26 dezembro 2011

Na vila


Na vila, os fumos grandes sobem das chaminés. Para além do choro silencioso de Eduardo, mais uma vez a sentir quanto perdera o filho, quanto se perdera, há essa memória crescente, de envelhecimento, ou de maturidade, primeiro. Há as casas, as velhas casas que eram conhecidas de madrugada e à noite, na amplitude do tempo que não corria, tão sólido se mostrava; nas horas de trabalho, na tarde que caía e deixava esse torpor do cansaço.

Extrato do Livro Mulher desaparecida a Sul, da autoria de Modesto Navarro. Este romance foi publicado em 2008, pela Edições Cosmos.

1 comentário:

as-nunes disse...

Caro amigo Aníbal

Cheguei aqui pela mão de Jofre e do seu blogue principal sobre esta bela terra.

Estou a chegar aos 65 anos e à conclusão que quero conhecer o meu país, os cantos e recantos do país mais bonito do Mundo. Como é possível os portugueses desconhecerem o encantamento de lugares tão belos que temos no país?

Estou a gostar do seu blogue.
Seria possível arranjar-me bagas dessa planta? Aqui em Leiria temos espinheiro com folhas brancas.

Um abraço, voltarei...
António Nunes