

À semelhança do dia 12, estiveram no Centro Cultural Adelina Campos, meia centena de participantes que assistiram a todas as exposições, apesar de estas se terem prolongado até quase às duas da tarde.
Depois da sessão de abertura pelo Eng. Fernando Barros, um representante do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reflectiu sobre “Marcas e Patentes: como consegui-las?”. Em linguagem simples e sintética, explicou os conceitos de Marca, Marca Colectiva, Logótipo, Denominação de Origem e Indicação Geográfica, recorrendo os exemplos do conhecimento de todos.

O Eng. António Monteiro sobre a “Valorização e promoção dos produtos regionais” voltou a centrar a sua apresentação no azeite. Realçou de novo o potencial da região, criticando a acomodação, o conformismo, a falta de profissionalismo e mesmo a falta de interesse em volta do tema azeite, ilustrando com a pouca bibliografia sobre esta temática, comparando com outros países. Criticou também a venda a granel de azeite, de forma pouco digna para um produto com qualidade e a colocação deste produto nas grandes superfícies apoiando-se na certificação (que não garante a qualidade). Tratando-se de um produto com história, identidade e qualidade, deve ser vendido no mercado adequado, sendo necessária ajuda à produção, formação, qualificação e mesmo informação.

O tema “Marketing e promoção: o caso do vinho” foi desenvolvido por Pedro Lobo da Vinko/Vinihold. Orientou a sua apresentação numa perspectiva de acesso ao mercado externo citando um conjunto de pontos favoráveis a Portugal, que o projectam no mundo, mostrando também alguns pontos fracos a necessitarem de ser ultrapassados: falta de uniformidade na denominação das castas, falta de consistência na qualidade, a visão de Portugal como um país produtor de Vinho Verde e Rosé, a produção em pouca escala e a pouca aposta no marketing e na promoção. A produção em pequena escala, direcciona o produto português para nichos de mercado onde a concorrência é elevada. Há necessidade de produzir vinhos com estilo moderno e frutado, com as castas tradicionais, cabendo ao produtor saber o que o mercado quer e adaptando-se, não impondo o seu produto.

Durante o intervalo para o café, procedeu-se a uma votação em Produtos a Promover e Ideias de Promoção e Marketing do Produto, sugeridas no Seminário. Apesar de número de participantes não permitir grandes conclusões, verificou-se que os produtos a promover mais votados são também os mais representativos na região (à excepção das Compotas.
Os cinco Produtos a Promover mais votados foram: Azeite (33 votos), vinho (17 votos), compotas e queijo (com 9 votos cada) e artesanato (com 6 votos).


Durante a tarde procedeu-se a uma visita guiada à V TerraFlor, permitindo o contacto personalizado com os produtores. Nem todos os Stands se encontravam abertos. Alguns deram a provar os bons produtos da terra: azeite e vinho. Pude verificar como estes produtos são originários de locais bem distintos do concelho: Santa Comba da Vilariça, Lodões, Seixo de Manhoses, Samões, Freixiel, Ribeirinha, quintas em volta de Vila Flor, etc. Também vimos frutos do Vale da Vilariça, com predomínio dos de Santa Comba da Vilariça.

À noite a animação começou com o Grupo de Gigantones de Valtorno, que assustaram verdadeiramente algumas crianças menos afoitas.
Mais tarde começou o espectáculo do Homem Espectáculo, Fernando Pereira. Como verdadeiro profissional que é, soube puxar pela pessoas, "provocando" quanto baste, valendo-se também da sua companhia feminina que animou as hostes masculinas. Curiosamente o recinto estava menos composto do que no dia 12, não aproveitando tudo o que seria possível da passagem deste verdadeiro espectáculo de luz, bom gosto, graça e música por Vila Flor.

Segundo informação do Secretariado da feira, foram vendidos aproximadamente 2500 bilhetes, menos 500 do que na noite anterior. A noite esteve muito agradável.
2 comentários:
Tenho imensa pena que essa exposição seja feita nesta altura, visto a maior parte das pessoas que daí são naturais apenas terem férias por volta do fim do mês de Julho/ínicio de Agosto. Acho que Vila Flor ganharia muito mais se essa festa se realizasse mais tarde, mas enfim é assim que querem.
Gostaria de lhe perguntar se ja se sabe o cartaz para a festa de S. Bartolomeu.
Obrigado
Calculo que será difícil encontrar um calendário ideal, uma vez que, mesmo no Nordeste, todas as vilas e cidades têm feiras mais ou menos nestes moldes. No Verão teria mais gente mas a concorrência com outros eventos também seria maior.
Não conheço ainda o cartaz para a Festa de S. Bartolomeu. Ouvi falar no nome de Fernando Tordo, não sei se se vai confirmar.
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