

Candoso é uma freguesia situada no extremo do concelho. A 760 metros de altitude, já devia existir na altura da formação de Portugal. Pertenceu ao concelho de Freixiel até que o mesmo foi extinto em 1836, passando depois a integrar o concelho de Vila Flor.

A igreja matriz é de 1801 e tem uma robusta torre sineira, quadrangular com quatro sinos. Foi retirado o reboco que a revestia mas a fachada foi revestida de novo. A torre continua com o granito à mostra.

À chegada a Candoso fotografei a Fraga do Ovo. É o cartão de visitas da aldeia! Bem que podia ter aquecido os músculos a tentar move-la, mas não foi necessário, já estavam quentes. Mais à frente reencontrei os dois cafés que existem na freguesia: o Zimbo e o Abrigo. Já comi alguns petiscos em ambos.

Ao longo da Estrada Nacional têm sido construídas bonitas vivendas, mas ao descer para o centro da aldeia pela Avenida do Barreiro, notei que a fixação das pessoas também se verifica noutros pontos.
Sem chegar ao centro, mudei de planos, e comecei a subida ao Santuário. A capela é dedicada à Nossa Senhora da Assunção. Não deixa de ser curioso o facto das duas capelas da aldeia serem dedicadas a Nossa Senhora da Assunção. Também a festa maior da aldeia lhe é dedicada e realiza-se no Domingo seguinte ao dia 15 de Agosto, desencontrando-se da grande festa que se realiza no Santuário em Vilas Boas.


No Largo da Fonte pude ver gelo com alguns centímetros de espessura, como não via já há algum tempo. Desci até à igreja, estava aberta, entrei. Foi restaurada recentemente, é muito sóbria mas bonita. Por todo o lado há imagens de santos. Lá estava a Nossa Senhora da Assunção, bem como Santa Bárbara, S. José, S. António, etc. O S. Sebastião ainda se encontrava no andor em forma de torre de castelo, tendo o seu capacete de soldado romano aos pés. Embora apareça sempre representado com o corpo cravado de frechas, essa não terra sido a causa da sua morte.

Na segunda capela dedicada a Nossa Senhora da Assunção pude admirar o painel de azulejos que A representa. Por algum motivo, o obreiro que o montou (que nunca deve ter resolvido nenhum

Desci mais um pouco a fotografar um nicho com data de 1955, representando as almas no purgatório. É semelhante ao que existe à frente do cemitério.

Segui pela Avenida S. Sebastião, onde encontrei algumas casas bastante antigas e parei junto ao cemitério. Ainda pude admirar um bonito presépio e os vestígios da fogueira de Natal.

Subi ao que parece ser um Jardim-de-infância. Daqui tem-se outra perspectiva interessante da aldeia. Aproveitei para tirar algumas fotografias da escola de 1.ºciclo, numa elevação oposta, do cemitério recentemente ampliado, com a sua capela e de algumas rochas que por ali estavam que deviam ter vindo de um lagar.
Desci e apanhei de novo a Rua do Barreiro. Ainda pude ver algumas moradias bem bonitas e a Sede da Junta de Freguesia que mais parecia uma delas.
Estava quase a chagar à estrada nacional quando o telefone tocou. O almoço já me esperava… em Zedes.

Fiz uma longa paragem na Quinta do Pobre. Há quase 15 anos que não passava por lá e, entretanto, o único habitante morreu.
Cheguei a Freixiel já era noite. As fotografias tinham terminado. Havia que regressar a casa.
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4 comentários:
"Mais à frente reencontrei os dois cafés que existem na freguesia: o Zimbo e o Abrigo. Já comi alguns petiscos em ambos"
Uma das vezes foi comigo.
Um abraço, Tozé Guedes.
valencia, venezuela 05-02-07
parabems para o senhor, gostei muito do blog de candoso, sentì estar en casa, ya tenho 8 anos sem ir lá, a casa dos meus pais esta ao lado da fraga do ovo el chamase jaime, um abrazo até pronto.
wilson gonçalves.
Bem só agora consegui descobrir o teu blog, e deixa que te diga uma coisa, tá optimo, a C.M de Vila Flor devia colocar aqui os olhos.
A minha terra tem coisas bonitas não tem?
Um grande abraço, aproveito para te desejar um Santo e feliz Natal.
Paulo Aguiar
Grande e bela aldeia de Candoso....
abraço de um raposo...
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