

Saí bastante tarde, mas queria mesmo assim experimentar um percurso alternativo. Dirigi-me a Vilas Boas. Questionei um senhor sobre o caminho que devia seguir para chegar ao Vieiro. Tentou de todas as formas convencer-me de que o melhor percurso seria voltar perto do Barracão e seguir pela estrada. Pelo caminho teria que ir a maior parte do tempo com a bicicleta à mão. Ou o senhor não conhecia o caminho, ou não sabia do potencial da bicicleta, ou não fazia grande segurança no ciclista. Convenci-o de que queria mesmo ir pelo caminho, desci Vilas Boas e apanharei um caminho à esquerda. Segui completamente pelo instinto, o espaço é aberto e o horizonte largo.


Felizmente o caminho é muito bom e sempre a descer, cheguei ao Vieiro rapidamente. A aldeia é pequena, tinha percorrido quase tudo na minha primeira visita. Entrei pela parte alta mas desci a Rua da Portela até ao centro da aldeia. Senti curiosidade em ver o ribeiro. Ainda corre, e, desta vez, a água está muito mais apresentável. Nos Nabais as hortas estão viçosas, as batatas com muita folhagem e as cebolas acabadas de plantar.

Dirigi-me à entrada da aldeia mas voltei atrás. Logo à entrada da Rua do Olival, cortei à esquerda, atravessei o ribeiro e subi por um caminho que dá acesso a duas habitações, na encosta a Poente.

Voltei à estrada e comecei a subida, calmamente, recordando o sr. Pedro.


Quando cheguei à capela já o Sol se tinha escondido. Fiz os ajustes técnicos necessários para conseguir algumas recordações fotográficas e fotografei-a de todos os ângulos, embora com muitas limitações.
Quando voltei à estrada, começava a anoitecer. A minha preocupação era chegar a casa sem um furo (já me tinha acontecido uma vez, ali pela Palhona). Felizmente tudo correu bem, cheguei a casa pouco depois das 21 horas.

Quilómetros percorridos neste percurso: 27
Total de quilómetros de bicicleta: 1120
Total de fotografias: 23 696
2 comentários:
Olá.
Bonita macro da Dedaleira, (que em Parambos se chama "Trocle" pois as fechadas fazem esse estalido quando com ela batemos na cabeçoa de alguém), com aglomerado habitacional em fundo, com a plasticidade de uma águarela e a energia de uma pincelada serena e eterea.
Bom momento este que é um brinde ao bom gosto e paciência do olhar atento do caçador com máquina fotogáfica em riste.
Um abraço.
Li Malheiro
caríssimo o seu site é um espetaculo, um exemplo a seguir as suas fotografias são obras de arte, gostariamos aqui de trocar ideias e que tambem ajude a contribuir para o nosso http:\\vilaflor-vieiro.blogspot.com
um abraço.
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