontes.net).
A minha página pessoal poderá não apresentar a minha verdadeira identificação, isto porque insisto em manter alguma separação entre o que é o meu gosto por explorar e conhecer novas paragens e a minha vida pessoal e profissional.
Apesar disso, aceito "amigos", desde que haja decência e respeito. O nome que utilizo é Trasmontano, À Descoberta, (https://www.facebook.com/transmontanonet) e aí podem ver algumas fotografias que ainda não foram publicadas no blogue, ou nem serão. O Facebook tem realmente esta vantagem, é muito fácil publicar coisas (também tem muitas desvantagens).
Não pretendo descurar o Blogue em função do Facebook. Pretendo apenas a divulgação do concelho e, se for possível, que algumas pessoas que por lá navegam visitem o Blogue À Descoberta de Vila Flor e se desloquem ao concelho.
Visite, adira, participe.

29 março 2012

VI Rota da Liberdade

Passeio de Natal, 2011
O Clube de Ciclismo de Vila Flor vai realizar no dia 15 de Abril a VI Rota da Liberdade, prova de BTT que trás a Vila Flor, muitos praticantes da modalidade e os seus amigos e familiares que os acompanham.
Desde início que este blogue esteve ligado às duas rodas, não na vertente competição, mas porque a bicicleta é proporciona uma forma diferente de conhecer o concelho.
Nas provas de BTT aparecem pessoas muito diferentes. Grupos de amigos que integram clubes e que se deslocam e participam, pelo prazer de conviver e conhecer; praticantes sérios da modalidade, que lutam pelos segundos e pouco se importam pela paisagem; amantes das duas rodas que curtem a tecnologia, as marcas, os acessórios; pessoas de meia idade que usam o BTT como prática física para manter a saúde, apreciadores do convívio e da natureza e da comida, etc. Não sei bem em qual me incluir, mas, a verdade é que é muito bom andar de bicicleta, vencer os obstáculos, sentir o vento na cara e percorrer os caminhos mais impensáveis, nos cantos mais remotos.
Em todas as edições o traçado das diferentes provas variou, percorrendo grande parte do concelho. A Maratona com uma extensão entre os 60 e os 70 km é normalmente a mais atrativa, em termos de paisagem e de grau de dificuldade, mas, não é para todos, uma vez que exige bastante.
Além da possibilidade de fazer uma prova mais longa ou mais curta (meia-maratona) há, por norma, um passeio pedestre para os acompanhantes dos atletas, que não sejam adeptos das duas rodas.
O traçado ainda não é conhecido, mas vai valer a pena.


