Valbom é uma aldeia anexa à freguesia de Trindade que faz fronteira já com Vilares da Vilariça já de Alfândega da Fé, tendo a barragem de permeio.Fonte do texto: Virgílio Tavares, Conheça a Nossa Terra -Vila Flor, Editora Cidade Berço, 2001.
Fica à direita da via que vem da Ponte do Sabor e segue para Macedo, perto da Ribeira da Vilariça.
Não sendo uma povoação muito grande, torna se aconchegada com o casario à volta da Capela de S. Gregório, numa leve encosta sobre o vale.
Valbom tem duas tabernas, um negociante e dois pastores com outros tantos rebanhos de ovelhas. Têm ainda um forno de cozer o pão. Moinhos havia dois, mas a construção da Barragem de Vilares da Vilariça fê los desaparecer.
O local mais frequentado pelos seus habitantes é o Largo da Cruz, ou então junto à Taberna.
Em Valbom existe uma Fraga que chamam dos Namorados e que tem várias letras e sinais cruciformes. Nos Arrodeios aparecem sepulturas antigas. E na povoação pode se visitar também o Solar, antiga Casa Paroquial dos vigários que residiam naquela aldeia, bem como a Fonte da Almoinha (que é medieval e tem arcada).
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01 fevereiro 2012
Fonte da Almoinha (Valbom)
09 dezembro 2011
Freguesia Mistério n.º53
Durante o mês de Outubro este a votos a Freguesia Mistério n.º 52. Procurei um imagem simples de identificar, com uma aldeia quase completa, mas a participação não foi a esperada. Foram 8 os palpites aceites e, desta vez, a tendência inclinou-se para a resposta certa. Quando coloquei a fotografia online formulei a pergunta de uma forma, mais tarde, reformulei-a, porque me apercebi que não permitia uma resposta direta.
Os palpites ficaram distribuídos desta forma:
Roios (1) 13%
Seixos de Manhoses (1) 13%
Trindade (5) 63%
Valtorno (1) 13%
A resposta certa era Trindade. A fotografia mostra uma vista parcial da aldeia de Macedinho, pertencente à freguesia da Trindade. Como Macedinho não é freguesia, não fazia parte das possibilidades de resposta. Havia esta dificuldade extra, que era a de saber que Macedinho pertence à freguesia da Trindade, mas já havia no blogue várias fotografias muito parecidas. Do local de onde foi tirada a fotografia têm-se uma excelente visão, quer para a aldeia, quer em direção ao concelho de Mirandela. Só é acessível a pé ou num veículo todo-o-terreno.
Para o mês seguinte escolhi a fotografia de uma imagem do Sagrado Coração de Jesus. É uma estátua, com uma dimensão bastante considerável, junto de uma estrada com bastante movimento. Resta saber se as pessoas estão atentas ao que as rodeia, quando passam na estrada.
Os palpites ficaram distribuídos desta forma:
Roios (1) 13%
Seixos de Manhoses (1) 13%
Trindade (5) 63%
Valtorno (1) 13%
A resposta certa era Trindade. A fotografia mostra uma vista parcial da aldeia de Macedinho, pertencente à freguesia da Trindade. Como Macedinho não é freguesia, não fazia parte das possibilidades de resposta. Havia esta dificuldade extra, que era a de saber que Macedinho pertence à freguesia da Trindade, mas já havia no blogue várias fotografias muito parecidas. Do local de onde foi tirada a fotografia têm-se uma excelente visão, quer para a aldeia, quer em direção ao concelho de Mirandela. Só é acessível a pé ou num veículo todo-o-terreno.Para o mês seguinte escolhi a fotografia de uma imagem do Sagrado Coração de Jesus. É uma estátua, com uma dimensão bastante considerável, junto de uma estrada com bastante movimento. Resta saber se as pessoas estão atentas ao que as rodeia, quando passam na estrada.
15 julho 2011
Peregrinações – Igreja da Santíssima Trindade (Trindade)
Desde que comecei esta série de Peregrinações ainda não repeti um destino, mas a igreja da Santíssima Trindade, na Trindade, merece bem a insistência. Desde 2005 que tento visitá-la, mas em vão. Quando fiz a primeira caminhada à Trindade (9 de Janeiro de 2011) fez tão mau tempo que acabei por não entrar na igreja de tão mal tratado que estava, encharcado e com as botas cheias de lama. Optei por repetir a caminhada, desta vez acompanhado.
De tantas vezes que já passámos em Roios até tivemos direito a provar algumas framboesas e o vinho da adega. Ao início da manhã não cai lá muito bem, mas poderia parecer indelicado recusar. Também não íamos conduzir...
