

Já lá vais mais de um mês que fiz uma larga caminhada pela serra, que se prolongou para lá de Roios, admirando uma zona bastante agreste e pouco conhecida da maioria das pessoas. Foi no dia 5 de Outubro e começou ao início da manhã. A subida ao Facho, partindo da Rua do Carriço, é um bom exercício de aquecimento. É uma boa oportunidade para apreciar o céu azul em contraste com o verde das agulhas dos pinheiros.

Depois de atingir o alto, a descida nas costas da serra, olhando Bornes é um percurso sossegado, onde o barulho da civilização pouco se faz ouvir. Pensei talvez fotografar as vinhas, ainda com uvas, mas não havia já nada por vindimar.

Contornei a aldeia de Roios, por norte, não chegando a entrar nela. Havia vários caminhos alternativos e quase ao acaso, optei por um. Conduziu-me a lado nenhum. Veio-me à memoria um dos percursos mais difíceis que já fiz por estas paragens, a 9 de Maio de 2007, quando atravessei várias quintas, acabando por chegar a Assares.

As dificuldades em seguir em frente eram mais do que muitas. Após subir a um morro para admirar as quintas em frente, bem como o Vale da Vilariça com Lodões a espreguiçar-se ao sol, decidi apanhar um caminho que me levou a Roios. A aldeia estava tranquila, possivelmente todos estavam em volta do almoço e eu também já lhe tinha vontade.

Optei por seguir o caminho mais curto para chegar a Vila Flor. Nos livros de João de Sá é muitas vezes referido o caminho que liga Vila Flor a Roios, passando pelas capelas. Nunca segui esse caminho, mas penso fazê-lo numa próxima oportunidade. Desta vez segui mesmo em linha recta, por debaixo de um linha eléctrica, onde tinham limpo o mato. É um percurso íngreme e extenuante, mas fez-me chegar às capelinhas mais rapidamente.

Para completar o percurso, subi ao miradouro e desci à Rua do Carriço, ainda a tempo de me recompor com um bom almoço.

3 comentários:
A aldeia de Roios tem para mim um especial encanto, pois foi aí que iniciei a minha vida profissional, no ano lectivo de 1963/64, com uma turma de 35 alunos, distribuídos por quatro classes. Ainda conservo boas amizades desse tempo, quer de alunos, quer dos familiares.
Quanto ao caminho pelas "Capelas", era o que eu fazia todas as semanas para ir para Freixiel e regressar na 2ªfeira. Era nova e não tinha medo da caminhada...
Hoje, as realidades são muito diferentes daquele tempo e, a própria aldeia, deve estar muito diferente...
Parabéns, Aníbal, pelas fotos maravilhosas com que ilustrou a descrição do passeio!!!
Cumprimentos
Anita
Gostei da descrição da caminhada até Roios... Da forma que o faz, quase conseguimos "acompanhá-lo" e disfrutar das paisagens e até "sentir" as dificuldades do percurso... Reconheço a casa de Roios, ficou com outra visão... deu uma foto bem interessante...
Cumprimentos,
AA
Olá! Sou de São Vicente, SP, Brasil e estou fazendo minha Genealogia onde descobri que meus bisavós residiam em Roios devido a uma carta que achei datada de 1935.
Meu avô se chamava Àlvaro dos Santos e nasceu provavelmente em Roios em 1899 e faleceu em 1935 aqui no Brasil (meu pai tinha apenas 4 meses de idade). A carta que achei são de meus bisávos Ezequiel Augusto e Maria Nactividade. Desde a carta nunca mais se teve notícias deles. Solicito uma ajuda a quem possa me dar informações (data de nascimento ou falecimento, local, etc.) sobre meus bisávos e se existem descendentes. Anibal fiquei emocionado ao achar seu Blog com estas fotos maravilhosas e comentários sobre Roios, parabéns pelo belo trabalho. Agradeço a atenção!! Meu e-mail é davidsud@uol.com.br
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