Blogue do Clube de Ciclismo de Vila Flor
Blogue da Rota da Liberdade

27 fevereiro 2012

João Baptista de Sá

João Baptista de Sá, nasceu em Vila Flor, a 7 de Novembro de 1928, filho de D.ª Maria Vicentina de Sá Correia, natural de Vila Flor, e de João Baptista Lopes Monteiro, natural de Carrazeda de Ansiães.
Partiu da sua terra natal, levando-a no coração, a 18 de Novembro de 1950, rumo à Capital, onde foi desempenhar funções no Ministério da Saúde e Assistência, chegando ao cargo de Chefe de Divisão no Hospital Miguel Bombarda. O seu desempenho foi objecto de louvor "pela competência, zelo e dedicação demonstradas no exercício das suas funções" (Diário do Governo, II série, de 28.6.1986).
Em Julho de 1963 licenciou.se em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa, dedicando-se ao ensino durante vários anos. Desde cedo abraçou a escrita, colaborando em diversas revistas e jornais diários de Lisboa e Porto, assim como em periódicos Regionais, onde marcou presença com a poesia e os contos, vindo posteriormente a publicar alguns trabalhos em livro. Cultivou o teatro, tendo uma boa parte sido objecto de adaptação radiofónica.
Como orador de alto nível, proferiu palestras em diversos actos de natureza cultural, salientando a realizada em 8 de Maio de 1955, por ocasião da homenagem prestada à grande Poetisa Florbela Espanca, intitulada "Evocação"; em 19 de Maio de 1957, "O Tejo na Poesia Portuguesa"; em 5 de Outubro de 1958, "O Poeta que Encontrou a Estrada de Damasco", sobre Bocage; em 1 de Fevereiro de 1972, foi orador nas "Conversas sobre Arte", com o tema "Dos Séculos XV e XVI, ao Barroco e ao Rococó"; em 30 de Abril de 1984, em homenagem ao Dr. Cabral Adão e a 12 Agosto de 1994, aquando da apresentação do livro "O Passado e o Presente" da autoria do Dr. Artur Guilherme Trigo Vaz.
Tomou parte, com os seus escritos, em vários certames literários pelo que recebeu prémios e menções honrosas como, por exemplo:
- 1°. Prémio em Soneto nos II Jogos Florais da Costa do Sol - 196l
- 1°, Prémio em Poesia Lírica nos Jogos Florais Transmontanos - 1962, do Clube de Vila Real, com o poema "Louvor à Terra e à Gente Transmontana".
- Prémio de Revelação Prosa, em 1973, na colectânea de contos "Concerto para a Vida e Esperança" atribuído pela Secretaria de Estado da Informação e Turismo.
Entre as diversas obras teatrais merece especial relevo, porque é um presente à terra que o viu nascer, a peça em 3 actos, um quadro e um epílogo "A Alma de Vila Frol".
Nos seus livros está em permanência a sua Vila Flor. Em 1996, publica "Flores para Vila Flor". No prefácio, Joaquim Cerqueira Gonçalves, afirma que "os poemas de João de Sá são uma incomparável incursão pela memória cultural de Vila Flor"; em 1997 um maravilhoso livro de contos, "Um caminho entre as oliveiras" é oferecido a todos os que amam o seu torrão natal; em 2003 vem a lume "Mãe - D'Água - Ficção e Memórias" uma viagem à Vila Flor dos anos 40; em 2006 "Assalto a Uma Cidade Feliz" assinala "a urgência de um regresso ao seu burgo nordestino, através de reminiscências da infância e juventude do autor".
Num permanente abraço à cultura foi, curiosamente, o primeiro visitante do Museu de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian.
Actualmente, João de Sá vive em Lisboa, continuando a escrever, quinzenalmente, as "Memórias de Vila Flor", no jornal regional "Terra Quente".

Transcrito da Agenda Cultural  de Vila Flor (Jan., Fev., Mar.e Abr. de 2008)
João de Sá, aquando da representação da sua peça "A Alma de Vila Frol", pelo Grupo de Teatro Amador de Valtorno/Alagoa

Nota: João Baptista de Sá morreu no dia 23 de Fevereiro de 2012, em Lisboa.

25 fevereiro 2012

Morreu o Dr João de Sá


XLIX
Andei perdido por caminhos ínvios,
procurando a palavra justa de espuma
para aplacar o ímpeto das torrentes.
Agora, aqui, meu débil discurso engrandece-se
amedrontado de tanta transparência,
próximo da divina perfeição emergindo
do luzente mar do fim dos nossos corpos.
Já não volto a perder-me, nem tu,
seguramente o sei, ninguém se
estrangula numa laranjeira,
ao romper do dia.
Em nenhum tempo regressaremos
animais a merecerem distinções e penas
em artificiosos firmamentos.
Nossos nomes irão deflagrar até se dissiparem
em incisões de névoa.
Ficaremos idênticos ao que éramos
antes de transpormos o pórtico da vida.

Poemas de Dr. João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: João de Sá (30-11-2008)

17 dezembro 2011

Linha do Tua é a morte anunciada dos Transmontanos

São poucas as coisas de que os transmontanos se podem orgulhar, além do bom vinho, do fumeiro, e do azeite reconhecido mundialmente, temos o rio Tua e a linha que acompanha o seu serpenteio. Estamos a falar do último rio selvagem em Portugal, à beira da extinção logo a seguir à morte anunciada e executada no Rio Sabor.
Deveria ser criada uma linha turística de excelência, com viagens do Porto (São Bento) ao Tua e do Tua a Mirandela. De certeza que esses turistas iriam ficar maravilhados e regalados com o encanto do vale do Douro (ainda Património da Humanidade) e com o vale do Tua com a sua beleza natural. Davam lucros ao comércio tradicional, hotéis, restaurantes, industria, vendiam-se o bom vinho, o queijo, o fumeiro, as azeitonas, alcaparras, artesanato e o ouro da região, o Azeite.
Se querem revitalizar a economia local daquela terra é com este tipo de projectos que o devem fazer. A Pasta do Turismo deveria projectar esta região para o estrangeiro como fazem com a imagem de marca "Allgarve".
Qual é o custo benefício do projecto da barragem do rio Tua? O custo é, sem dúvida, a morte dos transmontanos e da região, esse é muito alto... mais alto de que qualquer estudo encomendado que demonstre que a barragem trás benefícios para esse povo! Não há estudos que vão contra a raça do transmontano, a linha pertence-lhes pois trata-se de um legado deixado pelos seus antepassados! E o governante que acabar por destruir o rio e a linha do Tua, também vai ser o mesmo responsável por retirar o estatuto de património da humanidade do vale do douro vinhateiro.