A passagem por Vale Frechoso e Benlhevai foi rápida. Não queríamos ter que desistir a meio do percurso por falta de tempo.
Estávamos a 18 de Junho e o calor já tinha marcas bem evidentes na paisagem. Os caminhos estavam cheios de erva seca que se colava aos cordões das sapatilhas. As flores silvestres já eram poucas, procuradas pelas borboletas no seu eterno corre, corre. Nos ribeiros, com pouca água, havia agriões em flor.
Nas cerejeiras ainda havia alguns frutos maduros, apesar da força da produção já ter passado.
Chegámos ao traçado do IP2 perto da uma da tarde. O tempo já era escasso mas não havia outra solução senão seguir até à aldeia. Acabámos por nos enganar no caminho e fizemos o último quilómetro pela estrada. À distância o estaleiro da empresa que está a fazer a nova estrada já é quase tão grande como o povoado!
Pouco depois estávamos no centro da Trindade, junto à igreja. No dia seguinte seria a festa da Santíssima Trindade, principal festa da aldeia. O largo já estava engalanado e no interior da igreja a imagem da Santíssima Trindade já estava sobre o andor à espera de ser decorado. Não compreendi a imagem, mas depois de ver o estandarte achei que fazia sentido: a imagem representa o Pai, Deus, o criador, nas mãos segura uma cruz, com Cristo crucificado; no topo da cruz está pousada uma pomba, símbolo do Espírito Santo. Tinha imaginado uma imagem como a que fotografei no ano passado em Fonte da Aldeia, no concelho de Miranda do Douro, onde fazem uma interessante festa à Santíssima trindade.
Os altares não são tão ricos como estava à espera. Talvez pelos anos que levei à espera de entrar nesta igreja criei expectativas que não foram satisfeitas. O facto de não ter ricos altares em talha dourada pode advir das várias reconstruções de que foi alvo. Isso não significa que não gostei da igreja.
Na capela-mor destaca-se na tribuna um painel pintado que me pareceu representar a coroação de Maria. Pelo que me disseram é recente e tapa uma parte do altar que está a precisar de restauro. Nas duas paredes laterais há dois nichos. Penso que originalmente eram sepulturas. Estiveram escondidas durante muitos anos. Ao contrário do que vi por aí escrito em vários sítios, pareceu-me que o arco-cruzeiro é românico e não gótico, mas sei muito pouco de arquitectura.
Os dois altares laterais são desiguais no estilo e talvez na época. As imagens são interessantes.
Não deixa de ser curioso o facto desta igreja monumental, uma das mais importantes do concelho, estar numa aldeia com poucas dezenas de habitantes. Podemos pensar que a aldeia é pequena porque as casas foram queimadas no início do século XIX, mas é provável que nunca tenha sido grande. Uma justificação mais plausível pode ser as ligações ao mosteiro de Santa Maria de Bouro funcionando a igreja como ermitério-estalagem, dando apoio aos peregrinos que por aqui passavam para S. Tiago de Compostela.
No frontispício da igreja há uma pedra gravada com o ano de 1619. A igreja original é muito anterior a esta data.
Depois de um último passeio pelo exterior regressámos a casa satisfeitos. Conseguimos fazer os 18 quilómetros do caminho e, sobretudo, visitámos o interior da igreja.
De tantas vezes que já passámos em Roios até tivemos direito a provar algumas framboesas e o vinho da adega. Ao início da manhã não cai lá muito bem, mas poderia parecer indelicado recusar. Também não íamos conduzir...
A passagem por Vale Frechoso e Benlhevai foi rápida. Não queríamos ter que desistir a meio do percurso por falta de tempo.
Estávamos a 18 de Junho e o calor já tinha marcas bem evidentes na paisagem. Os caminhos estavam cheios de erva seca que se colava aos cordões das sapatilhas. As flores silvestres já eram poucas, procuradas pelas borboletas no seu eterno corre, corre. Nos ribeiros, com pouca água, havia agriões em flor.
Nas cerejeiras ainda havia alguns frutos maduros, apesar da força da produção já ter passado.
Chegámos ao traçado do IP2 perto da uma da tarde. O tempo já era escasso mas não havia outra solução senão seguir até à aldeia. Acabámos por nos enganar no caminho e fizemos o último quilómetro pela estrada. À distância o estaleiro da empresa que está a fazer a nova estrada já é quase tão grande como o povoado!
