

Já há dois dias que os Bombeiros Voluntários de Vila Flor trabalham no sentido de preparar a Praça da República para esta festa. Levantaram um palco, construíram uma cascata, montaram um "restaurante" e decoraram toda a área, com bandeiras, fitas e outros enfeites garridos e a condizer com a ocasião.
Com a chegada da noite, as pessoas foram confluindo para o local. A primeira paragem para muita gente foi a tasquinha, mais parecia um restaurante! O aglomerado de pessoas à porta fazia adivinhar horas de espera. Enquanto esperava valeram um tremoços, para enganar o estômago. É que o cheiro a sardinha assada era de fazer fome!

A evolução das danças fizeram renascer recordações do S. João de outros tempos e alguns idosos não conseguiram controlar as pernas que teimavam e balouçar o corpo ao som do acordeão do sr. Crisóstomo.

Chegou a minha vez de ir jantar. Chegou não... já tinha passado a minha vez, porque era necessário marcação. O serviço era rápido e cheio de juventude.
De entrada comemos algumas excelentes sardinhas acompanhadas pelo não menos excelente pão que se faz nesta vila. Seguiu-se um bom churrasco que aproveitei para temperar abundantemente com piripiri. Isto porque colocaram sobre a mesa uma caneca com mais de dois litros de vinho e uma garrafa(inha) com 0,25l de água!
Para terminar chegou o tradicional caldo verde, a fumegar de apetitoso.

Chegou a a hora de abanar o corpo. O organista Fernando Lucas animava a festa e eram já muitos os pares que rodopiavam pelo recinto. Enquanto o jantar se acomodava aproveitei para fazer mais uma visita à cascata do S. João. Este, em lugar de destaque, tinha a acompanhá-lo S. António e S. Pedro bem como dezenas de pequenas imagens fazendo lembrar um presépio.
Faltava apenas uma fogueira, será que tem a ver com o facto de os organizadores serem bombeiros?
Para quem perdeu esta grande festa, hoje, dia 24, há mais. A animação, a tasquinha e o S. João, vão lá estar à sua espera.

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