04 março 2008

Árvore em flor

Aquele pessegueiro de quintal
Posto mesmo à beira do atalho
Por onde passo, a hora matinal
Caminho sempre grato do trabalho;

Assim cheio de flor's tão virginal
De beijos cor de rosa, num orvalho
Levíssimo de graça... quanto val'
Para mim que, de graça, nada valho!...

- Enche-me de alegria, de surpresa,
Galhazinha do céu em resplendores
De inocente e angélica beleza!

E lê nos meus olhares, os louvores
Desta árvore humana sempre acesa
Em versos triviais... as minhas flores!

Poema de Cabral Adão.
Fotografia tirada a 02-03-2008, em Vila Flor.
Ouros poemas de Cabral Adão:
Trovoada
Carícia real

1 comentário:

euroluso disse...

Olá, colega!

Obrigado por me ter proporcionado, nesta manhã de 8 de Março, uma bela gargalhada, provocada pela agradável surpresa de, abrindo o seu sítio «À Descoberta de Vila Flor», me deparar com título «De luto em luta, sou professor».
Há momentos na nossa vida em que é preciso separar águas. O Anibal fê-lo hoje de forma claríssima.
Se daqui a umas horas não nos encontrarmos a descer a Avenida da Liberdade, sei que pelo menos estaremos juntos em pensamento.
Até breve. Quem sabe!
Adriano Augusto