Pouco depois estávamos no centro da Trindade, junto à igreja. No dia seguinte seria a festa da Santíssima Trindade, principal festa da aldeia. O largo já estava engalanado e no interior da igreja a imagem da Santíssima Trindade já estava sobre o andor à espera de ser decorado. Não compreendi a imagem, mas depois de ver o estandarte achei que fazia sentido: a imagem representa o Pai, Deus, o criador, nas mãos segura uma cruz, com Cristo crucificado; no topo da cruz está pousada uma pomba, símbolo do Espírito Santo. Tinha imaginado uma imagem como a que fotografei no ano passado em Fonte da Aldeia, no concelho de Miranda do Douro, onde fazem uma interessante festa à Santíssima trindade.
Os altares não são tão ricos como estava à espera. Talvez pelos anos que levei à espera de entrar nesta igreja criei expectativas que não foram satisfeitas. O facto de não ter ricos altares em talha dourada pode advir das várias reconstruções de que foi alvo. Isso não significa que não gostei da igreja.
Na capela-mor destaca-se na tribuna um painel pintado que me pareceu representar a coroação de Maria. Pelo que me disseram é recente e tapa uma parte do altar que está a precisar de restauro. Nas duas paredes laterais há dois nichos. Penso que originalmente eram sepulturas. Estiveram escondidas durante muitos anos. Ao contrário do que vi por aí escrito em vários sítios, pareceu-me que o arco-cruzeiro é românico e não gótico, mas sei muito pouco de arquitectura.
Os dois altares laterais são desiguais no estilo e talvez na época. As imagens são interessantes.
Não deixa de ser curioso o facto desta igreja monumental, uma das mais importantes do concelho, estar numa aldeia com poucas dezenas de habitantes. Podemos pensar que a aldeia é pequena porque as casas foram queimadas no início do século XIX, mas é provável que nunca tenha sido grande. Uma justificação mais plausível pode ser as ligações ao mosteiro de Santa Maria de Bouro funcionando a igreja como ermitério-estalagem, dando apoio aos peregrinos que por aqui passavam para S. Tiago de Compostela.
No frontispício da igreja há uma pedra gravada com o ano de 1619. A igreja original é muito anterior a esta data.
Depois de um último passeio pelo exterior regressámos a casa satisfeitos. Conseguimos fazer os 18 quilómetros do caminho e, sobretudo, visitámos o interior da igreja.
18 junho 2011
Agenda Cultural - 19 de Junho 2011
Amanhã realiza-se mais uma Feira de Gastronomia Artesanato e Produtos da Terra, em Freixiel. A Agenda Cultural do Município indica que é a IV edição, mas a mim parece-me que é a V. Numeração à parte esta feira é uma boa opção para a passagem da tarde de domingo de forma agradável. O artesanato, os produtos da terra, entre eles o pão e o vinho, que são muito bons em Freixiel e depois a animação, com música, folclore quase obrigatório, são as vertentes que preenchem o dia a dão animação à aldeia que já foi sede de concelho.Também amanhã, vai realizar-se a festa religiosa da Santíssima Trindade, na Trindade. Não será, com certeza, uma grande festa, uma vez que se trata de uma das mais pequenas aldeia do concelho. Além dos actos religiosos, Eucaristia e procissão com os andores da Santíssima Trindade e do Sagrado Coração de Jesus, este pode ser um bom dia para visitar e conhecer a bonita igreja matriz da Trindade, românica, uma das mais interessantes construções religiosas do concelho.
Esta manhã estive na Trindade. O largo da igreja, centro da aldeia, já estava engalanado para a festa.
15 maio 2011
Freguesia Mistério 47
A Freguesia Mistério n.º 46 foi uma das menos participadas de sempre. Não sei de foi pela dificuldade em identificar a freguesia ou se por qualquer outro motivo, mas, um dos objectivos desta brincadeira é que as pessoas se interroguem e procurem saber/conhecer um pouco mais do concelho de Vila Flor.
Os palpites dos 5 participantes ficaram distribuidor da seguinte forma:
Freixiel (1) 20%
Nabo (1) 20%
Sampaio (2) 40%
Santa Comba de Vilariça (1) 20%
Sampaio tem realmente umas alminhas. Ainda não apareceram na Freguesia Mistério porque nunca consegui uma fotografia delas do meu agrado, e já fiz muitas tentativas.