Fonte do texto: João Luís Sousa
Publicado em 2011-12-15 no JN
Fotografia: A Linha do Tua, Vilarinho das Azenhas.

14 agosto 2011

"A Romaria do Cabeço"

No dia 13 de Agosto, pelas 21 horas, no Centro de Visitantes do Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas foi apresentado ao público o livro da autoria, do Padre Joaquim da Assunção Leite, A Romaria do Cabeço, editado pela Câmara Municipal.

Trata-se de um livro que junta a história com alguma ficção, mas que ilustra o que foram as romarias ao cabeço do santuários mas décadas de cinquenta, sessenta e setenta, do século passado. Começa por fazer uma abordagem da história do cabeço onde está erigido o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, ilustrando depois os ambientes que se viviam no percurso para a romaria, no decorrer desta, e no regresso a casa. A linguagem utilizada é a da época, com expressões muito características já muito pouco usadas e quase nunca escritas. Mais para o final do livro são abordados alguns temas teológicos.
Usaram da palavra o Dr. Pimentel, Presidente da Câmara, o Prof. Abílio Evaristo, Presidente da Junta de Freguesia de Vilas Boas, o Pe. Jorge Delfim, reitor do Santuário, Pe Maia e o autor, Pe Leite. Nas várias intervenções foi realçado o testemunho de vida do Sr. Padre Leite e a importância do livro A Romaria do Cabeço para a história do Santuário.

O Sr. Padre Leite referiu-se ao seu livro como se de "um filho" se tratasse; das dificuldades encontradas e dos desânimos, mas também das colaborações e dos apoios: a Desteque vai suportar a edição da obra.
Ofereceu três exemplares, simbolicamente: uma a Vila Flor, outro à sua terra e à sua gente (de Lodões) e o terceiro ao Santuário. Não foram apresentados mais livros, nem para aquisição, mas estarão disponíveis nos próximos dias, nas festas do Cabeço.
Para terminar a cerimónia, o Grupo Coral de Vilas Boas em conjunto com o Grupo Coral da Igreja Matriz de Vila Flor, interpretaram algumas das quadras que os romeiros entoavam.

Ó senhora d’ Assenção,
Qu’estais lá no Cabecinho,
Botai a bossa benção
A quem bai cá no caminho.

Ó Senhora d’Assenção,
Mandai barrer as areias.
Já lá rompi os sapatos
Num quero romper as meias.

Ó Senhora d’Assenção,
O Vosso Cabeço cai…
Mandai-o alevantar
Com a gente que aqui vai

O Centro de Visitantes esteve cheio, com mais de meia centena de pessoas, e em todo o Santuário a animação já era muita.

12 agosto 2011

Lançamento do livro - A Romaria do Cabeço

Lançamento do livro, A Romaria do Cabeço, da autoria do Pe. Joaquim da Assunção Leite, no dia 13 de Agosto às 21 horas,  no Santuário de Nossa Senhora da Assunção.

A Senhora da Assunção e o seu Cabeço fazem parte da herança cultural e espiritual que, dos meus, recebi, sobretudo da minha mãe. Ela, por sua vez, já a recebeu do seu pai que descera do planalto da Terra Fria para ir casar à Terra Quente da Vilariça. Vizinho da Senhora da Assunção, levou consigo as orações, as cantigas, os milagres, as lendas e as tradições do Cabeço, mil vezes contadas nas longas noites de Inverno. Foi certamente por tudo isso que, no baptismo, os meus pais me deram o nome de Joaquim da Assunção. Não tardou muito que a minha mãe tratasse a Senhora por sua comadre e eu, naturalmente, por minha madrinha.
Aos cinco anos, fui pela primeira vez ao Cabeço, à festa de Maio que é a Solenidade da Ascensão do Senhor. Pelo caminho, dizia a minha mãe a uma prima que esta festa é tão grande que nem os passarinhos mexem com os ovos!
Esse foi o dia mais lindo da minha infância!
...

