18 janeiro 2007

Castro de Freixiel

No dia 15 fiz uma visita ao Castro de Freixiel. O tempo estava frio e com bastante nevoeiro. Pensei que em Freixiel não haveria nevoeiro mas até aí a visibilidade era muito pouca. Desta vez fui de carro até à entrada da aldeia. Perguntei a um agricultor a localização do Castro. Ele conhecia bem a zona e indicou-me a localização exacta que não é muito distante da aldeia. Foi logo avisando que não ia encontrar grande coisa. Lembrava-se ainda de algumas partes de muralha com os pórticos de entrada, que foram sendo destruídos com os anos. Confirmou-me que muitas pedras foram retiradas para a construção das casas da aldeia e que algumas pedras de mais valor também foram recolhidas. É o caso de duas pedras que se encontram na casa junto à Igreja e recentemente adquirida por esta.

O Castro do Castelo, situa-se numa pequena elevação, com grandes penedos de granito por todo o lado. Era constituído pelo reduto propriamente dito e por duas linhas de muralhas para defesa.

Os meus conhecimentos nesta área são muito poucos e não tinha grandes expectativas. Esperava encontrar algo do género do que vi no dia 13 no castro de Vale de Águia, em Miranda do Douro.

De início fiquei um pouco confuso. Havia paredes recentes, oliveiras bastante novas mas não encontrava nada além de pedras desorganizadas em grande quantidade. Aqui e ali fui encontrando algumas pedras alinhadas, vestígios de algumas muralhas, largas e que deviam ser bastantes seguras. Encontrei também indícios de uma muralha com pedras maiores, já trabalhadas, que mostram que a área foi ocupada durante bastante tempo.

Andei pelo meio das rochas toda a tarde. O nevoeiro foi ficando pior e caíam algumas gotas de água. Subi mais um pouco a encosta com ideia de me vir embora. Foi aí que encontrei os vestígios mais evidentes. Uma outra muralha de pedras e terra e ruínas de pequenas casas ainda muito bem identificáveis. Agradecia-se a presença de um entendido, havia ali muita coisa para “ler”.

Abandonei o local em direcção à aldeia. Não fiquei muito satisfeito com o passeio: o tempo esteve mau; a luz horrível; molhei-me todo; só descobri as coisas mais interessantes quando vinha embora. Este passeio serviu apenas de reconhecimento. Acredito que numa outra visita tudo vai correr melhor.

6 comentários:

Csofia disse...

Olá! Chamo-me Cláudia, sou de Freixiel e adorei ver a minha aldeia no seu Blog.
O G.A.C (Gabinete de Apoio ao Cidadão)a que se refere a dada altura de uma das suas reportagens, funciona de facto, nas instalções da Junta de Freguesia; pelo que, numa próxima passagem por Freixiel, terei muito gosto em o lá receber.
Freixiel tem realmente muito mais para descobrir... continue e até breve.

Li Malheiro disse...

Olá.
já encontras-te Campainhas? adoro essa pequenas flores que costumam aparecer pela Páscoa na zona de Parambos, pelos vistos em Freixiel aparecem mais cedo, é inflência do Vale. Valeu muito a tuas visita à localidade, os teus votantes souberam escolher.
como sempre, é um prazer estar aqui, adoro a tua página pois muito do que vemos é aquilo que gostariamos de fotografar.
Um abraço com amizade.
Li Malheiro

Xo_oX disse...

Pois é Li, encontrei campainhas! Acredita que já há por aqui algumas amendoeiras com flores! Isto anda tudo doido (incluindo o ME).
Continuamos descobrindo...
Um abraço

Xo_oX disse...

Viva Claudia
Eu terei todo o gosto em a visitar no GAC e em conversarmos um pouco sobre Freixiel. À hora que passei por aí acredito que já estava fechado e não dispunha do tempo necessário para essa conversa.
Fica prometida uma visita.

professores disse...

olá! Chamo-me M. Fernanda, sou natural de Freixiel e fico muito feliz por ter visitado a minha terra.
No entanto, deverá fazê-lo no verão, pois os dias são grandes e poderá permanecer no campo até tarde e então talvez tenha boas surpresas. Também em Freixiel tem muito mais para ver além do castelo....incluindo as campainhas, apesar do frio.
Até uma próxima oportunidade.

Esmeralda disse...

Olá Aníbal!
Obrigada pela foto da campainha - flor das minhas delícias de miúda. E, agora, "graúda": por de tanto simbolismo se revestir, fazendo-me reflectir mais e mais no que é uma Vida... Os meus olhos elegem-na a melhor foto de "Freixiel"!. Ela não é mais do que a vida da Vida. Acredito que só se chega "lá", com alguma sensibilidade... olhe-se bem para ela...
Com apenas dez anos, inserida num grupo da minha escola fiz, na companhia de Cristiano Morais, uma "prospecção" ao local do castro no lugar do Castelo. Nesse mesmo dia, já na aldeia, tenho presente/vi alguns achados arqueológicos, possivelmente encontrados no referido "castro" , organizados e expostos num pequeno "museu", na zona da Pontinha, resultado da já enorme dedicação e forte interesse (suponho), pela parte do Cristiano, no que à história da aldeia dizia respeito. Já lá vão trinta e cinco anos!
Cristiano, não vejo ninguém melhor, entendido no assunto, para ajudar o Aníbal - ele precisa de alguém "entendido" para "ler"...as relíquias da nossa terra, como ele refere no texto. O Cristiano, é a pessoa certa.
(Oxalá o Cristiano Morais tenha conhecimento desta minha mensagem, pois sei que é um homem para além de culto, disponível e generoso).
Forte abraço!
EL