As alminhas que a fotografia mostram são na Trindade. Durante muitos anos anos a passar pelo local, uma vez que as alminhas estão junto à estrada nacional foi com grande espanto que as descobri. acredito que o mesmo se passe com muitas pessoas. Já devem ter passado no local dezenas ou centenas de vezes, mas nunca reparam neste marco religioso que se encontra a poucos metros do portão de entrada para a antiga Escola Primária e do cruzamento com a estrada que vem do vale da Vilariça. A estrutura é muito simples e o painel em azulejo faz-me lembrar as alminhas existentes em Benlhevai, que deve ser a freguesia com mais "alminhas" no concelho.
O desafio seguinte é, quanto a mim, bem mais fácil. É mais um painel de azulejos mas representa uma Nossa Senhora (estamos no mês de Maria) muito venerada no concelho. Talvez o mais fácil seja mesmo identificar a imagem da Senhora, porque depois é fácil saber a aldeia (isto se conhecerem minimamente as festas e romarias do concelho, ou se têm estado atentos a este blogue). O painel está num sítio muito visível e por mim muito visitado.
Os palpites já começaram mas espero que quem ainda não o fez, mostre que conhece o concelho ou arrisque um palpite.
Os palpites dos 5 participantes ficaram distribuidor da seguinte forma:
Freixiel (1) 20%
Nabo (1) 20%
Sampaio (2) 40%
Santa Comba de Vilariça (1) 20%
Sampaio tem realmente umas alminhas. Ainda não apareceram na Freguesia Mistério porque nunca consegui uma fotografia delas do meu agrado, e já fiz muitas tentativas.
As alminhas que a fotografia mostram são na Trindade. Durante muitos anos anos a passar pelo local, uma vez que as alminhas estão junto à estrada nacional foi com grande espanto que as descobri. acredito que o mesmo se passe com muitas pessoas. Já devem ter passado no local dezenas ou centenas de vezes, mas nunca reparam neste marco religioso que se encontra a poucos metros do portão de entrada para a antiga Escola Primária e do cruzamento com a estrada que vem do vale da Vilariça. A estrutura é muito simples e o painel em azulejo faz-me lembrar as alminhas existentes em Benlhevai, que deve ser a freguesia com mais "alminhas" no concelho.
O desafio seguinte é, quanto a mim, bem mais fácil. É mais um painel de azulejos mas representa uma Nossa Senhora (estamos no mês de Maria) muito venerada no concelho. Talvez o mais fácil seja mesmo identificar a imagem da Senhora, porque depois é fácil saber a aldeia (isto se conhecerem minimamente as festas e romarias do concelho, ou se têm estado atentos a este blogue). O painel está num sítio muito visível e por mim muito visitado.
Os palpites já começaram mas espero que quem ainda não o fez, mostre que conhece o concelho ou arrisque um palpite.
Em que freguesia podemos encontrar um painel em azulejo com esta imagem?
09 maio 2011
A caminho da Trindade
Estas são mais algumas imagens que realizei em Janeiro quando realizei uma caminhada de Vila Flor à Trindade. Apesar do mau tempo e das dificuldades que senti, foi uma aventura muito entusiasmante e que me proporcionou alguns momentos fotográficos únicos com o nevoeiro que esteve sempre presente ou mais próximo, ou à distância.
A igreja da Tindade é românica
Rolos de arame retirados de uma vinha, próxima da Trindade.
A igreja da Tindade é românica
Rolos de arame retirados de uma vinha, próxima da Trindade.
17 abril 2011
Peregrinações – Igreja da Santíssima Trindade (Trindade)
A primeira peregrinação de 2011 aconteceu no dia 9 de Janeiro passado. Além de ser a primeira do ano, houve outras características que a tornaram bastante singular.
A escolha pela igreja da Santíssima Trindade deve-se a vários factores: nunca visitei esta igreja; a Trindade é uma das freguesias mais distantes da sede de concelho e ir até lá a pé era um desafio interessante.
Parti um pouco mais cedo do que o habitual, sabia que seria um percurso difícil e todo o tempo seria pouco. Quando Vila Flor acordou já eu seguia Facho acima, cheio de energia. Ao longe estouravam tiros por todos os lados. Era Domingo, dia de caça ao tordo. Embora já me tivesse aventurado noutras caminhadas aos Domingos, esta pareceu-me particularmente perigosa, principalmente quando me aproximava das aldeias. Apanhei enormes sustos em Roios, em Vale Frechoso e em Benlhevai. Em Vale Frechoso, perto do campo de futebol, senti mesmo os chumbos caírem à minha volta o que me levou a prometer não voltar a sair em dia de caça.
O tempo estava chuvoso e havia muito nevoeiro. Por trás da serra, a caminho de Roios, a paisagem estava cheia de manchas de nevoeiro e os caminhos ganhavam contornos únicos.