Voltei, mais tarde, ao Cabeço, à Festa Grande de Agosto. À de Setembro, que é a festa da Santa Eufémia, nunca fui. Nessa festa, leiloavam-se as joias, tranças, cereal e outras promessas que os romeiros e peregrinos ofereciam nas três festas do ano de Maio a Setembro.

Excerto do livro a ser lançado no dia 13 de Agosto

10 agosto 2011

Dois carros dos bombeiros destruídos pelas chamas em Vila Flor



Três incêndios no distrito de Bragança consumiram ontem grandes extensões de mato, floresta e pomares. A situação mais grave ocorreu em Vila Flor, onde duas viaturas dos bombeiros foram destruídas pelas chamas, que também se aproximaram de duas aldeias.

Fonte: SIC Notícias

01 agosto 2011

Exposição de Fotografias

Venho convidá-los para o Festival de Artes de Pombal de Ansiães, que vai decorrer em Pombal de Ansiães, concelho de Carrazeda de Ansiães, de 4 a 9 de Agosto de 2011.
Entre um vasto conjunto de manifestações culturais, tenho o prazer de poder partilhar algumas fotografias e histórias de vida a que chamei Profissões Antigas.
Trata-se de uma homenagem a um conjunto de homens e mulheres que, desde tenra idade, exerceram (ou ainda exercem) profissões que aos pouco caíram em desuso. Apesar dos trabalhos árduos que tiveram, sentem orgulho no rumo que tomaram e falam das suas profissões com vaidade.
Para ver  a partir do dia 4 de Agosto na sede da Associação Recreativa e Cultural de Pombal de Ansiães.

Programa do Festival de Artes de Pombal de Ansiães, 2011

18 junho 2011

Agenda Cultural - 19 de Junho 2011

Amanhã realiza-se mais uma Feira de Gastronomia Artesanato e Produtos da Terra, em Freixiel. A Agenda Cultural do Município indica que é a IV edição, mas a mim parece-me que é a V. Numeração à parte esta feira é uma boa opção para a passagem da tarde de domingo de forma agradável. O artesanato, os produtos da terra, entre eles o pão e o vinho, que são muito bons em Freixiel e depois a animação, com música, folclore quase obrigatório, são as vertentes que preenchem o dia a dão animação à aldeia que já foi sede de concelho.
Actuação do Rancho Folclórico de Freixiel na III Feira de Gastronomia, Artesanato e Produtos Regionais, no dia 28 de Junho de 2009.




Também amanhã, vai realizar-se a festa religiosa da Santíssima Trindade, na Trindade. Não será, com certeza, uma grande festa, uma vez que se trata de uma das mais pequenas aldeia do concelho. Além dos actos religiosos, Eucaristia e procissão com os andores da Santíssima Trindade e do Sagrado Coração de Jesus, este pode ser um bom dia para visitar e conhecer a bonita igreja matriz da Trindade, românica, uma das mais interessantes construções religiosas do concelho.

Esta manhã estive na Trindade. O largo da igreja, centro da aldeia, já estava engalanado para a festa.

27 março 2011

I Milha Vila Flor

No dia 13 de Março realizou em Vila Flor a prova desportiva,  “I Milha Vila Flor - Marcelo de Azevedo”.
Esta prova foi organizada pela Câmara Municipal de Vila Flor com o Patrocínio do Sr. Manuel de Azevedo, Águas Frise e a colaboração da Associação de Atletismo de Bragança e Clube Desportivo de Vila Flor e integrou-se no programa concelhio das Amendoeiras em Flor 2011, que decorreu de 26 de Fevereiro a 13 de Março.
Esta realização trouxe a Vila Flor bastantes atletas, alguns a título individual, outros integrados em clubes regionais e noutros de renome nacional.
A prova decorreu na Avenida Marechal Carmona, a principal da vila, com partidas e chegadas em frente à Câmara Municipal.
Apesar do estado do tempo muito inconstante, participaram mais de duas centenas de atletas com uma boa participação de atletas locais com grande ênfase para os escalões mais baixos.
Para além de medalhas e medalhões para os primeiros classificados, foram também atribuídos prémios pecuniários, sendo o de valor mais elevado 300€. Foram também atribuídos prémios aos atletas melhores classificados oriundos do concelho.
Foi a primeira vez que se realizou esta prova, mas está praticamente assegurada a sua repetição nos próximos anos.

