
No dia 28 de Maio fiz um passeio de BTT até Valtorno. O dia estava muito agradável para se andar de bicicleta, luminoso, mas fresco, com o ar limpo e agradável.
O percurso que segui já o utilizei várias vezes. Passa junto ao campo de futebol de Samões, segue pelo Concieiro e encontra a estrada perto do Santuário de Santa Cecília. Desta vez aproveitei para dar uma voltinha no santuário mas dele falarei noutra altura.

Segui até ao cruzeiro do fundo do povo com ideia de visitar a Capela do Santíssimo. Ainda não foi desta, como habitualmente, estava encerrada. Esta capela funciona como local principal de culto, uma vez que a igreja matriz se encontra mais distante e apenas é utilizada para algumas festas anuais e quando há um funeral de alguém mais influente na aldeia. Passei por lá no Domingos de Ramos e estavam a celebrar a eucaristia.
Procurando visitar pontos da aldeia onde não estive na visita do dia 4 de Abril passado, segui pela Rua da Esquina e depois pela Rua da Barreia. A quantidade de habitações, algumas novas e bem cuidadas, contrastava com o “silêncio” que se fazia sentir. A presença humana não era perceptível, só os pássaros cantavam por todo o lado dando vida a todos os recantos.

Seguindo o canto dos pássaros, segui pela Rua da Escola, Rua do Frade, Rua do Cruzeiro até ao Cruzeiro. Segui pela Rua do Castelo que desci até chegar à Capela da Senhora do Rosário. Também estava encerrada. Segui em direcção a Poente mais alguns metros e encontrei outra fonte a Fonte da Senhora do Rosário. O desafio seguinte foi subir ao cimo de um monte paralelo à Rua do Castelo procurando justificações para esse nome. Cheio de cuidado, pois o lugar encontra-se ocupado por um colmeal, percorri o cimo do monte em todas as direcções. Há conjuntos de pedras soltam e restos de telha mas tudo parece muito recente. No local já funcionou uma pedreira e, se vestígios houvessem, foram com certeza apagados para sempre. Os habitantes com quem falei não têm memória de ali ter existido nada de referenciáveis.
Com o sol a aquecer deliciei-me a fotografar muitas flores selvagens que cresciam, nos lameiros, por entre os esqueletos negros de altas giestas, queimadas no fim do Verão passado.

Quando voltei à aldeia a Capela da Senhora do Rosário estava aberta. A inscrição em latim que figura no altar tem bem claro o ano de 1655.

Mas voltando à capela de Nossa Senhora do Rosário, está muito bem cuidada. O tecto foi restaurado, as paredes também, mas mantém o seu aspecto rústico, a imagem é bela e singela, rodeada de rosas de todas as cores e de atenção dos crentes, como é hábito no mês de Maio.
Sobre a capela de S. Brás duas pistas me foram apontadas: alguns habitantes dizem que se situava perto da aldeia, no caminho para o S. Apolinário, junto de uma corte para animais. Outros afirmam que a porta da loja dos animais da “Casa da Bitcheira” é o que resta da porta da dita capela. Certo é que este meio pórtico é muito requintado para uma simples loja de animais!
Com a tarde a chegar ao fim, desci de novo ao fundo da aldeia e parti em direcção a Vila Flor, de novo com a sensação de que teria de voltar, muita coisa ficou por descobrir.

Quilómetros percorridos neste percurso: 25
Total de quilómetros de bicicleta: 1145
Total de fotografias: 24 300
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