Apesar de estar seguro do caminho a seguir até Benlhevai, já percorrido numa caminhada no mês de Dezembro, o nevoeiro não me deixava orientar convenientemente. Conheço praticamente todos os montes e marcos geodésicos. Esses pontos mais elevados são referências que sempre me servem de orientação, qualquer que seja o percurso que faça. Com o nevoeiro, não me podia orientar por eles. Por outro lado, o nevoeiro funcionou como elemento chave em quase todas as fotografias que fiz nesta caminhada. Como sempre o equipamento fotográfico que levava era mínimo e, com a chuva, nem esse podia usar à vontade.
Para me proteger da chuva vesti um impermeável que funcionou às mil maravilhas contra a chuva mas provoca imenso calor. O percurso feito está cheio de subidas e descidas. Quanto ao calçado, não havia nada a fazer senão sentir a água e a lama e esperar que os pés aguentassem os maus tratos até ao fim do trajecto. Também tive dificuldade para ultrapassar alguns ribeiros.
Sentia-me quase um militar num cenário de guerra, a que não faltavam os tiros por todo o lado. A situação mais assustadora vivi-a antes e depois de Vale Frechoso. Mesmo na aldeia, não sei como as pessoas aguentam tanta disparo em redor.
Antes de chegar a Benlhevai, no meio do nevoeiro realizei algumas fotografias interessantes nos pinhais ou com sobreiros. A partir desse local a bateria da máquina fotográfica começou a fraquejar e tive de a economizar no resto do percurso.
Em Benlhevai tive que pedir ajuda sobre o caminho a seguir. Entrei demasiado na aldeia, quando a solução era muito simples. Basta contornar pelas traseiras as instalações dos cogumelos e seguir sempre em frente. O caminho, que até nem é mau em condições normais, estava completamente enlameado, mas já pouco me afectava. Segue quase paralelamente à estrada nacional e é um bom recurso para fazer também em BTT. Espero utilizá-lo mais vezes.
A certa altura cruzei-me com o que será o IP2. A passagem superior ainda estava a ser construída e tive que descer ao traçado da estrada para seguir em frente.
Já perto das duas da tarde entrei na aldeia da Trindade. Os restos da fogueira de Natal ainda ocupavam o largo em frente à igreja. Chovia copiosamente e cheguei em tão mau estado que achei melhor não entrar na igreja. Estava a decorrer a Eucaristia dominical que terminou pouco depois.
Estava terrivelmente cansado e encharcado, pelo que me limitei a esperar que me fossem buscar para regressar a Vila Flor de automóvel.
Foi uma caminhada extenuante, quer pela chuva, quer pelo nevoeiro, quer pelo perigos dos caçadores. Gostei do percurso que segui e espero voltar a fazer essa caminhada. São 18 quilómetros só por caminhos, que, apesar de tudo, me proporcionaram momentos e fotografias interessantes.
A escolha pela igreja da Santíssima Trindade deve-se a vários factores: nunca visitei esta igreja; a Trindade é uma das freguesias mais distantes da sede de concelho e ir até lá a pé era um desafio interessante.
Parti um pouco mais cedo do que o habitual, sabia que seria um percurso difícil e todo o tempo seria pouco. Quando Vila Flor acordou já eu seguia Facho acima, cheio de energia. Ao longe estouravam tiros por todos os lados. Era Domingo, dia de caça ao tordo. Embora já me tivesse aventurado noutras caminhadas aos Domingos, esta pareceu-me particularmente perigosa, principalmente quando me aproximava das aldeias. Apanhei enormes sustos em Roios, em Vale Frechoso e em Benlhevai. Em Vale Frechoso, perto do campo de futebol, senti mesmo os chumbos caírem à minha volta o que me levou a prometer não voltar a sair em dia de caça.
O tempo estava chuvoso e havia muito nevoeiro. Por trás da serra, a caminho de Roios, a paisagem estava cheia de manchas de nevoeiro e os caminhos ganhavam contornos únicos.
Apesar de estar seguro do caminho a seguir até Benlhevai, já percorrido numa caminhada no mês de Dezembro, o nevoeiro não me deixava orientar convenientemente. Conheço praticamente todos os montes e marcos geodésicos. Esses pontos mais elevados são referências que sempre me servem de orientação, qualquer que seja o percurso que faça. Com o nevoeiro, não me podia orientar por eles. Por outro lado, o nevoeiro funcionou como elemento chave em quase todas as fotografias que fiz nesta caminhada. Como sempre o equipamento fotográfico que levava era mínimo e, com a chuva, nem esse podia usar à vontade.