25 março 2011

19 março 2011

Abraço ao Tua


Abraço ao Tua – Dia 27 de Março pelas 15h – na Foz do Tua

Na Foz do Tua, os cidadãos pela defesa da Linha e Vale do Tua querem mostrar que Há Vida no Tua e apelámos a todos a participar no Abraço de Solidariedade com as pessoas que vivem na Região de Trás-os-Montes e Alto Douro e que dependem deste Bem Comum.

Programa:
(saídas do Porto e de Lisboa)
Programa
7h25 Saída de Estação Campanhã/Porto
10H00 Encontro na estação do Tua
10h30 Início da caminhada pela Linha do Tua: Castanheiro até Foz Tua*
14h00 Almoço/Piquenique (trazer farnel)
15h00 ABRAÇO ao TUA
16h00 Convívio e outras actividades

* Transporte de autocarro até Castanheiro (5€) + Seguro (1€); percurso de média dificuldade (sobre travessas dos carris) – trazer botas, água, reforço alimentar e roupa adequada às condições metereológicas.

Com o avanço das políticas que levam à ruína uma Linha Ferroviária que é parte do Património Vivo desta região a única forma de preservar o coração do Vale do Tua é dar os braços e impedir a sua destruição e garantir a prosperidade de todas as pessoas que subsistem desta enorme grandeza natural e cultural. Com este ABRAÇO ao TUA queremos expressar a profunda admiração que nutrimos pela beleza natural do rio e a harmonia que a Linha do Tua serpenteou ao longo de uma paisagem cheia de cor e vida.
A Linha do Tua tem uma importância fundamental para o desenvolvimento sustentável e para a qualidade de vida das pessoas desta região e é um meio de grande interesse para a exploração do Turismo na Região de Trás-os-Montes e Alto Douro. O corte da linha amputa um importante eixo de mobilidade inutilizando os 133km de linha férrea que liga Bragança e Mirandela à Linha do Douro e impede a ligação à Régua e Porto. Esta barragem acaba também com a possibilidade de modernização da Linha do Tua desde Bragança até Puebla de Sanábria, um troço de 40km que ligaria toda esta região às redes ferroviárias convencionais de Espanha e também à Rede Internacional de Alta Velocidade.
Todo o Vale do Tua é um potencial de desenvolvimento que se deve defender e uma boa gestão dos recursos passa por modernizar a Linha do Tua para assegurar um transporte seguro, económico e ecológico que não dependa de combustíveis fósseis.
É tempo de aproveitar aquilo que Portugal tem de bom! Todos perdemos com a construção da barragem!
Juntem-se neste Abraço ao Tua. Pelo Vale, pela Linha, pelo Tua!
** A organizar por associações culturais locais
Ergue a tua Voz
À Luz da Lua!
Junta-te a Nós,
A Linha é Tua!
O comboio vai passar
Traz nele uma criança
Está feliz vem a cantar
Muito perto de Bragança!
Mais informações:
Nuno Pereira – 962621945
Email: abracoTUA@gmail.com
A Linha e Vale do Tua conta com todos.
O Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua
Contacto: Armando Azevedo ou Graciela Nunes – gracielanunes@sapo.pt
TM: 965 622 858
A Associação dos Amigos do Vale do Rio Tua
Campo Aberto
Contacto: Daniel Carvalho – danielpc@fastmail.fm
TM: 965402834
http://www.campoaberto.pt/
GAIA
Contacto: André Studer – andre.studer@gmail.com
TM: 965698370
http://www.gaia.org.pt/
COAGRET
Contacto: António Lourenço – ajm_lourenco@hotmail.com
http://www.coagret.com/
Quercus
Contacto: Melissa Shin – melissa.shinn@gmail.com
http://www.quercus.pt/

21 fevereiro 2011

Pedro Barroso, em Vila Flor

No próximo dia 26 de Fevereiro vamos ter oportunidade de vermos e ouvirmos Pedro Barroso, no Centro Cultural, em Vila Flor.
É uma oportunidade única de ouvirmos, na minha opinião, uma lenda viva da canção portuguesa. Na sua discografia fascina-me a importância das palavras e a simplicidade com que são ditas. A suas músicas são simples mas com uma melodia onde a voz, os instrumentos e as pausas se combinam na fórmula mágica da beleza. Infelizmente já não há muita gente a fazer música como o Pedro Barroso.
Eis um dos seus maiores sucessos:
Encontramo-nos no Centro Cultural, no dia 26 de Fevereiro.