Para me proteger da chuva vesti um impermeável que funcionou às mil maravilhas contra a chuva mas provoca imenso calor. O percurso feito está cheio de subidas e descidas. Quanto ao calçado, não havia nada a fazer senão sentir a água e a lama e esperar que os pés aguentassem os maus tratos até ao fim do trajecto. Também tive dificuldade para ultrapassar alguns ribeiros.
Sentia-me quase um militar num cenário de guerra, a que não faltavam os tiros por todo o lado. A situação mais assustadora vivi-a antes e depois de Vale Frechoso. Mesmo na aldeia, não sei como as pessoas aguentam tanta disparo em redor.
Antes de chegar a Benlhevai, no meio do nevoeiro realizei algumas fotografias interessantes nos pinhais ou com sobreiros. A partir desse local a bateria da máquina fotográfica começou a fraquejar e tive de a economizar no resto do percurso.
Em Benlhevai tive que pedir ajuda sobre o caminho a seguir. Entrei demasiado na aldeia, quando a solução era muito simples. Basta contornar pelas traseiras as instalações dos cogumelos e seguir sempre em frente. O caminho, que até nem é mau em condições normais, estava completamente enlameado, mas já pouco me afectava. Segue quase paralelamente à estrada nacional e é um bom recurso para fazer também em BTT. Espero utilizá-lo mais vezes.
A certa altura cruzei-me com o que será o IP2. A passagem superior ainda estava a ser construída e tive que descer ao traçado da estrada para seguir em frente.
Já perto das duas da tarde entrei na aldeia da Trindade. Os restos da fogueira de Natal ainda ocupavam o largo em frente à igreja. Chovia copiosamente e cheguei em tão mau estado que achei melhor não entrar na igreja. Estava a decorrer a Eucaristia dominical que terminou pouco depois.
Estava terrivelmente cansado e encharcado, pelo que me limitei a esperar que me fossem buscar para regressar a Vila Flor de automóvel.
Foi uma caminhada extenuante, quer pela chuva, quer pelo nevoeiro, quer pelo perigos dos caçadores. Gostei do percurso que segui e espero voltar a fazer essa caminhada. São 18 quilómetros só por caminhos, que, apesar de tudo, me proporcionaram momentos e fotografias interessantes.
02 abril 2009
Freguesia Mistério 26
A Freguesia Mistério do mês de Março (25) estava representada por algumas imagens a ilustrando as aparições em Fátima. Quando coloquei esse desafio, já sabia que a resposta não seria fácil, não estava era à espera que não houvesse nem um voto correcto! Conheço representações muito semelhantes a esta em Benlhevai e no Seixo, mas as que estão na fotografia podemos encontra-las na Rua da Estrada, em Valbom. Assim, a resposta certa era freguesia da Trindade. Sei que não há muitos visitantes do Blogue da Trindade, mas de Valbom ainda recentemente alguns emigrantes em França descobriram o seu cantinho português na Internet.O Nabo conquistou mais uma vez o maior número de votos, 7 dos 28.
Assares (1) 4%Benlhevai (2) 7%
Candoso (1) 4%
Freixiel (2) 7%
Lodões (2) 7%
Nabo (7) 25%
Roios (2) 7%
Seixos de Manhoses (2) 7%
Trindade (0) 0%
Vila Flor (5) 18%
Vilas Boas (4) 14%
O desafio para o mês de Abril de 2009 está representado por um portão de ferro forjado ricamente trabalhado. É um portão simbólico, uma vez que não veda o acesso a nada. Está situado num ponto de passagem, afastado de qualquer núcleo habitacional. Penso que já há algumas fotografias dele no Blogue.
Vamos lá dar o palpite durante todo o mês de Abril.
09 dezembro 2008
Freguesia Mistério 22
A Freguesia Mistério 21, em votação online durante o mês de Novembro, chegou ao fim. A pergunta não era fácil, uma vez que a fotografia documenta uma igreja não da sede de uma freguesia mas duma anexa. É possível que muito poucos dos visitantes deste blogue tenham tido um dia a oportunidade de a visitar. Trata-se da capela de Valbom, pertencente à freguesia de Trindade. Esta capela, tal como atesta uma placa afixada no exterior, foi "construída com o esforço do povo de Vale-Bom, inaugurada e benzida a 15 de Maio de 1958". Toda a capela, interior e exterior está impecavelmente cuidada. Outra placa afixada no exterior diz: "Após restauro completo, esta igreja foi inaugurada a 12/03/2006".
Quem ocupa o lado direito do altar é S. Gregório mas há também imagens de S. António, S. José, do Sagrado Coração de Jesus Santa Bárbara, Nossa Senhora de Fátima e, a maior curiosidade, Nossa Senhora do Parto, segurando uma criança, acabada de nascer, num pano branco. Também o Menino Jesus está por perto e há outras imagens que não consegui identificar.Não tenho feito muitas visitas à pequena localidade de Valbom, mas tenho um conjunto de fotografias interessantes que espero mostrar à medida que surja a oportunidade.
Dos 33 participantes na votação, foram 6 (18%) os que deram a resposta correcta. Espero que o desconhecimento desta obra seja também um motivo para a visitar.
A votação ficou assim distribuída:
Benlhevai (2 votos )6%
Candoso (2) 6%
Carvalho de Egas (1) 3%
Lodões (1) 3%
Mourão (1) 3%
Nabo (4) 12%
Samões (1) 3%
Santa Comba de Vilariça (1) 3%
Seixos de Manhoses (2) 6%
Trindade (6) 18%
Vale Frechoso (1) 3%
Vila Flor (5) 15%
Vilarinho das Azenhas (1) 3%
Vilas Boas (5) 15%

O novo desafio já está disponível desde o dia 1 de Dezembro. Trata-se de uma rocha granítica que pesa algumas toneladas. Esta curiosidade criada pela mãe natureza, foi alvo da atenção dos homens, que decidiram transportá-la e colocá-la bem no centro da aldeia, onde todos a podem admirar. Há dezenas de rochas destas, pelos montes (algumas bem curiosas, no Vieiro), mas esta está num jardim.
09 fevereiro 2008
As primeiras flores de amendoeira

O passeio de hoje levou-me a Benlhevai, Trindade, Santa Comba da Vilariça e Lodões. Desejava ver até que ponto as amendoeiras estavam floridas e, dado o entusiasmo que os internautas de Santa Comba têm manifestado, gostava de lhes agradecer, com mais algumas fotografias.
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Decidi seguir sempre pela estrada, se me afastasse corria o risco de não ter tempo para fazer a volta planeada.
A primeira paragem aconteceu junto ao cruzamento de Vale Frechoso. Já várias vezes fotografei a pequena capela que está a poucos metros da estrada, virada para o Cachão. Desta vez entrei pelo caminho e fui até ela. Está completamente abandonada, cheia de lixo e com o telhado a ser destruído pouco a pouco. A espessura das paredes parece indicar que a capela já deve existir há muito tempo, mas deve ter sido recuperada recentemente. É pena, tamanho abandono.
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seguinte aconteceu em Benlhevai. Os três pastorinhos estão de novo juntos (durante bastante tempo só estavam lá dois)! Fotografei umas alminhas que estão mesmo junto à estrada e perguntei a alguns habitantes a forma de chegar à capela de Nossa de Senhora do Carrasco. Segui as orientações mas acabei por ir parar ao centro da aldeia. Depois de perguntar de novo, consegui descobrir o caminho e alcancei a capela. Como seria de esperar, estava fechada e pouco há para ver. Espero voltar, noutra altura.Não voltei à aldeia. Segui em sentido contrário por um caminho ladeado de castanheiros e sobreiros. Este caminho é muito agradável e conduziu-me de novo à estrada nacional, junto à primeira casa da aldeia.
Segui a toda a pressa até à Trindade. Como sempre faço, fui visitar a igreja. Passei algum tempo a tentar fazer alguma fotografia criativa com os arcos das portas. Mesmo voltando muitas vezes ao mesmo local, há sempre formas diferentes de ver as coisas.À saída para Valbom fui surpreendido pelas primeiras amendoeiras em flor. Já tinha visto algumas flores de amendoeira na estrada do Nabo, mas aqui já havia 3 ou 4 amendoeiras completamente floridas.
Não parei em Valbom, a sombra já cobria quase todas as casas. Mais abaixo encontrei mais uma amendoeira florida perto da estrada. Aproveitei para fazer algumas fotografias, mesmo com condições adversas. Eram quase 5 horas e a luminosidade diminuía a cada minuto.
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Em Lodões tenho que ser cuidadoso, os cães são muito maus e quase sempre correm raivosamente atrás de mim. Atravessei a aldeia procurando alguns motivos de interesse. Vi a capela de Nossa Senhora do Rosário e o solar. Ainda arrisquei algumas fotografias, mas as possibilidades eram poucas.
Subi até Roios onde cheguei já de noite. Bebi uma garrafinha de água e parti para Vila Flor.
As fotografias que tirei não me desagradam, mas a qualidade da cor deixa muito a desejar. Por isso vou arriscar a coloca-las a preto e branco.
Quilómetros deste percurso, em BTT: 45
Total de quilómetros em bicicleta: 1755
18 outubro 2007
Na Serra de Bornes

Não sei se pelo caminho já percorrido, se pela dificuldade de adaptação a um novo horário, se pela nostalgia do Outono, tenho sentido algumas indecisão sobre os percursos a seguir. No entanto, havia um que há muito estava definido na minha cabeça, pedalar até ao alto da Serra de Bornes.
A aventura teve lugar no dia 13 de Outubro. Estava um bonito dia de sol, com um ar fresco, por vezes mesmo frio. A distância que pretendia percorrer estava bastante além daquilo que por norma faço. Para complicar a situação, já estava quase no Barracão quando verifiquei que a máquina fotográfica não tinha o cartão de memória, pelo que tive de voltar a casa. Forcei o andamento, mas por pouco tempo. Mesmo na beira da estrada encontrei os primeiros cogumelos do ano, rocos (Macrolepiota procera)! Parei para os fotografar, Se o Outono vier a feição, pode ser que faça também algumas incursões na Micologia. É uma área que me interessou desde criança. Em 26 de Novembro de 2006 fotografei, em Candoso, um curioso Phalus impudicus, mas tenho encontrado muitos outros cogumelos.
Não podia distrair-me muito, segui viagem. A segunda paragem só aconteceu na Trindade. Já aqui parei imensas vezes, mas, mais uma vez, segui viagem sem ter visitado a igreja. Quem já seguiu da Trindade para Macedo de Caleiros, verificou a inclinação daquelas subidas! Optei por olhar para o chão, progredindo pouco a pouco, sem grande stress.O Vale da Vilariça está ali, todo a meus pés. Havia muita neblina, pouco se conseguia avistar. Estava nos limites do concelho de Vila Flor, entrei no concelho de Macedo de Cavaleiros.

Antes de chegar ao cruzamento, já perto de Bornes e recomeçar a subida para o alto da serra, apanhei um bom punhado de castanhas que encontrei espalhadas pela valeta. Enquanto subia a encosta da serra, fui admirando a paisagem. Não se conseguia ver o Vale da Vilariça, mas, o início do mesmo, onde se encontra encaixada a aldeia da Burga oferecia um excelente panorama.
O meu físico começou a ressentir-se do esforço, era tão fácil virar para trás e aproveitar a descida… Não, não sou de desistir facilmente. Quando cheguei perto da entrada para a Pousada Nossa Senhora das Neves, já não aguentava pedalar mais. Continuei a subida com a bicicleta à mão. A visão vai-se alargando perdendo-se a noção da imensidão de trás-os-montes que se avista. A vegetação ressequida só ganha outra dimensão com alguns sobreiros, aqui e além, espalhados pela serra. No fundo do vale, alguns choupos brancos introduzem uma mancha de cor na paisagem quebrando as cores frias.O ar fresco da montanha foi atenuando o meu cansaço. Atingi os 1200 metros de altitude próximo das 16 horas. Repousei um pouco e aproveitei para rilhar algumas castanhas.
Esta serra tem uma proeminência de 621 metros (a Serra do Marão tem 689 metros). Esta medida topográfica relaciona a altitude da montanha com a área envolvente e com as serras vizinhas mais altas que ela.

Sendo dia 13 de Outubro, achei curioso o facto de existir no alto da serra um painel de azulejos representando Nossa Senhora de Fátima, sobre a azinheira, com os pastorinhos.
Não é do topo da montanha que se tem a melhor vista para o Vale da Vilariça!
Fui descendo lentamente, abeirando-me das escarpas, procurando ângulos mais arrojados. O vale começou a ganhar tonalidades mais doces, mas, com muita pena minha, não podia ficar ali até ao crepúsculo. Já não tinha água, estava cansado, o regresso (embora menos violento) ia demorar. À medida que ia descendo, fiz inúmeras paragens. A luz do fim de tarde estava cada vez mais fotogénica e o ar cada vez mais frio. Acelerei até à Trindade onde aproveitei para me reabastecer de água. A partir daí, doseei o esforço para chegar a casa o que aconteceu ao cair da noite. Foi um longo passeio. A tarde não esteve muito propícia para a fotografia. Desta vez acho que a bicicleta ficou vaidosa, mas as fotografias também se podem mostrar.Quilómetros do percurso, em BTT: 62
Total de quilómetros em bicicleta: 1597
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